Bolsas europeias com ganhos tímidos e Dax a destoar. Petróleo soma e segue
Acompanhe aqui minuto a minuto o desempenho dos mercados durante a sessão desta segunda-feira.
- Ásia encerra negativa, com tecnologias a pesar. Europa com olhos postos no vermelho
- Depois de três semanas em queda, petróleo segue em baixa
- Juros mistos após comentários de membro do BCE
- Ouro na linha d' água
- Dólar valoriza ligeiramente em semana de Fed
- Europa no vermelho. Clima empresarial na Alemanha no valor mais baixo em mais de dois anos
- Wall Street arranca sessão mista à espera de resultados
- Depreciação do dólar impulsiona petróleo. Diferencial entre Brent e WTI em máximos de 3 anos
- Ouro a cair pressionado por aperto da Fed
- Euro segue estável face ao dólar
- Juros aliviam na Zona Euro
- Bolsas europeias com ganhos tímidos. Dax destoa com queda
A Europa está a apontar para um início de sessão em terreno negativo, numa semana de rescaldo das subidas das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu em 50 pontos base. Esta semana o foco vai estar na Reserva Federal norte-americana que termina na quarta-feira um encontro de dois dias para decidir também o aumento das taxas de juro - analistas consultados pela Bloomberg apontam para 75 pontos base.
Na Ásia, a negociação desta segunda-feira foi no vermelho, interrompendo assim cinco dias de negociação positiva, com os investidores a medirem as consequências de uma nova subida das taxas diretoras por parte da Fed.
As tecnológicas chinesas registaram as maiores quedas, depois do conselho de estado chinês ter advogado por medidas que apoiem um desenvolvimento saudável da economia das plataformas "online".
Na Ásia, pela China o tecnológico Hang Seng caiu 0,7% e Xangai desvalorizou 0,5%. No Japão, o Nikkei e o Topix cederam 0,7% Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,5%. Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 perdem 0,61%.
"Esta é uma semana importante com a Fed a seguir com uma nova subida das taxas de juro e 30% das empresas do índice S&P 500 a divulgarem resultados esta semana - incluindo as 'big tech", indica Charu Chanana, da Saxo Capital Markets, à Bloomberg.
"Os investidores estão ser cautelosos e a fechar as suas posições antes deste conjunto de acontecimentos de risco", esclareceu ainda.
Esta segunda-feira os investidores vão estar ainda atentos a um relatório sobre o clima empresarial na Alemanha, um indicador da confiança na maior economia da Zona Euro.
O petróleo está a negociar em baixa numa altura em que receios sobre um abrandamento económico e a subida das taxas de juro por parte da Fed esta quarta-feira, se sobrepõem a um aperto na oferta desta matéria-prima.
O West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA e com entrega prevista em setembro, perde 1,13% para 93,63 dólares, depois de ter registado a terceira semana em terreno negativo, pela primeira vez este ano.
Já o Brent do Mar do Norte, "benchmark" para a Europa e com entrega prevista para o mesmo mês, cede 0,92% para 102,25 dólares.
"Por um lado os preços têm estado voláteis, mas espero novas pressões de negociação em baixa para o crude", indica Vandana Hari, analista da Vanda Insights - "a reunião da Fed vai apenas servir de lembrete para os ventos contra a economia".
Na semana passada, a União Europeia indicou que ia voltar permitir a exportação de petróleo russo através da UE para países terceiros, uma exceção às sanções aprovadas por estados-membros, com o objetivo de limitar os riscos de uma crise energética mundial. Isto depois de várias petrolíferas europeias terem também parado de negociar petróleo russo com países terceiros.
Ainda assim, no final da semana passada a governadora do banco central russo, Elivra Nabiullina, adiantou que a Rússia não ia exportar petróleo para países que impusessem um limite no preço desta matéria-prima, proposta que está a ser estudada pelos Estados Unidos, como forma de parar o financiamento da máquina de guerra do Kremlin.
Os juros das dívidas da Zona Euro estão a negociar mistos, numa altura em que os investidores estão a avaliar comentários do membro do conselho do Banco Central Europeu. Martins Kazaks, afirmou que as subidas mais elevadas das taxas de juro podem não ter acabado.
