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Europa consegue respirar, mas banca prejudicada por "crash" na Turquia. Juros e ouro caem

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Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 22 de Março de 2021 às 16:52
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22.03.2021

Europa consegue respirar, apesar de queda no setor da banca

As ações europeias registaram ganhos de forma global na sessão desta segunda-feira, com as empresas de tecnologia e fabricantes automóveis a liderarem a corrida, num dia em que o setor do turismo recuou com os receios de um atraso na vacinação anti-covid.

Para além dos atrasos, depois de vários países da União Europeia (UE) e da América Latina terem ordenado a suspensão da vacina anglo-sueca da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, os investidores estão de pé atrás também com a extensão do confinamento em alguns países da região.

Hoje, o Stoxx 600 - índice que agrupa as 600 maiores cotadas da região - cresceu 0,2%, revertendo de uma perda de cerca de 0,6% registada a meio da sessão.

As fabricantes automóveis (1,9%) e as empresas de tecnologia (1,8%) lideraram os ganhos, com estas últimas a beneficiarem com de um recuo nas taxas de juro do Tesouro dos Estados Unidos a beneficiar.

Por outro lado, o setor da banca foi bastante penalizado pela exposição à Turquia, onde a lira permanece em queda-livre.

A moeda da Turquia afundou cerca de 15% contra o dólar norte-americano e a bolsa de Istambul foi suspensa por duas vezes na manhã desta segunda-feira, depois de o presidente Recep Tayyip Erdogan ter demitido o líder do banco central do país, Naci Agbal, que na semana passada tinha anunciado uma subida das taxas de juro para conter a inflação.

Depois de uma queda de cerca de 10% no índice BIST Turkey 100, de Istambul, foram acionados de forma automática os chamados "circuit breakers" - um mecanismo que interrompe a compra e venda de ações em caso de oscilações bruscas - com a negociação a ser suspensa por 35 minutos.

22.03.2021

Altos juros da dívida e ganhos em Wall Street reduzem atratividade do ouro

O metal amarelo tem brilhado mais do que nunca, numa altura em que os inves    tidores procuram um refúgio para os seus ativos, num contexto de maior risco no plano económico e geopolítico.

Os preços do metal amarelo estão a negociar no vermelho, penalizados sobretudo pelos elevados juros da dívida pública nos EUA e pelos ganhos das bolsas norte-americanas.

 

O ouro a pronto (spot) segue a ceder 0,4% para 1.737,16 dólares por onça no mercado londrino.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro desvalorizam também 0,4%, para 1.735,10 dólares por onça.

 

A penalizar está sobretudo o facto de os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos se manterem nos EUA em torno de máximos de uma semana.

 

Os investidores acorreram ao dólar e à dívida soberana, assustados com a abrupta decisão da Turquia de substituir o governador do banco central com uma crítica às elevas taxas de juro, o que fez a lira turca cair para perto de mínimos históricos.

 

A corrida às obrigações alivia os juros, mas estes continuam a negociar em níveis elevados, o que justifica que a dívida continue a ser atrativa para quem quer apostar em ativos mais seguros – deixando o ouro para segundo plano.

 

Além disso, Wall Street também segue em alta, o que revela que existe ainda apetite pelo risco, como é o caso das ações.

22.03.2021

Petróleo cede com novos confinamentos na Europa

Há um conjunto de razões que estão a levar várias matérias-primas a valoriza    ções. O petróleo é um exemplo.

O "ouro negro" segue a ceder terreno, depois de ter estado a valorizar, tendo invertido a tendência devido ao sentimento negativo decorrente dos novos lockdowns na Europa.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em abril cede 0,46% para 61,14 dólares.

 

Já o contrato de maio do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,48% para 64,22 dólares.

 

Os novos confinamentos na Europa, decorrentes da covid-19, tornam menos provável uma rápida retoma – o que afetará também a procura por combustível –, pelo que os investidores não estão a conseguir manter o otimismo revelado durante a manhã.

 

Na semana passada, as cotações do crude caíram mais de 6% em Londres e Nova Iorque.

