Europa avança mas Stoxx 600 ainda abaixo de níveis pré-guerra. Barry Callebaut afunda 16%
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
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Taxa Euribor desce a três, a seis e a 12 meses
A taxa Euribor desceu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,238%, continuou abaixo das taxas a seis (2,453%) e a 12 meses (2,723%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, cedeu hoje, ao ser fixada em 2,453%, menos 0,015 pontos do que na quarta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a fevereiro indicam que a Euribor a seis meses representava 39,18% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também baixou hoje, para 2,723%, menos 0,033 pontos do que na sessão anterior.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses caiu hoje, ao ser fixada em 2,238%, menos 0,002 pontos.
Em março, a média mensal da Euribor subiu nos três prazos, mas de forma mais acentuada nos dois mais longos.
A média mensal da Euribor em março avançou 0,098 pontos para 2,109% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor subiu 0,178 pontos para 2,322% e 0,344 pontos para 2,565%.
Em 19 de março, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sexta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 29 e 30 de abril em Frankfurt, Alemanha.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa avança mas Stoxx 600 ainda abaixo de níveis pré-guerra. Barry Callebaut afunda 16%
Os principais índices europeus negoceiam com ganhos em praticamente toda a linha, com os investidores a mostrarem um maior apetite pelo risco depois de se saber que os Estados Unidos (EUA) e o Irão poderão estar perto de acordar um prolongamento do cessar-fogo que terminaria na próxima terça-feira. Isto deverá dar mais tempo a ambas às partes para chegarem a um acordo de paz duradouro, após as negociações fracassadas do passado fim de semana no Paquistão.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,12%, para os 618,01 pontos e ainda negoceia em território negativo desde o estalar da guerra a 28 de fevereiro.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,24%, o italiano FTSEMIB avança 0,24%, o francês CAC-40 sobe 0,36%, ao passo que o neerlandês AEX valoriza 0,32% e o britânico FTSE 100 pula 0,10%. A seguir a tendência contrária está o espanhol IBEX 35, que perde ligeiros 0,01% e o português PSI, que lidera as quedas e cede 0,32%.
A par dos desenvolvimentos no Médio Oriente, os investidores também estão a seguir de perto a época de resultados do primeiro trimestre que arrancou no início desta semana.
Contas de grandes nomes do setor do luxo, como a Kering e a Hermès, têm desiludido até agora, depois de terem registado vendas mais fracas, em parte devido a uma menor procura no final do trimestre impulsionada pela guerra no golfo.
Empresas que representam mais de 60% da capitalização bolsista do Stoxx 600 deverão divulgar os seus resultados nas próximas três semanas e espera-se que “a época de divulgação de resultados [provoque] mais volatilidade nos mercados europeus”, disse à Bloomberg Emma Wall, da Hargreaves Lansdown. “As ações do setor do luxo são um bom ‘canário na mina de carvão’ — um indicador precoce das tendências de consumo e do crescimento económico”, sublinhou a mesma especialista.
Neste contexto, a Tesco segue a avançar mais de 1%, depois de ter chegado a subir mais de 3% no arranque da sessão, depois de o lucro operacional anual ter superado as estimativas. Já a Barry Callebaut afunda mais de 16%, após a fabricante suíça de chocolate ter divulgado resultados que ficaram aquém das estimativas e ter revisto em baixa o “outlook” para este ano.
Já quanto aos setores, o tecnológico, o do retalho e dos media somam valorizações de mais de 1%. Por outro lado, o das telecomunicações regista as maiores perdas e cede 1,09%, seguido das “utilities” (-0,40%).
Juros aliviam na Zona Euro. BCE estará mais inclinado a manter juros inalterados em abril
Responsáveis do Banco Central Europeu (BCE) estarão mais inclinados a manter as taxas de juro inalteradas na sua reunião deste mês, segundo fontes a par do assunto citadas pela Bloomberg.
Nesta medida, e numa altura em que os “traders” esperam que os EUA e o Irão sejam capazes de chegar a um acordo para pôr fim à guerra, os juros da Zona Euro estão a aliviar em toda a linha nesta manhã.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a referência para a Zona Euro, aliviam 1,5 pontos base para 3,026%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 1,7 pontos para 3,663%. Já os juros das obrigações italianas seguem a mesma tendência e recuam 2 pontos para 3,794%.
