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Ao minuto29.12.2025

Última semana do ano arranca com recordes para o Stoxx 600. Ouro afunda 5% e prata tomba 10%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.

Mark Baker / Associated Press
29 de Dezembro de 2025 às 17:44
29.12.2025

Última semana do ano arranca com recordes para o Stoxx 600

bolsa europa euronext

As bolsas europeias terminaram a sessão da última segunda-feira do ano sem tendência definida, com as principais praças divididas entre perdas e ganhos, numa altura em que os investidores avaliam os avanços nas negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, mediada pelos EUA. 

Na noite de domingo, Donald Trump e Volodymyr Zelensky garantiram  Também hoje o Presidente francês, no início de janeiro, para discutir garantias de segurança para Kiev.

“As negociações de paz na Ucrânia estão a dar um pequeno impulso às ações europeias, à medida que o sentimento se inclina para um acordo, esperançosamente no início de 2026”, disse David Kruk, da La Financière de l’Echiquier, à Bloomberg. O índice do setor de defesa do Goldman Sachs caiu 1,1%.

Neste contexto, o índice de referência para a Europa, o Stoxx 600, subiu 0,09% para 589,25 pontos, , impulsionado pelos setores do imobiliário (+1%) e das telecomunicações (+0,66%). Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 0,05%, o espanhol IBEX 35 avançou 0,13%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,38%, o francês CAC-40 ganhou 0,1%, o britânico FTSE 100 cedeu 0,04% e o neerlandês AEX avançou 0,51%.

As ações europeias estão prestes a terminar o terceiro ano consecutivo de valorizações, com o índice de referência a caminho de registar um dos trimestres mais fortes em dois anos, à boleia do otimismo em relação ao crescimento económico mundial e à redução das taxas de juros. Poderá ser ainda o melhor desempenho anual do "benchmark" desde 2021.

"2025 foi um ano de duas metades para os investidores. No geral, os mercados mantiveram-se bem, mas, olhando para 2026, as tensões globais e uma perspetiva económica mista significam que pode haver oscilações mais acentuadas nos preços das ações no próximo ano", disse Derren Nathan, da Hargreaves Lansdown, à Reuters.

Entre os principais movimentos de mercado, a International Personal Finance (IPF) subiu 5,91% após a compra da empresa por parte da BasePoint. O negócio avalia a IPF em cerca de 543 milhões libras (cerca de 732 milhões de dólares). 


29.12.2025

Juros regressam de "férias" com alívios na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro regressaram de uma "pausa" natalícia com alívios por toda a região. 

Os juros das "Bunds" alemãs com maturidade a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviaram 3,2 pontos base para 2,827%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 3,6 pontos para 3,523%. Já em Itália, os juros recuaram 4,6 pontos para os 3,501%.

Pela Península Ibérica, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a recuar 4 pontos base para 3,104% e a das espanholas a cair 3,7 pontos para 3,247%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviaram 1,7 pontos base, para 4,485%.

29.12.2025

Ouro afunda 5% e prata tomba 10%. Investidores realizam mais-valias após "rally"

Ouro em queda com investidores atentos ao discurso de Jerome Powell

Os preços dos metais preciosos estão a cair de forma significativa, numa altura em que os investidores fazem tomada de mais-valias antes do final do ano e à boleia das apostas num corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) na primeira reunião de 2026 e, no caso da prata, pela procura especulativa da China. 

A onça de metal amarelo afunda 4,93% para 4.318,83 dólares, a maior queda em mais de dois meses. Já o metal branco, que hoje superou a barreira psicológica dos 80 dólares por onça (ao tocar nos 83,62 dólares), cede esta tarde 10,04% para 71,3107 dólares, a maior queda intradiária desde 2021. A platina tomba 14% para 2.108,13 dólares por onça e o paládio mergulha 16,08%, para 1.626,55 dólares por onça - o maior recuo desde 2022. 

A impedir a maior procura por estes ativos seguros estão os

Este será mais um ano de "brilho" para os metais preciosos. Desde o início do ano, o ouro já valorizou cerca de 72% e a prata salta 181%. 

Numa semana marcada por baixos volumes de negociação devido ao feriado, os investidores aguardam agora pelos dados dos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA e pela ata da última reunião da Fed, divulgados esta semana. 

