pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque
Ao minuto13.11.2025

Europa recua face a máximos históricos com novos resultados a pesar. Siemens afunda 9%

Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta quinta-feira.

euronext bolsa mercados traders
euronext bolsa mercados traders Aurelien Morissard/AP
13 de Novembro de 2025 às 17:53
13.11.2025

Europa recua face a máximos históricos com novos resultados a pesar. Siemens afunda 9%

bolsa europa euronext traders operadores

Os principais índices europeus até arrancaram a sessão em alta, mas acabaram por reverter a tendência e terminaram a negociação em território negativo, pressionados por uma série de resultados trimestrais - uma lista que inclui o conglomerado alemão Siemens e a britânica de capital privado 3i Group. O setor energético ainda esteve em foco, depois de os preços do petróleo terem tombado cerca de 4% na quarta-feira. 

O Stoxx 600 encerrou a sessão com perdas de 0,61% para 580,67 pontos, apesar de até ter chegado a crescer 0,4% durante a manhã. O "benchmark" afasta-se assim dos máximos históricos atingidos na última sessão, quando tocou nos 586,33 pontos, impulsionado pelo otimismo em torno do fim do "shutdown" mais longo da história dos EUA. 

Com a época de resultados na reta final, a analista Susana Cruz da Panmure Liberum afirma que "o 'outlook' para as ações europeias continua robusto". "Vimos resultados sólidos na maioria dos setores nesta temporada de resultados e uma recuperação com maior amplitude, o que ajuda a mitigar alguns do sriscos de concentração evidentes nos EUA", explica ainda. 

De acordo com dados compilados pela Bloomberg, os lucros por ação das cotadas presentes no MSCI Europe Index cresceram 5,8% no terceiro trimestre - acima das expectativas iniciais. No entanto, os resultados divulgados esta quarta-feira acabaram por desiludir os investidores. 

Siemens afundou 9,35% para 227 euros, depois de ter registado lucros de 1,84 mil milhões de dólares no terceiro trimestre do ano - 342 milhões abaixo das expectativas dos analistas. O "outlook" para o próximo ano também acabou por desiludir os investidores, com o conglomerado a prever um lucro por ação entre 10,40 e 11 euros - 7% abaixo do consenso de mercado. 

Já o 3i Group mergulhou 16,56% para 33,95 libras, após a empresa de investimento ter mostrado alguma relutância aos analistas na aplicação de capital em novos investimentos. No Reino Unido, também a Shell viveu uma sessão no vermelho, ao cair mais de 1,5%, depois de os preços do petróleo terem afundado na quarta-feira. 

Entre os principais índices europeus, o espanhol Ibex caiu 0,23%, o alemão DAX perdeu 1,39% e o francês CAC-40 cedeu 0,11%. Já o britânico FTSE 100 retraiu 1,05%, enquanto a praça italiana perdeu 0,08% e o neerlandês AEX desvalorizou 0,72%. 

13.11.2025

Juros da dívida agravam-se na Zona Euro

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram subidas esta quinta-feira, num dia marcado por uma maior venda de obrigações, já que a reabertura do Governo dos EUA desta madrugada afastou os investidores de alguns ativos seguros.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aumentaram 4,1 pontos base, para 3,017%, enquanto no país vizinho a "yield" agravou-se em 4,5 pontos, até aos 3,183%.

Já a rendibilidade das "Bunds" alemãs com a mesma maturidade, que servem de referência para a Zona Euro, cresceu 4,4 pontos para 2,686%, ao passo que os juros da dívida soberana francesa subiram 3,9 pontos base, para os 3,415%. Em Itália, o aumento foi de 4,8 pontos-base para uma taxa de 3,418%.

Fora do bloco da moeda única europeia, os juros das "Gilts" britânicas agravaram-se em 3,9 pontos base, para os 4,436%.

13.11.2025

Dólar afunda com fim do "shutdown" e mais apostas em cortes da Fed

Libra e iene ganham força contra o dólar americano

O dólar norte-americano está a perder terreno face às outras divisas, isto

O fim do "shutdown" leva os investidores a procurarem mais ativos de risco e indica que haverá novos dados oficiais em breve, o que poderá fazer aumentar as apostas dos investidores num novo corte das taxas de juro pela Reserva Federal (Fed) na reunião de dezembro. 

Os responsáveis da Fed estão divididos sobre se devem ou não cortar as taxas de juro, uma vez que a inflação permanece relativamente elevada, mas o mercado laboral continua fragilizado.