O governador da Letónia explicou que "a subida das taxas de juro em setembro também precisa de ser significativa".
A "yield" da dívida alemã a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro – agrava 0,2 pontos base para 1,025%.
Os juros da dívida espanhola sobem 0,1 pontos base para 2,241%. Já a "yield" da dívida italiana a 10 anos alivia 1,8 pontos base para 3,275%.
Quanto aos juros das obrigações portuguesas no mesmo vencimento perdem 1,7 pontos base para 2,155%.
O ouro está a negociar na linha d'água, depois de ter registado o maior ganho semanal desde maio da semana passada. Ainda assim, este "metal precioso" registou, também na semana passada, o valor mais baixo desde março de 2021, mas voltou a ganhar com a divulgação de dados económicos abaixo do esperado nos Estados Unidos.
Com os investidores a avaliarem uma maior desaceleração económica e uma política monetária agressiva por parte da Fed, este ativo, seguro por excelência, pode voltar a registar ganhos, indicam analistas consultados pela Bloomberg.
O ouro ganha 0,02% para 1.727,95 dólares por onça, ao passo que a platina ganha 0,08% para 877,55 dólares e o paládio perde 2,7% para 1.983,86 dólares.
O dólar está a registar ganhos face ao euro e chegou a valorizar em relação às principais 10 divisas rivais, à medida que receios de um abrandamento da economia levam a uma corrida à nota verde.
O dólar ganha 0,08% em relação ao euro, 0,24% face ao iene e perde 0,04% em relação à libra. Já o euro ganha face ao franco suíço 0,15% e 0,18% em relação ao iene.
O índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da nota verde contra um cabaz de grandes moedas - perde 0,10% para 106,619 pontos.
As principais praças do Velho Continente estão a negociar em terreno negativo, depois da melhor semana desde maio, com os investidores a avaliarem a época de resultados trimestrais das empresas e novos dados sobre o recuo da economia.
O índice de referência, Stoxx 600, cede 0,20% para 424,87 pontos. A liderar as perdas está o setor do petróleo e gás a perder mais de 1%, seguido do automóvel e das matérias-primas.Na manhã desta segunda-feira foi divulgado um relatório sobre o clima empresarial na Alemanha que registou em julho o valor mais baixo em mais de dois anos, abaixo das expectativas dos analistas. O instituto Ifo estima ainda que os negócios abrandem nos próximos meses, especialmente no setor manufatureiro, que registou uma queda de 7,1 pontos percentuais em julho face a junho. Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax cede 0,24%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,42%, o britânico FTSE 100 perde 0,26% e em Amesterdão, o AEX registou uma queda de 0,63%. O italiano FTSEMIB negoceia na linha de água a recuar 0,04%. Ao passo que, na Península Ibérica o espanhol IBEX 35 ganha 0,23% e o português PSI valoriza 0,51%.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax cede 0,24%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,42%, o britânico FTSE 100 perde 0,26% e em Amesterdão, o AEX registou uma queda de 0,63%.
O italiano FTSEMIB negoceia na linha de água a recuar 0,04%. Ao passo que, na Península Ibérica o espanhol IBEX 35 ganha 0,23% e o português PSI valoriza 0,51%.
As bolsas norte-americanas arrancaram a sessão desta segunda-feira entre ganhos e perdas, numa altura em que os investidores analisam os mais recentes resultados trimestrais perante a ameaça de uma possível recessão.
O tecnológico Nasdaq Composite cai 0,10% para 11.822,45 pontos, enquanto o industrial Dow Jones sobe 0,22% para 31.967,97 pontos e o S&P 500 cresce 0,16% para 3.967,80 pontos.
Os investidores acreditam a Reserva Federal dos Estados Unidos vai anunciar uma subida das taxas de juro em 75 pontos base na próxima reunião, que acontece nos dias 26 e 27 de julho. A decisão, juntamente com os resultados da Alphabet e da Apple, vai ajudar a clarificar as perspetivas para a recuperação do mercado acionista.