29.12.2025

Iene lidera subidas entre moedas. Dólar inalterado antes de atas da Fed

Nota de mil ienes japoneses em destaque

O dólar norte-americano está a registar alguns recuos esta tarde, numa altura em que o iene japonês ganha terreno com as perspetivas de aumento das taxas de juro por parte do banco central do país na próxima reunião de política monetária e ainda a possibilidade de intervenção do Governo no mercado cambial. Já o baixo volume de negociações de fim de ano deixa as moedas europeias praticamente inalteradas.

Os analistas consultados pela Reuters afirmam que o mercado ainda está a tentar avaliar o papel do iene como ativo-refúgio. 

O euro sobe 0,03% para 1,1775 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" cai 0,23% para 156,21 ienes. O índice do dólar da DXY está praticamente inalterado nos 98,04 pontos. 

Com poucos dados disponíveis esta semana, onde é esperado um baixo volume de negociações, os desenvolvimentos na geopolítica ganharam destaque. O presidente Donald Trump afirmou este domingo que os EUA e a Ucrânia estavam "muito perto" de um acordo para pôr fim à guerra que dura há quase quatro anos, embora ambos os líderes tenham reconhecido que alguns dos detalhes mais "espinhosos" ainda continuem sem solução, como é o caso da região do Donbass. 

O próximo foco dos mercados irá para a ata da última reunião da Reserva Federal, divulgada esta terça-feira. , isto apesar de os investidores já anteciparem pelo menos mais duas descidas em 2026.

O Goldman Sachs afirmou, numa nota citada pela Reuters, que espera que o documento revele a "contínua divergência" entre os membros do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) sobre a trajetória da política monetária a curto prazo. 

29.12.2025

Petróleo salta 2% com acordo de paz na Ucrânia mais próximo

Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias

As cotações do crude estão a subir mais de 2% esta segunda-feira, enquanto os investidores avaliam os avanços nas negociações de paz na Ucrânia feitos entre os EUA e Kiev. 

Na noite de domingo, Donald Trump e Volodymyr Zelensky garantiram  Também hoje o Presidente francês, no início de janeiro, para discutir garantias de segurança para Kiev.

Esta tarde, o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – salta 2,41% para os 58,14 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – sobe 2,23% para os 61,99 dólares por barril, após na passada sexta-feira ambas as referências terem tombado mais de 2%.

O mercado está também a reagir às novas tensões geopolíticas no Médio Oriente. A Arábia Saudita lançou ataques aéreos contra o Iémen este fim de semana, o que pode estar a alimentar as preocupações do mercado com as possíveis interrupções no abastecimento do "ouro negro". 

Devido ao feriado do Ano Novo, os analistas antecipam uma semana de baixa liquidez, o que pode aumentar a volatilidade dos preços no arranque do próximo ano.

Os investidores também aguardam pelos dados dos "stocks" de petróleo dos EUA referentes à semana terminada a 19 de dezembro que, segundo dados da Reuters, deverão ter caído. 



29.12.2025

Tecnológicas pressionam Wall Street no arranque da última semana do ano

wall street bolsa mercados traders

As bolsas norte-americanas arrancaram a sessão com algumas perdas, devido sobretudo ao setor tecnológico, que está a recuar dos ganhos registados na semana passada. Apesar de se tratar de um "travão" em pleno "rally" do Pai Natal, os três índices caminham para ganhos mensais expressivos, com o Dow Jones e o S&P 500 a caminho do oitavo mês consecutivo de subidas.

"Dada a dificuldade habitual em ajustar sazonalmente os dados semanais em torno dos feriados, recomendamos cautela ao reagir de forma exagerada a grandes oscilações nos dados de pedidos de subsídio de desemprego", disseram analistas do Deutsche Bank, citados pela Reuters.

Apesar das quedas neste arranque de semana, os analistas estão confiantes de que a subida das ações se vai prolongar até 2026, após três anos consecutivos de ganhos. Os estrategas consultados pela Bloomberg acreditam que o S&P 500 suba 9% no próximo ano. “O cenário geral é ideal, com a economia dos EUA a crescer fortemente, a inflação sob controlo, o crescimento dos lucros empresariais e os sinais de que o ciclo de cortes nas taxas de juros continuará em 2026”, disse David Kruk, da La Financière de l’Echiquier. “Na minha opinião, 2026 será muito parecido com 2025, então não me surpreenderia ver fortes fluxos de compras no início do ano”, acrescentou. 