Neste contexto, o euro sobe 0,41% para 1,1640 dólares e, face à divisa nipómica, a "nota verde" perde 0,39% para 154,19 ienes. Já o índice do dólar DXY tomba 0,42% para 99,088 pontos. 

O iene recupera das quedas de ontem face ao dólar, mas segue inalterado em relação ao euro. Ontem, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, expressou a sua preferência por manter as taxas de juros baixas, solicitando ainda uma "estreita coordenação" com o Banco do Japão.

Esta quinta-feira, o iene chegou a atingir o mínimos face ao euro desde 1999, ano em que a moeda única foi introduzida. Uma moeda japonesa mais fraca pode forçar o Banco do Japão a intervir, levando a um aumento da taxa de juros no próximo mês, embora os investidores vejam apenas 22% de probabilidade de uma subida dos juros em 25 pontos-base em dezembro.

13.11.2025

Petróleo recupera após tombo de 4%

Petróleo.

Os preços do petróleo estão a recuperar de quedas de quase 4% registadas ontem, numa altura em que os investidores pesam as perspetivas de excesso de crude no mercado em 2026 e os riscos de fornecimento russo devido às sanções norte-americanas. 

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – valoriza 0,63% para os 58,86 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a ganhar 0,69% para os 63,14 dólares por barril.

Os Estados Unidos impuseram sanções à empresa russa Lukoil, de forma a levar o Kremlin às negociações de paz em relação à Ucrânia. As sanções proíbem transações com a petrolífera a partir de 21 de novembro. Segundo a Bloomberg, a empresa estará já a despedir trabalhadores antes de as sanções entrarem em vigor. 

"Deve haver um suporte considerável para os preços do petróleo em torno de 60 dólares por barril, especialmente considerando que podem haver interrupções de curto prazo nos fluxos de exportação russos, quando sanções mais rigorosas entrarem em vigor", disse Suvro Sarkar, do DBS Bank, à Reuters. 

O mercado reage ainda ao aumento dos "stocks" nos EUA, em 1,3 milhões de barris na semana passada, segundo dados do Instituto Americano de Petróleo. A Administração de Informação Energética deverá divulgar dados oficiais ainda esta quinta-feira.

Na quarta-feira, as cotações do crude tombaram depois da divulgação dos relatórios da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da Agência Internacional de Energia. Enquanto o cartel, que tem vindo a restaurar a produção ao longo do ano, acredita que a procura excedeu a oferta no terceiro trimestre, a agência disse que oferta vai superar a procura em pouco mais de quatro milhões de barris por dia no próximo ano, deteriorando as perspetivas pelo sexto mês consecutivo.

O aumento da produção da OPEP+ este ano foi impulsionado pela Arábia Saudita, líder da aliança, embora os restantes membros tenham sinalizado que irão suspender novos aumentos no primeiro trimestre de 2026. Ainda assim, de acordo com projeções da BloombergNEF, haverá um excedente de 3,82 milhões de barris por dia nesse período, acima dos 2,89 milhões no último trimestre deste ano. 

13.11.2025

Ouro atinge máximos de três semanas. Prata aproxima-se de valor recorde

Ouro valoriza e cobre sobe após confirmação de tarifas

O ouro atingiu máximos de três semanas e a prata está a negociar bastante próxima de valores recorde, numa altura em que os investidores aguardam por novos dados económicos para conseguiram avaliar o futuro da política monetária no país, após o mais longo "shutdown" da história dos EUA ter chegado ao fim. 

A esta hora, o metal amarelo avança 0,16% para 4.201,13 dólares por onça, depois de ter chegado a crescer 0,4% esta manhã para 4.215,49 dólares - o valor mais elevado desde 21 de outubro. Já a prata cede 0,39% para 52,99 dólares por onça, mantendo-se bastante próxima dos máximos históricos atingidos a 17 de outubro. 

Apesar de, na última reunião, o presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana ter avisado que um novo corte está "longe de estar garantido", o mercado de "swaps" vê uma probabilidade de 80% do banco central avançar com um alívio de 25 pontos base nas taxas de juro. Os investidores estão a pressupor que o mercado laboral tenha continuado a mostrar sinais de fraqueza no último mês - uma realidade que deve ser confirmada quando os dados oficiais forem lançados, segundo o analista da Kitco Metals, Jim Wyckoff. 