22.03.2021

Juros recuam com quebra do ouro

A desvalorização do ouro nos mercados internacionais após duas semanas a acumular valor fez com que os investidores centrassem atenções noutros ativos considerados seguros, o que se refletiu no reforço da aposta em títulos de dívidas.

Este movimento de correção do metal precioso está assim a ajudar ao alívio dos juros das dívidas públicas dos países da Zona Euro. A taxa de juro correspondente aos títulos soberanos de Portugal com prazo a 10 anos cai 0,9 pontos base para 0,216%, enquanto a "yield" espanhola com a mesma maturidade cai 0,8 pontos base para 0,335%.

O mesmo para as taxas de juro correspondente às obrigações de dívida a 10 anos da Itália e da Alemanha, que caem respetivamente 1 e 1,6 pontos base para 0,652% e para -0,312%.

22.03.2021

Tensão Bruxelas-Londres derruba libra

A libra segue em queda nos mercados cambiais numa altura em que é noticiada a possibilidade de a União Europeia, na sequência da cimeira de 25 e 26 de março, travar a exportação de vacinas produzidas em solo comunitário para o Reino Unido. Em causa estão as vacinas produzidas pelo consórcio entre a AstraZeneca e Oxford nos Países Baixos.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, segundo adiantou o Financial Times, pretende ligar aos líderes europeus a fim de evitar uma escalada de medidas de retaliação entre os dois blocos.

Seja como for, a libra está a ser pressionada e segue a depreciar 0,32% contra o euro e a recuar pela terceira sessão seguida face ao dólar.

Já o euro aprecia 0,25% para 1,1934 dólares após duas quedas consecutivas contra a divisa norte-americana, enquanto o dólar perde valor após dois dias em alta no índice que mede o comportamento da moeda norte-americana face a um cabaz composto pelas principais divisas mundiais.

22.03.2021

Tecnológicas impulsionam Wall Street após queda dos juros das obrigações

Os índices norte-americanos arrancaram a sessão de forma distinta, com as tecnológicas a destacarem-se nos ganhos perante o alívio que se verifica nas taxas de juro das obrigações soberanas dos Estados Unidos.

O Nasdaq Composite avança 0,75% para 13.313,89 pontos e o S&P500 soma 0,09% para 3.915,45 pontos. Já o Dow Jones cede 0,32% para 32.528 pontos.

Os mercados acionistas continuam a ser fortemente condicionados pela evolução das yields das obrigações, que têm disparado nas últimas semanas devido aos receios com a evolução em alta da inflação. Esta segunda-feira a taxa dos títulos a 10 anos cede 3,2 pontos base para 1,69%, o que está a permitir uma recuperação do setor tecnológico, que tem sido o mais castigado com esta tendência.  

A Apple valoriza 1,23% para 121.461 dólares e a Tesla dispara 5,26% para 689,31 dólares. O Nasdaq tinha fechado sexta-feira em alta, depois de na sessão anterior ter sofrido uma queda superior a 3%.

 

Na Europa a tendência é semelhante, com a alta das tecnológicas a ser contrariada pela queda das cotadas ligadas ao setor das viagens e turismo, que reflete e evolução lenta e os contratempos da vacinação na região.

 

A sustentar a alta do setor tecnológico em Wall Street, o presidente da Reserva Federal escreveu no Wall Street Journal que o banco central vai fornecer estímulos à economia pelo período que for preciso.

22.03.2021

Europa encolhe-se de olhos postos em leilões de dívida nos Estados Unidos

O vermelho é a cor predominante nos mercados europeus, que começam a semana na sombra de um possível agravamento dos juros do Tesouro dos Estados Unidos.

Os investidores seguem preocupados com os vários leilões de dívida soberana que vão ter lugar esta semana nos Estados Unidos, já que estes podem significar um novo aumento das taxas de juro do Tesouro.

"Claramente, os mercados estão céticos sobre se a Fed estará apta a manter as taxas de juro nos níveis atuais ao longo dos próximos três anos", afirmam os analistas do AMP Capital Investors, em declarações à Bloomberg.

