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Ao minutoAtualizado há 50 min09h13

Preços do petróleo voltam a acelerar mas mantêm-se abaixo dos 100 dólares por barril

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.

bolsas mercados graficos traders euronext
bolsas mercados graficos traders euronext Kamil Zihnioglu/AP
08:53
08h54

Dólar estabiliza após ter apagado os ganhos anuais na sessão anterior

Euro dólar

O dólar está a negociar praticamente inalterado face aos seus principais rivais esta quinta-feira, depois de na sessão anterior a "nota verde" ter apagado por completo os ganhos alcançados em 2026. O cessar-fogo no Irão levou os investidores a afastarem-se de ativos de refúgio e a divisa norte-americana acabou mesmo por ser a principal penalizada, vivendo o pior dia desde janeiro deste ano e perdendo quase 1% do seu valor face ao euro. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da moeda face aos seus principais concorrentes - avança 0,13%, com os investidores a mostrarem algum ceticismo em relação à durabilidade do acordo de cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão e ao qual Israel acabou por se juntar, posteriormente. A divida norte-americana está a ser levemente impulsionada por uma nova subida nos preços do petróleo, que se aproximam da fasquia dos 100 dólares por barril, fazendo com que os participantes do mercados procurem novamente refúgio. 

"Estamos a assistir a uma subida gradual do dólar norte-americano, à medida que parte do clima de apetite pelo risco que se verificou após o anúncio do cessar-fogo está a reverter-se", afirmou David Forrester, estratega sénior do Crédit Agricole, à Bloomberg. "Resultados económicos positivos nos EUA reforçariam a ideia de que é improvável que a Reserva Federal proceda a novas reduções das taxas de juro este ano, mesmo que o fim do conflito no Médio Oriente conduza a uma descida dos preços do petróleo", completa. 

Neste contexto, o euro cai 0,03% para 1,1659 dólares, depois de ter alcançado máximos de mais de um mês na sessão anterior. Já a libra perde também 0,03% para 1,3391 dólares, após ter chegado a valorizar mais de 1% na quarta-feira, enquanto a "nota verde" consegue sair do marasmo face ao iene, acelerando 0,24% para 158,95 ienes. 

08h53

Ouro perde terreno após duas sessões em alta

Barras de ouro suíço de 500g com pureza de 999,9

Após dois dias de ganhos, o ouro está a negociar com quedas pouco avultadas esta quinta-feira, num dia em que os investidores estão avaliar a robustez do acordo de cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão, ao qual Israel se juntou posteriormente. As negociações para alcançar a paz estão a ser ameaçadas por uma troca de acusações entre as partes sobre possíveis violações do acordo, com Teerão a apontar o dedo a Tel Aviv após os ataques no Líbano e os norte-americanos a reforçarem a ideia de que o estreito de Ormuz tem de reabrir imediatamente. 

A esta hora, o metal amarelo perde 0,11% para 4.715,83 dólares por onça, depois de ter conseguido ganhar 1,5% nas duas últimas sessões, aproximando-se dos 5 mil dólares. O ouro acabou por ser animado na quarta-feira pelo acordo de cessar-fogo, apesar de ser visto pelos mercados como um ativo de refúgio, que tende a valorizar quando as tensões geopolíticas crescem no mundo. 

"O papel do ouro como fonte de liquidez - em vez de um instrumento de diversificação de carteira ou um ativo de refúgio - continua a dominar", escrevem os analistas do Standard Chartered, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "A recuperação parece frágil a curto prazo", afirmaram, acrescentando que o metal precioso deverá encontrar um terreno mais favorável no mercado físico.

Com a guerra já no segundo mês, e o acordo de cessar-fogo a durar apenas duas semanas, os investidores estão a avaliar o impacto que o conflito está a ter nos preços do petróleo e combustíveis - além das pressões inflacionistas que está a criar. Confrontados com esta realidade, os bancos centrais podem ser obrigados a adotar uma postura mais severa em termos de política monetária, o que vai ter um impacto negativo no ouro, uma vez que não rende juros. 

Ao mesmo tempo, uma guerra prolongada poderá levar o mundo a um crescimento económico muito mais moderado do que inicialmente era antecipado, prejudicando o mercado de trabalho e justificando uma descida nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americano. Na última reunião, os na sequência da guerra e chegaram a conclusões bastante distintas em relação ao seu impacto económico. 

08h28

Preços do petróleo voltam a acelerar mas mantêm-se abaixo dos 100 dólares por barril

Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer

Após ter caído mais de 13% na sessão anterior, o petróleo está de volta aos ganhos. Apesar de os EUA e o Irão terem conseguido chegar a um cessar-fogo, oficialmente interrompendo a guerra durante duas semanas, os investidores estão a mostrar algum ceticismo em relação ao compromisso de ambas as partes com o acordo - isto numa altura em que já se trocam acusações de violação das cláusulas acordadas. 