O S&P 500, "benchmark" mundial, cai 0,21% para 6.915,36 pontos, enquanto o industrial Dow Jones cede 0,11% para 48.659,54 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite perde 0,27% para 23.529,78 pontos. 

A inteligência artificial (IA) continuará a ser um dos grandes focos dos mercados financeiros no próximo ano. “A escala dos atuais investimentos e o ritmo da inovação significam que mesmo os céticos não podem ignorar a influência da IA tanto nos mercados como na economia real", disse Richard Flax, diretor de investimentos da Moneyfarm.

Entre os principais movimentos empresariais, a Nvidia cai 1,81%.

Já as ações de mineradoras de metais preciosos estão a recuar, com a prata a perder terreno após ultrapassar os 80 dólares por onça pela primeira vez, enquanto o ouro também perdeu após atingir recordes históricos consecutivos na semana passada. A Newmont e a Barrick Mining cedem mais de 2% cada. 

Espera-se uma semana de baixos volumes de negociação devido ao feriado. Wall Street estará encerrado na quinta-feira devido ao Ano Novo.


29.12.2025

Taxa Euribor sobe a três e seis meses e desce a 12 meses

A taxa Euribor subiu esta segunda-feira a três e seis meses e desceu a 12 meses.

A taxa a três meses subiu para 2,019%, acima dos 2,018% de quarta-feira, e permaneceu abaixo das taxas a seis (2,124%) e a 12 meses (2,258%).

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,124%, acima dos 2,119% de quarta-feira.

Por outro lado, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou 0,001 pontos face à última sessão, para 2,258%.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário e a sua evolução está relacionada com as taxas diretoras do Banco Central Europeu (BCE).

Em Portugal, a Euribor a 12 meses, que foi a mais utilizada durante quase dois anos, até abril, representou, em outubro, 35,6% do montante das novas operações com taxa variável, enquanto a Euribor a três meses subiu para 5,7%. As operações com Euribor a seis meses representaram mais de metade (55,6%).

Em termos do 'stock' total de empréstimos à habitação, a Euribor a seis meses representava 38,5%, a Euribor a 12 meses 31,8% e a três meses 25,2%.

Na reunião de dezembro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 4 e 5 de fevereiro de 2026, em Frankfurt, Alemanha.

29.12.2025

Europa recua após tocar novo máximo histórico. Ucrânia em foco

bolsas mercados Europa DAX

O principal índice europeu ainda chegou a tocar um novo máximo histórico no arranque da sessão desta segunda-feira, mas rapidamente invertou o sentido de negociação e estão agora em território negativo. Os investidores encontram-se a digerir os mais recentes desenvolvimentos nas negociações para alcançar a paz na Ucrânia, após uma reunião entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky em Mar-a-Lago não ter alcançado ainda um acordo definitivo. 

A esta hora, o Stoxx 600, principal índice europeu, ainda tocou nos 589,61 pontos - um novo máximo histórico -, mas negoceia agora com perdas de 0,08% para 588,21 pontos. As principais praças da região estiveram encerradas no final da semana passada devido à pausa natalícia e às celebrações do "Boxing Day" - um feriado que teve origem no Reino Unido, mas que fecha bolsas por todo o mundo. 

No domingo, o Presidente dos EUA afirmou que, para assegurar o apoio dos Estados Unidos ao plano de paz na Ucrânia. O líder norte-americano não falou, no entanto, sobre várias questões concretas, como por exemplo, a ocupação do Donbass e a exigência russa de que esse território lhes seja entregue, mas referiu que há acordo em 90% do acordo de paz proposto pela Casa Branca.

As promessas de um acordo não estão a ser, mesmo assim, suficientes para dar ânimo aos mercados. Os investidores querem ver um acordo definitivo em cima da mesa, depois de várias tentativas falhadas em contornar ou satisfazer as exigências russas e ucranianas para um cessar-fogo imediato. 

Apesar das movimentações em baixa desta segunda-feira, as ações europeias devem encerrar o terceiro ano consecutivo de ganhos com um dos trimestres mais fortes em dois anos, numa altura em que as perspetivas de crescimento económico estão a melhorar e as empresas apresentam resultados resilientes. 

Entre as principais movimentações de mercado, a International Personal Finance está a disparar 5,91% para 2,33 libras, depois de a BasePoint ter anunciado que vai comprar a empresa por 543 milhões de libras (cerca de 622 milhões de euros). 