O índice que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, o Stoxx600, cai 0,25% para os 422,28 pontos. Paris e Madrid são as praças com maiores perdas, mas Londres, Frankfurt, Lisboa e Milão descem abaixo de 0,5%. As cotadas do turismo são aquelas que mais perdem.

22.03.2021

Juros aliviam dos Estados Unidos à Europa

Os juros da dívida a dez anos nos Estados Unidos descem 4,5 pontos base para os 1,678%, abandonando desta forma os máximos de 14 meses atingidos na última sessão. Esta semana, os olhos vão estar postos nos vários leilões a decorrer nos Estados Unidos, onde vão ser emitidas obrigações a dois, cinco e sete anos.

Em Portugal, os juros com a mesma maturidade vão no mesmo sentido dos norte-americanos, e descem 2,1 pontos base para os 0,207%. Na Alemanha, a referência europeia, o alívio é de 2,3 pontos base para os -0,072%.

22.03.2021

Petróleo prolonga quebras após pior semana desde outubro

O barril de Brent, referência na Europa e negociado em Londres, desce 1,12% para os 63,81 dólares, ao mesmo tempo que o nova-iorquino West Texas Intermediate resvala 1,68% para os 60,39 dólares.

O petróleo continua desta forma em trajetória descendente, depois de ter vivido a pior semana desde outubro. O barril londrino terminou a semana passada com uma queda de 6,78%.

Apesar dos deslizes, a procura parece estar a melhorar: os aeroportos norte-americanos estão com o maior tráfego desde que a pandemia começou, e o consumo de gasolina, diesel e jet fuel estão num máximo de mais de um ano.

22.03.2021

Lira turca afunda depois de adeus ao governador

A moeda turca está a desvalorizar 8,94% depois de, na última sexta-feira, o antigo ministro das Finanças turco, Naci Agbal, ter sido demitido do cargo de governador por decreto presidencial, apenas cinco meses depois de ter assumido o cargo.

Neste contexto, as moedas refúgio como o dólar e o iéne beneficiam. O Bloomberg Dollar Spot Index, que mede a força do dólar contra as principais moedas, avança pelo terceiro dia consecutivo. A moeda única europeia volta, desta forma, a cair perante a nota verde - 0,18% para os 1,1883 dólares.

22.03.2021

Dólar leva a melhor ao ouro

O metal amarelo está a desvalorizar 0,91% para os 1.729,34 dólares. A força do dólar, um ativo refúgio concorrente, está a tirar brilho ao ouro. Paralelamente, o metal também se torna menos atrativo com a subida dos juros das obrigações do Tesouro, que tem sido uma constante, e que se prevê que seja reforçada esta semana tendo em conta os vários leilões em vista.

22.03.2021

Bolsas hesitantes com juros do Tesouro a recuar e leilões a caminho

As bolsas asiáticas dividiram-se entre o verde e o vermelho, tendo algumas ficado no limbo, a mesma linha onde se posicionam os futuros dos Estados Unidos e da Europa. Os juros do Tesouro ajudam ao clima de "indecisão", dado que registam um recuo mas os leilões desta semana têm potencial de os impulsionar.

Do lado das perdas posicionou-se o japonês Topix, com uma quebra de 0,8%, simétrica à do chinês CSI 300, que acabou a ganhar nesta mesma medida. A somar também esteve o australiano S&P/ASX 200. Já o sul coreano Kospi e o Hang Seng de Hong Kong terminaram pouco alterados. Na Europa, os futuros do EuroStoxx 50 apontam quebras de 0,3% e, nos Estados Unidos, o S&P500 segue pouco alterado.

Os Estados Unidos vão emitir obrigações a dois, cinco e sete anos. Esta enchente de leilões assusta na medida em que pode levar a novos aumentos nas taxas de juro do Tesouro. Esta segunda-feira, a yield da dívida a 10 anos retornou aos 1,68%, depois de ter tocado o nível mais alto em 14 meses.

Ainda esta segunda-feira, os bancos centrais vão estar em foco, a propósito da BIS Innovation Summit. O presidente da Fed, Jerome Powell, vai discursar ao lado do responsável do Bundesbank, Jens Weidmann, sobre a era digital. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, também participa no evento.

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