A esta hora, o Brent - de referência para a Europa - acelera 2,52% para 97,14 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) - que serve de referência para os EUA - ganha 3,15% para 97,39 dólares. Apesar das subidas, os dois contratos conseguem manter-se abaixo dos 100 dólares, nível em que têm negociado a maior parte das sessões desde que o conflito começou no Médio Oriente no último dia de fevereiro. 

O estreito de Ormuz continua um tópico bastante sensível tanto para os mercado como para os EUA e o Irão. A agência iraniana Fars noticiou na quarta-feira que o tráfego de petroleiros foi interrompido após os ataques de Israel ao Líbano, violando uma das cláusulas estabelecidas no acordo de cessar-fogo, de acordo com o Irão, apesar de o vice-presidente norte-americano, JD Vance, acreditar que existem "sinais de que o estreito está a começar a reabrir". 

"Isto ainda não acabou", começa por afirmar Dennis Kissler, vice-presidente sénior de negociação da BOK Financial Securities, à Bloomberg. "Teremos de ver uma reabertura total do estreito, sem obstáculos, antes de vermos os preços do petróleo bruto WTI nos 80 dólares. E não vejo isso a acontecer nas próximas duas semanas", refere ainda, numa altura em que o tráfego em Ormuz continua bastante limitado. 

Focado nas negociações para a paz que arrancaram entre sexta e sábado no Paquistão, o vice-presidente norte-americano afirmou ainda que os israelitas mostraram disponibilidade para se “conterem um pouco” no Líbano de forma a que as negociações com Teerão sejam bem-sucedidas, embora reitere que o país não faz parte do acordo. Já o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, insiste que um cessar-fogo no Líbano é uma "condição essencial" para pôr termo ao conflito que entrou no passado sábado na sexta semana. 

07h53

Ceticismo em torno de cessar-fogo leva Ásia para o vermelho. Europa aponta para quedas

As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta quinta-feira maioritariamente em território negativo, num dia em que o petróleo está, novamente, a subir e os investidores mostram-se céticos em relação ao acordo de cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão. Apesar de a reabertura do estreito de Ormuz ter sido uma das condições impostas por Washington, a via marítima continua a ver um tráfego bastante diminuto. Além disso, Teerão está a acusar os norte-americanos e israelitas de violarem três cláusulas fundamentais do acordo. 

Neste contexto, o MSCI Asia Pacific - "benchmark" para a negociação da região - cai 0,91%, com a maioria das principais praças pintadas de vermelho. Pela Europa, a negociação de futuros aponta para o mesmo caminho, embora com perdas muito menos substanciais - isto depois de, na quarta-feira, o Stoxx 600 ter acelerado quase 4% e vivido a melhor sessão em um ano, impulsionado pelas expectativas de que o cessar-fogo alcançado entre os EUA e Irão leve à reposição dos fluxos de petróleo mundiais. 

Estas movimentações refletem o quão os mercados estão com os "nervos em franja" desde que o conflito estalou no Médio Oriente. Qualquer desenvolvimento na guerra - oficialmente interrompida por duas semanas - está a ter um grande impacto na negociação de ativos de risco, como é o caso das ações, com os investidores a mostrarem-se particularmente sensíveis à questão de Ormuz. 

"A fragilidade do cessar-fogo já está a ser posta à prova", explica Peter Dragicevich, estratega cambial da Corpay Solutions, em Sydney, citado pela Bloomberg. "A situação no Médio Oriente melhorou, mas a situação continua instável e, dada a volatilidade dos intervenientes envolvidos, pode deteriorar-se a qualquer momento", acrescenta, depois de Israel ter atacado o Líbano na quarta-feira. Uma das condições do acordo era “um cessar-fogo imediato em todo o lado, incluindo no Líbano e outras regiões, com efeito imediato", diz o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf. 

Ao mesmo tempo, e contribuindo para a desconfiança dos investidores, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que todos os navios, aeronaves e pessoal militar vão permanecer na região, até que o "verdadeiro acordo alcançado" seja plenamente cumprido. A Casa Branca vai encetar negociações diretas com o Irão, estando a primeira ronda de negociações marcada para sábado de manhã, em Islamabad.

Entre as principais movimentações de mercado, o sul-coreano Kospi liderou as perdas regionais, ao ceder 1,73%, enquanto o japonês Nikkei 225 caiu 0,78% e os chineses Hang Seng e Shanghai Composite deslizaram 0,38% e 0,80%, respetivamente. Pela Austrália, o S&P/ASX 200 conseguiu contrariar a tendência, ao crescer 0,24%. 

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