O ouro tende a beneficiar de um ambiente de política monetária mais flexível, uma vez que não rende juros. O metal é ainda visto como um ativo de refúgio em momentos de incerteza económica. 

13.11.2025

Wall Street derrapa. Investidores aguardam dados oficiais após reabertura do Governo

As bolsas norte-americanas arrancaram a sessão desta quinta-feira com algumas perdas, Significa isto que serão divulgados dados oficiais que estão em atraso de forma prolongada.

O S&P 500 perde 0,4% para 6.814,14 pontos e o industrial Dow Jones derrapa 0,17% para 48.170,97 pontos, enquanto o  tecnológico Nasdaq Composite cai 0,91% para 23.194,06 pontos.

Tanto a Reserva Federal como os investidores vão estar atentos a estes relatórios, já que estão "às escuras" em relação à saúde do mercado laboral e ficaram dependentes de relatórios privados para avaliar os próximos passos do banco central quanto a política monetária.

Ainda assim, alguns dados podem mesmo nunca sair, segundo a Casa Branca, como os relatórios de emprego e o índice de preços ao consumidor de outubro. Espera-se que o Bureau of Labor Statistics divulgue nos próximos dias um calendário para outros dados atrasados.

"No início da semana, os índices S&P 500 e Nasdaq reagiram positivamente às perspetivas de reabertura, mas desde a sessão de quarta-feira tem-se assistido a uma tomada de mais-valias, à medida que os investidores continuam a ver o risco a aumentar, particularmente no setor tecnológico", disse Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, numa nota a que o Negócios teve acesso. 

"Não nos surpreenderia ver alguma volatilidade no mercado nas próximas semanas, à medida que o Governo retoma suas atividades e a divulgação de dados económicos volta a funcionar", disseram analistas à Reuters. 

Os investidores têm evitado as ações de tecnologia nos últimos dias, preferindo as ações de defesa e de valor. Os membros das Sete Magníficas, tiveram um desempenho misto, com a Nvidia a recuar mais de 3%, a Microsoft a perder 0,8% e a Amazon 1,18%. 

A Walt Disney mergulha mais de 8% após um resultado abaixo do esperado nas vendas.

A Cisco Systems soma 4,5% após elevar a sua previsão para 2026.


13.11.2025

Europa negoceia com ganhos com "earnings season" a aproximar-se do fim

Os principais índices europeus estão a negociar com ganhos e perto de máximos pela quarta sessão consecutiva, num dia movimentado em termos de resultados das cotadas, com o sentimento dos investidores a ser impulsionado, também, pelo fim do “shutdown” do Governo Federal norte-americano.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – avança 0,12%, para os 584,93 pontos e negoceia próximo de máximos históricos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recua 0,24%, o espanhol IBEX 35 soma ligeiros 0,01%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,29% e o francês CAC-40 ganha 0,44%. Já o britânico FTSE 100 perde 0,30% e o neerlandês AEX soma 0,25%.

O"benchmark" do Reino Unido negoceia em contramão com os restantes índices do Velho Continente, pressionado pelos resultados do 3i Group – fundo de private equity - e pelos preços mais baixos do petróleo. O 3i Group segue a desvalorizar mais de 11%, atingindo mínimos de sete meses, depois de a empresa de private equity listada no FTSE 100 ter apresentado resultados que apontaram para um segundo trimestre mais forte, ao mesmo tempo que apresentou um “outlook” cauteloso que segue a pressionar a negociação da cotada a esta hora.

Com a temporada de divulgação de resultados quase no fim, o crescimento dos lucros por ação do índice regional MSCI Europe está em 5,8%, em comparação com as expectativas de um crescimento nulo, mostram dados compilados pela Bloomberg Intelligence. Nesta linha, “as perspetivas para as ações europeias continuam robustas. Vimos resultados sólidos na maioria dos setores nesta temporada de resultados e uma recuperação com maior amplitude, o que ajuda a mitigar alguns dos riscos de concentração evidentes nos EUA”, disse à agência de notícias financeiras Susana Cruz, da Panmure Liberum.

Além da positiva “earnings season”, o sentimento positivo do mercado também ganhou tração depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter assinado uma lei para pôr fim à mais longa paralisação de sempre do Governo Federal dos EUA, marcando o fim oficial de um impasse que durou 43 dias e que condicionou a divulgação de importantes dados económicos do lado de lá do Atlântico.

