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Ao minutoAtualizado há 9 min11h11

Euribor 3 meses em máximo de março de 2025. Crude sobe e ouro recua após ataque ao Irão

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados desta quarta-feira.

A sessão será marcada pelos números da inflação nos EUA.
A sessão será marcada pelos números da inflação nos EUA. Sarah Yenesel / Lusa_EPA
09:08
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há 10 min.11h11

Euribor a três meses sobe para novo máximo desde março de 2025

A Euribor subiu esta quarta-feira a três meses, para um máximo desde março de 2025, e desceu a seis e a 12 meses, face a terça-feira. No prazo mais curto, fixou-se em 2,397%, mais 0,024 pontos que na terça-feira e um novo máximo desde 19 de março de 2025.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou esta quarta-feira, ao ser fixada em 2,592%, menos 0,014 pontos do que na terça-feira. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor caiu para 2,841%, menos 0,025 pontos do que na sessão anterior.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a abril indicam que a Euribor a seis meses representava 39,56% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,53% e 24,55%, respetivamente.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário. Esta semana realiza-se a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que termina na quinta-feira e é a terceira depois do início da guerra com o Irão, e o mercado prevê que a entidade suba as taxas diretoras, pela primeira vez em quase três anos.

Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos em maio, mas de forma menos acentuada do que em abril. Em maio, a média mensal da Euribor subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.

há 49 min.10h32

Juros das dívidas agravam-se antes de Portugal ir ao mercado

O reforço da perspetiva de que os bancos centrais - incluindo da Zona Euro, Estados Unidos ou Japão - terão de subir as suas taxas de juro de referência para fazer face à escalada da inflação está a refletir-se nos juros das dívidas públicas. A sessão está a ser de agravamento, num dia em que Portugal vai ao mercado primário para se financiar.

A "yield" das Bunds alemãs a 10 anos, que servem de referência à Zona Euro, avança 0,5 pontos-base para 3,062%, enquanto o juro de França sobe para 3,72%, o de Itália para 3,832% e o de Espanha para 3,502%. No caso de Portugal, a "yield" das obrigações com esta maturidade avançam para 3,444%.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP está esta quarta-feira no mercado para realizar dois leilões de obrigações do Tesouro (OT) a nove e 19 anos com um montante indicativo global entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões de euros, depois de no final de maio ter feito uma venda sindicada de 3.000 milhões de euros em OT a 20 anos.

10h08

Ouro cai abaixo dos 4.200 dólares com novos confrontos entre EUA e Irão a testar tréguas

Ouro

O ouro ampliou a queda depois de os EUA terem lançado ataques contra o Irão em retaliação pelo abate de um helicóptero militar, pondo em risco os esforços para pôr fim à guerra que abalou os mercados globais e aumentou os riscos de inflação.

O metal precioso caiu até 2,1% para cerca de 4.173 dólares por onça na quarta-feira, depois de ter recuado 1,6% na sessão anterior. A par do ouro, a prata recua 2,5% para 63,75 dólares e a platina cai mais de 4%, enquanto o paládio também perde.

O ouro está cerca de um quinto abaixo do valor a que era negociado antes do início da guerra com o Irão, no final de fevereiro. A recente queda do metal abaixo da sua média móvel de 200 dias — uma medida amplamente observada do “momentum” de longo prazo — desencadeou vendas, uma vez que é visto como um nível importante acompanhado pelos investidores institucionais.

"Esperamos que o movimento do preço se torne mais vulnerável no curto prazo", à medida que a perspetiva de um aumento da taxa de juro aumenta, disse Suki Cooper, líder global de análise de “commodities” do Standard Chartered Plc, numa nota citada pela Bloomberg. Indicou ainda que o próximo nível de suporte técnico para o ouro ronda os 4.100 dólares por onça.

A equipa de analistas de matérias-primas do Citigroup também cortou recentemente o preço-alvo para o ouro nos próximos três meses de 4.300 dólares para 4.000 dólares por onça. Os especialistas apontaram a melhoria das condições macroeconómicas e um cenário de procura menos favorável como os principais motivos.

09h55

Dólar à espera da inflação. Subida de juros no Japão vista como quase certa

Iene

O dólar negoceia em ligeira baixa esta quarta-feira, com os mercados a permanecerem tensos com o mais recente confronto entre os EUA e o Irão e enquanto aguardam que os dados da inflação dos EUA possam dar algumas pistas sobre a trajetória da taxa de juro da Reserva Federal (Fed) norte-americana.

Os militares norte-americanos atacaram alvos iranianos depois de o Presidente Donald Trump ter prometido, na terça-feira, responder à queda de um helicóptero de ataque Apache. A Guarda Revolucionária do Irão disse ter realizado ataques com mísseis e drones contra bases militares dos EUA na Jordânia, Kuwait e Bahrein já esta quarta-feira.