Quando aos resultados por praça, o alemão DAX perde 0,30%, o espanhol IBEX 35 cai 0,08%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,34% e o francês CAC-40 recua 0,16%. Já o britânico FTSE 100 sobe 0,03% e o neerlandês AEX ganha 0,15%.

29.12.2025

Juros da Zona Euro aliviam após semana de ganhos e perdas nas bolsas

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a aliviar esta segunda-feira, depois de uma semana de negociações voláteis nos mercados internacionais.

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, estão a aliviar 1,7 pontos-base para 2,843%. Em França, os juros estão a recuar 1,2 pontos base para 3,547% e, em Itália, recuam 2 pontos base para 3,527%. 

Por cá, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos está a cair 1,7 pontos base para 3,127%. Já os juros das obrigações espanholas na mesma maturidade estão a recuar 1,6 pontos base para 3,268%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviam 1,4 pontos base, para 4,488%.

29.12.2025

Iene ensaia recuperação mas intervenção ainda está no horizonte

Nota de mil ienes japoneses em destaque

O iene está a recuperar algum terreno esta segunda-feira, depois de ter enfrentado grande turbulência no final da semana passada, numa altura em que os investidores avaliam os próximos passos do Banco do Japão (BoJ) e equacionam uma possível intervenção por parte da autoridade monetária na moeda. 

A esta hora, o dólar recua 0,22% para 156,23 ienes, após ter avançado mais de 0,5% face à divisa nipónica na sexta-feira. As atas da última reunião do BoJ, quando o banco central decidiu, revelaram que os membros da autoridade discutiram a necessidade de continuar a apertar a política monetária para fazer face às pressões inflacionárias no país. 

Na semana passada, a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou que o . A advertência de um possível intervenção foi suficiente para limitar as movimentações da moeda face ao dólar, mas o pessimismo em torno da moeda já está a aparecer na negociação com outras dividas, avisa Bart Wakabayashi, da State Street, à Reuters. 

Por sua vez, o euro está a negociar quase inalterado face à "nota verde", avançando apenas 0,03% para 1,1777 dólares, isto depois de a reunião entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky em Mar-a-Lago . Apesar de o líder norte-americano ter sinalizado progressos, referindo mesmo que há um entendimento de 90% no plano de 20 pontos proposto por Washington, os investidores antecipam que, a acontecer, um acordo ainda poderá demorar alguns meses. 

29.12.2025

Prata fura a barreira dos 80 dólares. Metais preciosos corrigem de grandes ganhos

Preço da prata atinge valores altos face a preocupações no petróleo

Os metais preciosos estão a corrigir dos grandes ganhos registados na sexta-feira, apesar de a prata ainda ter conseguido furar a barreira dos 80 dólares pela primeira vez na história no arranque da sessão, numa altura em que os investidores aproveitam as valorizações mais recentes para proceder à retirada de mais-valias e as negociações entre a Ucrânia e os EUA também retirarem algum do prémio de risco incorporado nos preços.

A esta hora, o ouro recua 1,24% para 4.477,11 dólares por onça, após ter atingido um novo máximo histórico na sexta-feira de 4.549,71 dólares. Por sua vez, a prata recua 4,6% para 75,47 dólares por onça, depois de ter chegado a valorizar até aos 83,62 dólares no início da sessão desta segunda-feira. Já a platina, que também tocou um novo máximo de 2.478,50 dólares hoje, está agora a afundar 6,94% para 2.289,05 dólares por onça. 

"Uma combinação de tomada de mais-valias e negociações aparentemente produtivas entre [Donald] Trump e [Volodymyr] Zelensky sobre um potencial acordo de paz colocaram o ouro e a prata em desvantagem", explica Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade, à Reuters. O analista antecipa que o metal amarelo toque nos cinco mil dólares em 2026, impulsionado por novos cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana. 

No domingo, o Presidente dos EUA afirmou que, daqui a "umas semanas, se tudo correr bem", Washington e Kiev poderão ter fechado um acordo para assegurar o apoio norte-americano ao plano de paz na Ucrânia. , embora os dois líderes não tenham referido se há progresso no entendimento sobre o futuro da região do Donbass - atualmente ocupada de forma parcial pelos russos. 