Entre os movimentos do mercado, a farmacêutica alemã Merck soma mais de 6%, após ter superado as estimativas de vendas do terceiro trimestre.

Quanto aos setores, o tecnológico (+1,01%), e o dos químicos (+0,89%) registam os maiores ganhos esta manhã, numa altura em que os serviços financeiros (-0,80%) lideram as perdas.

13.11.2025

Juros aliviam ligeiramente na Zona Euro. "Yield" da dívida portuguesa abaixo dos 3%

As taxas de juro das dívidas soberanas da Zona Euro aliviam ligeiramente esta quinta-feira, com os investidores a mostrarem maior apetite pelo risco. 

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos recuam 0,2 pontos base, para 2,972%, enquanto no país vizinho a "yield" desce 0,1 pontos, até aos 3,136%.

A rendibilidade das "Bunds" alemãs, o "benchmark" europeu, segue inalterada nos 2,642%, ao passo que os juros em França aliviam 0,7 pontos base, para os 3,368% e a "yield" da dívida italiana cai 0,6 pontos, 3,363%.

Fora do bloco da moeda única europeia, os juros das "Gilts" britânicas cedem 0,3 pontos base, para os 4,393%.

13.11.2025

Iene negoceia perto de mínimos históricos face ao euro

Nota de mil ienes japoneses em destaque

O iene – considerado um ativo-refúgio - atingiu nesta quinta-feira o seu valor mais baixo em cerca de nove meses face ao dólar, ao mesmo tempo que tocou mínimos históricos em relação ao euro, depois de a nova primeira-ministra do Japão ter dito que queria que o banco central fosse cauteloso com os aumentos das taxas de juros.

A esta hora, o iene recupera algum terreno face à “nota verde”, numa altura em que o dólar cede 0,14%, para 154,570 ienes. Já o euro ganha 0,14% para os 179,700 ienes.

Os mercados cambiais podem enfrentar volatilidade acrescida nos próximos dias, enquanto se espera que sejam divulgados dados económicos que ficaram suspensos durante o “shutdown” do Governo Federal dos EUA, que chegou agora ao fim. No entanto, a Casa Branca disse que os números do emprego e dos preços no consumidor de outubro podem nunca vir a ser divulgados.

Ainda assim, recentes dados laborais do setor privado apontaram para um enfraquecimento do mercado de trabalho nos EUA, fator que está a levar os investidores a aumentar as apostas de que a Fed corte os juros em dezembro.

Do lado de lá do Atlântico, o índice do dólar cai 0,15%, para 99,343 pontos.

Por cá, o euro ganha ligeiros 0,16%, para os 1,161 dólares. Ainda pela Europa, a libra avança 0,03%, para os 1,314 dólares.

13.11.2025

Ouro soma mais de 1% com "traders" a aumentarem apostas de um corte de juros nos EUA

Ouro em queda com investidores atentos ao discurso de Jerome Powell

Os preços do ouro negoceiam com ganhos pela quinta sessão consecutiva e fixam-se perto de máximos de três semanas, impulsionados pelas expectativas de que a reabertura do Governo Federal norte-americano reinicie o fluxo de divulgação de dados económicos, à medida que os “traders” aumentam a probabilidade de se vir a assistir um novo corte de juros na reunião da Fed em dezembro.

A esta hora, o metal precioso avança 1,01%, para os 4.237,900 dólares por onça.

"O ouro está a prolongar a sua série de vitórias impulsionado por um dólar mais fraco, expectativas de cortes nas taxas da Fed e acumulação persistente dos bancos centrais”, disse à Reuters Jigar Trivedi, da Reliance Securities.

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou na quarta-feira uma lei que põe fim ao mais longo encerramento do Governo na história dos EUA. O "shutdown”, que começou a 1 de outubro, interrompeu a divulgação de dados económicos críticos, incluindo relatórios sobre salários e inflação.

Economistas afirmaram que a agência estatística do Departamento do Trabalho dos EUA deve dar prioridade à divulgação dos relatórios de emprego e inflação de novembro, para garantir que os responsáveis da Reserva Federal tenham informações atualizadas na sua reunião de política monetária de dezembro.

Entretanto, aumentam entre os “traders” as apostas de que a Fed irá novamente baixar a sua taxa de juro de referência em 25 pontos-base no próximo mês para apoiar um mercado de trabalho em enfraquecimento, de acordo com 80% dos economistas inquiridos pela Reuters, um ligeiro aumento em relação a uma sondagem realizada no mês passado.