"Não acredito que este 'bear market' - queda de 20% face ao último pico - termine até que existam indícios de que se está a aproximar um ponto de viragem nos dados económicos ou uma posição mais 'dovish' da Fed", afirmou Nadia Lovell, da UBS, à Bloomberg.
Os preços do "ouro negro" seguem em terreno positivo, sustentado sobretudo pela perda de força da nota verde.
Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 0,78% no contrato de setembro para 104 dólares por barril.
Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 0,99% para 95,64 dólares por barril.
O facto de o dólar estar agora a ceder terreno ajuda assim à tendência de subida da matéria-prima, uma vez que os ativos denominados na nota verde, como é o caso do petróleo, ficam mais atrativos para quem negoceia com outras moedas.
Os preços têm estado hoje a oscilar, com o sentimento dos investidores dividido entre o dólar mais fraco e os receios de menor procura nos EUA devido à esperada nova subida dos juros diretores por parte da Fed.
O gap entre o Brent e o WTI alargou-se para níveis que não se viam desde junho de 2019. A menor procura por gasolina nos EUA está a pesar no WTI, ao passo que o aperto da oferta sustenta o Brent.
O ouro segue a perder após ter registado o maior ganho semanal desde maio. O metal precioso caminha para a quarta perda mensal, pressionado pelo aperto monetário da Fed e um dólar mais forte.
O "metal amarelo" perde 0,52% para 1.718,68 dólares por onça, ao passo que a platina cede 0,02% para 876,64 dólares e o paládio recua 1,43% para 2.009,85 dólares.
Após anunciado a maior subida de taxas desde 1994 em junho, a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) deverá decidir esta semana uma nova subida de 75 pontos base.
O euro segue estável face ao dólar, após uma queda ligeira provocada pelas notícias de que a Gazprom vai parar mais uma das turbinas na estação de Portovaya a partir de 27 de julho. A "moeda única" ganha 0,08% em relação à nota verde, estando a valer 1,0221 dólares.
A "moeda única" ganha 0,08% em relação à nota verde, estando a valer 1,0221 dólares.
Os juros das dívidas soberanas terminaram o dia a aliviar na Zona Euro.
A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para o mercado europeu – alivia 1,1 pontos base para 1,012%. Desde o passado dia 5 de maio que os juros das obrigações alemãs estão acima de 1%.
Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos subtraem 2 pontos base para 3,273%, enquanto a yield das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 1 ponto base para 1,603%.
Na Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 4,6 pontos base para 2,127%, mantendo-se assim acima da fasquia dos 2% alcançada no passado dia 29 de abril.
Já a yield das obrigações espanholas a dez anos cai 2,7 pontos base para 2,212%, continuando acima da yield nacional.
As bolsas europeias fecharam em ligeira alta, com excepção de Frankfurt, num dia de perdas e ganhos.
As principais praças do Velho Continente estiveram no vermelho de manhã, mas depois recuperaram – só que entretanto cederam parte dos ganhos.
Hoje foi divulgado um relatório sobre o clima empresarial na Alemanha que registou em julho o valor mais baixo em mais de dois anos, abaixo das expectativas dos analistas. O instituto Ifo estima ainda que os negócios abrandem nos próximos meses, especialmente na atividade industrial, que registou uma queda de 7,1 pontos percentuais em julho face a junho.
Este dado pesou especialmente no índice alemão Dax, que foi igualmente pressionado pelo facto de a Rússia ter reduzido o fluxo de gás natural no gasoduto Nord Stream 1. A crise energética – com esta notícia de Moscovo, os preços do gás dispararam 10% – e o endurecimento da política monetária dos bancos centrais têm deixado os investidores numa posição mais defensiva.
O índice europeu de referência Stoxx 600 fechou a somar 0,13%, para 426,25 pontos.
Os setores da banca e do petróleo & gás foram os que mais contribuíram para sustentar a tendência positiva. A travar maior ganhos estiveram sobretudo as cotadas do imobiliário e das viagens.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax cedeu 0,33%, o francês CAC-40 valorizou 0,33%, o italiano FTSEMIB avançou 0,80%, o britânico FTSE 100 subiu 0,41% e o espanhol IBEX 35 pulou 0,42%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 0,28%.
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