Pela península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa, também a dez anos, aliviam 1,7 pontos base para 3,412%. Já em Espanha, a "yield" das obrigações cede 1,9 pontos para 3,473%.
Fora da Zona Euro, a tendência mantém-se no Reino Unido, com os juros das "Gilts" a aliviarem 0,9 pontos base para 4,804%.
Libra valoriza face a euro com crescimento económico acima do esperado em fevereiro
A libra está a ganhar terreno face ao euro nesta manhã, depois de dados terem mostrado que a economia britânica cresceu acima do esperado em fevereiro, enquanto os "traders" também se mantêm atentos a notícias sobre um possível prolongar do cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão.
A divisa do Reino Unido regista agora uma ligeira subida de 0,03%, para os 1,149 euros. A economia do país cresceu 0,5% em fevereiro, em comparação com o mês anterior, segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas do Reino Unido, marcando o maior aumento desde janeiro de 2024 e acima das expectativas dos mercados, que apontavam para um crescimento de 0,2%.
Noutros pontos, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – soma 0,11%, para os 98,167 pontos, com a “nota verde” a beneficiar de um ligeiro aumento dos preços da energia, nomeadamente do crude.
Face ao iene, o dólar cede 0,03%, para os 158,960 ienes.
Por cá, o euro cai 0,11%, para 1,179 dólares, oscilando perto do valor mais alto desde 2 de março.
Ouro ganha terreno com perspetivas de resolução diplomática para guerra no golfo
O ouro está a ganhar terreno nesta quinta-feira, à medida que os esforços para uma resolução diplomática da guerra no Médio Oriente reduzem as preocupações dos mercados com a inflação, apesar das tensões em torno do estreito de Ormuz se manterem.
A esta hora, o ouro avança 0,76%, para os 4.827,500 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso soma 1,65%, para os 80,269 dólares por onça.
Os EUA e o Irão estão a ponderar um prolongamento do cessar-fogo por duas semanas, com o objetivo de ter mais tempo para negociar o fim do conflito. Mas a circulação de navios pelo estreito de Ormuz continua bloqueada, com os EUA a bloquear os navios iranianos e Teerão a manter a via marítima fechada à maioria do restante tráfego.
As duas partes chegaram a um “acordo de princípio” para prosseguir com a via diplomática após conversações inconclusivas no Paquistão no fim de semana, informou a Associated Press. O Presidente Donald Trump minimizou a possibilidade de um recomeço dos combates na terça-feira, dizendo à Fox Business que a guerra estava “quase no fim”.
Os “swaps” continuam a apontar que a Reserva Federal dos EUA manterá as taxas estáveis este ano, uma perspetiva apoiada pelos comentários do governador do Banco da Reserva Federal de St. Louis, Alberto Musalem, e da governadora do Banco da Reserva Federal de Cleveland, Beth Hammack, que afirmou prever que as taxas “se manterão inalteradas durante algum tempo”, segundo citou a Bloomberg.
Brent estabiliza em torno dos 95 dólares por barril. "Traders" avaliam possível prolongar de tréguas
Os preços do petróleo estão a registar ligeiras valorizações com sinais de que Washington e Teerão poderão retomar as negociações interrompidas neste fim de semana, na sequência do bloqueio norte-americano ao estreito de Ormuz.
O Brent – de referência para a Europa – soma agora ligeiros 0,14%, para os 95,06 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – avança 0,37% para os 91,63 dólares por barril.
Noutras matérias-primas, também o gás natural negociado na Europa regista ganhos e sobe 1,29%, para os 41,94 euros por megawatt-hora.
O petróleo estabilizou perante sinais de que os EUA e o Irão poderão prolongar o cessar-fogo, que terminava na próxima terça-feira, e retomar as negociações para pôr fim à guerra que tem abalado os mercados energéticos. Washington e Teerão estão a ponderar um prolongamento das tréguas por duas semanas, segundo uma fonte a par do assunto citada pela Bloomberg.
No estreito de Ormuz, os movimentos de embarcações permanecem praticamente paralisados à medida que o conflito se aproxima do fim da sua sétima semana. Os EUA estabeleceram um bloqueio para cortar o tráfego iraniano, enquanto Teerão mantém a via marítima fechada à maioria dos outros navios.