Apesar de não ter sido alcançado um acordo definitivo, estes progressos parecem estar a ser suficientes para retirar algum gás ao "rally" dos metais preciosos, que . Desde o arranque do ano, o ouro já valorizou 72%, mas a verdadeira estrela de 2025 é mesmo a prata, que já viu os preços quase triplicarem. 

29.12.2025

Petróleo em alta sem acordo definitivo na Ucrânia

petroleo combustiveis

O barril de petróleo está a negociar em território positivo esta segunda-feira, com ganhos superiores a 1%, num dia em que os investidores estão a avaliar os desenvolvimentos geopolíticos na Ucrânia - ainda sem um cessar-fogo definitivo no país - e a decisão da China de aumentar o investimento público para apoiar o crescimento económico do país. 

A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – avança 1,18%, para os 57,39 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 1,17% para os 61,32 dólares por barril. Os dois contratos de referência terminaram a sessão de sexta-feira com perdas superiores a 2%, com os investidores a anteciparem maiores desenvolvimentos na reunião entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky em Mar-a-Lago, na Florida. 

No entanto, os EUA e a Ucrânia acabaram por não chegar a um entendimento definitivo. O , e avaliou a reunião como positiva, referindo mesmo que existe "90% de acordo" no plano de paz de 20 pontos que foi apresentado a Kiev. Zelensky não pôs, no entanto, de parte, a possibilidade de o plano ser submetido a um referendo. 

"Não existiram grandes avanços", refere Gao Mingyu, analista-chefe de energia da China Futures à Bloomberg, que aponta o dedo à falta de um compromisso em questões como o futuro da região de Donbas, parcialmente ocupada pelas forças russas. "Parece que ainda há muito para resolver", acrescenta a analista, que justifica a subida nos preços do petróleo com a falta de um acordo final. 

"O Médio Oriente também tem estado instável recentemente, com ataques aéreos sauditas no Iémen e o Irão a afirmar que o país está em 'guerra total' com os EUA, a Europa e Israel. Isso pode estar ainda a alimentar as preocupações do mercado sobre possíveis disrupções no abastecimento" de crude a nível mundial, acrescentou Yang.

29.12.2025

Ásia perde gás na reta final de 2025. Europa aponta para abertura em alta

Bolsa de Tóquio regista ganhos apesar da chuva e incertezas

As principais praças asiáticas encerraram a primeira sessão da última semana do ano divididas entre ganhos e perdas, mas muito próximas de máximos históricos, numa altura em que os investidores aproveitam os momentos finais de 2025 para reposicionarem as carteiras e reagem aos desenvolvimentos geopolíticos na Ucrânia. 

À saída de um encontro com o líder ucraniano, Donald Trump afirmou que, daqui a "umas semanas, se tudo correr bem", . As declarações reduziram o prémio de risco incorporado nos metais preciosos e deram algum gás às ações, mas os investidores continuam à espera de um cessar-fogo definitivo com a Rússia para celebrarem. 

Pela Ásia, o MSCI Asia-Pacific Index acelerou 0,5% para a sétima sessão consecutiva de ganhos, com o setor tecnológico e industrial a puxarem pelo índice, apesar de nem todas as praças terem conseguido terminar à tona. O japonês Nikkei 225 caiu 0,44%, corrigindo ligeiramente dos ganhos da semana anterior, mas mesmo assim encontra-se a negociar bastante próximo de valores recorde e com um salto anual de 27%. 

Na China, também se viveu uma sessão morna, com o Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite a apontarem para direções distintas. Enquanto o primeiro terminou a negociação com uma perda de 0,61%, o segundo conseguiu fechar em alta, embora com ganhos muito reduzidos de apenas 0,04%. 

Já na Coreia do Sul, o Kospi ignorou as movimentações parcas dos seus congéneres e acelerou 1,7% para máximos de dois meses. O principal índice sul-coreano conta já com um saldo anual de cerca de 75% e prepara-se mesmo para fechar o melhor ano desde 1999 - apesar de 2025 até ter sido marcado por alguma turbulência política no país, depois do seu ex-presidente, Yoon Suk Yeol, ter tentado impor a lei marcial na Coreia do Sul na reta final do ano passado. 

Pela Europa, e após a pausa natalícia que se estendeu até sexta-feira devido às celebrações do "Boxing Day", as principais praças da região preparam-se para recuperar o tempo perdido e abrirem a negociação no verde, com os futuros do Euro Stoxx 50 a apontarem para ganhos de 0,3%. 

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