O ouro, que não rende juros, tende a ter um bom desempenho num ambiente de taxas de juro mais baixas.

13.11.2025

Petróleo perde terreno com OPEP a apontar para excesso de oferta em 2026

Petróleo.

Os preços do petróleo negoceiam com perdas esta manhã, prolongando os recuos da sessão anterior, depois de um aumento nos “stocks” de crude dos EUA ter reforçado preocupações quanto a um excedente da oferta de peteóleo.

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – desvaloriza 0,19% para os 58,38 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a perder 0,18% para os 62,60 dólares por barril.

Números do American Petroleum Institute mostraram na quarta-feira que os inventários de petróleo bruto dos EUA aumentaram 1,3 milhão de barris na semana terminada a 7 de novembro.

Os preços do crude cederam mais de 2 dólares por barril na sessão de ontem, depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter dito que a oferta global de petróleo excederá ligeiramente a procura em 2026, marcando uma mudança em relação às projeções anteriores do cartel.

“A recente fraqueza (dos preços) parece ser impulsionada pela revisão da OPEP do equilíbrio entre oferta e procura em 2026 no seu relatório mensal, que confirma que o grupo está agora a reconhecer a possibilidade de um excesso de oferta em 2026, em contraste com a sua postura mais otimista ao longo do tempo”, disse à Reuters Suvro Sarkar, do DBS Bank.

13.11.2025

Ásia soma ganhos com fim do "shutdown" nos EUA

Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta quinta-feira com ganhos, impulsionados pelo fim do “shutdown” dos EUA, depois de Donald Trump, Presidente norte-americano, ter assinado a proposta de lei aprovada pelo Congresso que põe fim ao encerramento por 43 dias da atividade administrativa do Governo, o mais longo da história do país. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 somam ganhos de cerca de 0,30%, apontando para uma nova abertura em alta, depois de os máximos atingidos nas últimas sessões.

Pelo Japão, o Nikkei subiu 0,43% e o Topix valorizou 0,67%. Também o sul-coreano Kospi registou ganhos e somou 0,49%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong avançou 0,50% e o Shanghai Composite valorizou 0,73%.

Com a temporada de divulgação dos resultados das cotadas nos EUA a aproximar-se do fim, os mercados estão a voltar o seu foco para a Fed e as perspetivas de cortes nas taxas de juro em dezembro, fator visto como o próximo catalisador para prolongar a recuperação dos índices que têm vindo a atingir máximos históricos esta semana. A ausência de indicadores-chave — como os números do desemprego e o índice de preços no consumidor de outubro — alimentou a incerteza em torno da política monetária, com a Casa Branca a confirmar que esses relatórios provavelmente não serão divulgados devido à paralisação do Governo.

“Embora os mercados estejam a precificar o fim da paralisação do Governo, há uma montanha ainda maior à nossa frente, que é a retomada de todos os dados económicos que perdemos”, disse à Bloomberg Michael Landsberg, da Landsberg Bennett Private Wealth Management. “À medida que a névoa se dissipar, veremos se o posicionamento do mercado esteve correto e se ainda há um caminho tranquilo pela frente ou se será necessária uma grande reavaliação”, acrescentou o especialista.

Pelo Japão, o iene esteve em destaque, com os “traders” a mostrarem-se cada vez mais céticos quanto à capacidade do novo Governo do país - liderado por Sanae Takaichi - para sustentar a moeda através de intervenção direta. Isto numa altura em que a divisa japonesa negoceia perto de níveis que anteriormente levaram à intervenção das autoridades, aumentando as expectativas de que o Banco do Japão possa vir a aumentar as taxas de juro.

Entre os movimentos do mercado pela região, a empresa de serviços médicos M3 Inc. subiu mais de 23%, registando o seu maior ganho desde que entrou na Bolsa de Tóquio, depois de o seu lucro operacional no segundo trimestre ter superado as expectativas dos investidores. Já o Softbank cedeu quase 4%, um dia depois de ter anunciado que vendeu toda a sua participação na Nvidia.

Na China, o Zijin Mining Group valorizou 4,17%, beneficiando da recente subida dos metais preciosos como o ouro e a prata. A Shanghai Chemspec, por sua vez, teve o maior aumento entre as cotadas do índice Shanghai Composite, num dia em que avançou mais de 20%.

Ver comentários
Publicidade
C•Studio