Face à renovada escalada, o índice do dólar, que mede o valor da moeda norte-americana face a um cabaz de moedas recua 0,08% para 99,917 pontos. O euro aprecia-se menos de 0,1% para 1,15516 dólares, enquanto a libra esterlina ganha 0,08% para 1,3388 dólares.

Os investidores parecem em modo de espera para ver os números da inflação nos EUA, que serão conhecidos às 13:30 (hora de Lisboa) e se posicionarem em relação ao próximo passo da Fed. Em simultâneo o iene japonês continua em foco, numa altura em que um aumento da taxa de juro por parte do Banco do Japão na reunião de política monetária de 16 de junho é já praticamente dado como certo.

A perspetiva reforçou-se depois de dados divulgados esta quarta-feira mostrarem que a inflação no Japão acelerou para o nível mais elevado em três anos, atingindo 6,3% em maio. A moeda nipónica manteve-se na sessão asiática praticamente estável face ao dólar, cotada a 160,36 por dólar, continuando a oscilar em torno do nível dos 160, um nível que é amplamente considerado como um limite para a intervenção oficial.

09h40

Ataques dos EUA ao Irão mantêm petróleo em alta

Os preços do petróleo seguem em alta esta quarta-feira, com o retomar das hostilidades entre os EUA e o Irão a obscurecer a direção dos preços. Os contratos futuros do Brent - referência para a Europa - somam 0,2%, para 91,62 dólares por barril, enquanto o crude West Texas Intermediate (WTI) dos EUA ganha 0,1%, para 88,20 dólares por barril.

A valorização acontece após os ataques dos Estado Unidos ao Irão e apesar de  de petróleo no estreito de Ormuz está a recuperar e vai continuar a subir nos próximos tempos. Admitiu, contudo, que o número de navios que atravessa a importante via marítima está ainda muito abaixo dos níveis anteriores ao conflito no Irão.

Numa entrevista à CNBC, à margem de uma conferência do setor energético, o responsável foi questionado sobre o nível atual das exportações de crude que passam pelo estreito. “Diria que estão a subir muito significativamente”, referiu Wright.

O foco dos investidores está, contudo, na , poucas horas depois de Presidente dos EUA, Donald Trump, ter prometido uma retaliação contra o regime de Teerão.

Numa publicação nas redes sociais, o Comando Central dos EUA referiu que a ação militar foi “uma resposta proporcional à injustificada agressão iraniana”, tendo “lançado ataques em auto-defesa contra o Irão às 17:00 [hora de Washington] por ordem do comandante em chefe”.

09h06

Europa no verde após queda da tecnologia pressionar Ásia

Bolsas europeias.

Os ataques dos Estados Unidos ao Irão estão a gerar volatilidade nos mercados financeiros, enquanto a queda das ações tecnológicas prolongou-se, com os investidores a reduzirem posições antes da divulgação de dados que deverão mostrar que a inflação nos EUA atingiu o nível mais elevado em mais de três anos.

Depois de Wall Street ter fechado no vermelho, a sessão asiática foi igualmente negativa durante a madrugada. O índice de referência do Japão, Nikkei, caiu 2%, enquanto o sul-coreano Kospi (um importante barómetro de inteligência artificial) perdeu cerca de 6%.

Ainda assim, o índice europeu Stoxx 600 avança 0,2% face à rotação para ações mais sensíveis à economia, com 15 dos 20 setores a subir. O alemão DAX ganha 0,05%, o francês CAC 40 avança 0,4%, o espanhol IBEX sobe 0,5%, o italiano FTSE MIB 0,9% e o britânico FTSE 100 soma 0,08%.

Os mercados bolsistas estão a viver momentos de incerteza, à medida que os investidores lidam com uma lista crescente de riscos: elevadas avaliações das ações tecnológicas, tensões crescentes no Médio Oriente e expectativas cada vez mais elevadas de que a Reserva Federal (Fed) tenha de aumentar as taxas de juro para combater a inflação acelerada. O relatório sobre a inflação dos EUA desta quarta-feira pode fornecer o sinal mais claro até agora sobre se o novo presidente do banco central, Kevin Warsh, vai manter as taxas elevadas durante mais tempo.

"Não estamos apenas a oscilar entre um acordo ou nenhum acordo com os EUA e o Irão, mas os mercados também estão a oscilar entre a euforia da IA ao estilo de 1999 e os receios de uma crise tecnológica do tipo 2000", afirmou Jim Reid, do Deutsche Bank AG, à Bloomberg. "Tudo o que precisamos agora é de um índice de preços no consumidor (IPC) volátil nos EUA hoje para manter o padrão".

Os economistas consultados pela Bloomberg esperam que o IPC anual acelere para 4,2% em maio, face aos 3,8% do mês anterior. A inflação subjacente, que exclui a alimentação e a energia, deverá subir para 2,9%, face aos 2,8%.

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