Apesar de as tensões no Médio Oriente parecerem estar a abrandar, responsáveis do setor financeiro reunidos em Washington esta semana estão preocupados com a falta de clareza sobre o que se seguirá. A guerra “tornou o mundo inteiro mais pobre”, afirmou a ministra das Finanças da Nova Zelândia, Nicola Willis, citada pela agência de notícias financeiras.
E embora os contratos de futuros de crude continuem cerca de um terço acima dos valores pré-guerra, já negoceiam bastante abaixo dos picos registados nas primeiras semanas do conflito. “Atualmente, a curva de futuros não está a refletir a verdadeira magnitude da crise”, afirmou Kaes Van’t Hof, diretor executivo da Diamondback Energy Inc.
Também Warren Patterson concorda que “o mercado de futuros do petróleo não reflete totalmente a realidade do mercado físico; em vez disso, está cada vez mais a incorporar uma desaceleração da tensão”. No entanto, acrescentou, “dado que qualquer cessar-fogo será provavelmente frágil e que as exigências dos EUA e do Irão estão muito distantes, existem riscos evidentes de subida para o mercado à medida que nos aproximamos de novas possíveis negociações”.
Ásia fecha com novos recordes. Bolsa de Taiwan ultrapassa "market cap" de principal índice do Reino Unido
Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta quinta-feira em alta, impulsionados pelo otimismo gerado pela possibilidade de os Estados Unidos (EUA) e o Irão prolongarem o cessar-fogo e voltarem à mesa das negociações dentro dos próximos dias - vários índices bolsistas vão já recuperando das perdas registadas desde o estalar da guerra a 28 de fevereiro. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem a somar 0,30%, enquanto os do norte-americano S&P 500 avançam cerca de 0,20%.
Pelo Japão, o Topix subiu 1,30%. Já o Nikkei seguiu a mesma tendência e pulou 2,64%, tendo atingido um novo máximo histórico acima dos 59.688 pontos, assim como um recorde de fecho. Já por Taiwan, o TWSE avançou 1,12% e fixou um novo máximo histórico pela segunda sessão consecutiva, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi valorizou 2,01%. No que toca à China, o Hang seng de Hong Kong avançou 1,61% e o Shanghai Composite subiu 0,71%.
O índice de ações globais MSCI All Country World subiu até 0,3%, atingindo um recorde e caminhou para o décimo dia consecutivo de ganhos, depois de os sólidos resultados das empresas norte-americanas também terem impulsionado o otimismo dos mercados. Trata-se da mais longa série de ganhos desde setembro.
As ações asiáticas avançaram 1,3%, apagando a grande maioria das perdas provocadas pela guerra. As bolsas da região recuperaram terreno depois de os índices de Wall Street também terem fechado em máximos históricos, com os investidores a apostar que uma desaceleração do conflito no Médio Oriente irá fazer baixar os preços do petróleo e impulsionar o crescimento económico.
A ajudar o sentimento, o Brent, referência do preço do barril para a Europa, manteve-se abaixo dos 95 dólares, um forte recuo face ao pico do mês passado de quase 120 dólares por barril.
O entusiasmo renovado pelas ações do setor tecnológico também ajudou a impulsionar a reversão da onda de vendas do mês passado, que levou vários índices a entrarem em território de correção. Nesta medida, a principal bolsa de Taiwan ultrapassou o Reino Unido em "market cap", impulsionada pelas cotadas do setor tecnológico. A capitalização bolsista do TWSE subiu para 4,14 biliões de dólares na quarta-feira, tornando-se na sétima maior bolsa do mundo, de acordo com dados compilados pela Bloomberg que refletem o valor combinado das empresas com cotação principal na ilha. Em comparação, o principal índice do Reino Unido foi avaliado em cerca de 4,09 biliões de dólares. A Taiwan Semiconductor Company (TSMC) bateu, pela nona vez, o recorde de lucros, num dia em que apresentou resultados referentes ao primeiro trimestre. No fecho da sessão, a empresa avançava 0,24%.
“A visão do petróleo a ser negociado a níveis inferiores aos 100 dólares e as esperanças de um avanço diplomático estão a combinar-se para dar um novo fôlego ao mercado acionista”, disse à Bloomberg Tim Waterer, da KCM Trade. Os EUA e o Irão estão a ponderar prolongar o cessar-fogo, que termina na próxima terça-feira, por mais duas semanas, com o objetivo de negociar um acordo de paz. O Presidente Donald Trump afirmou ainda que os líderes de Israel e do Líbano irão reunir-se.