Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia
Ao minuto24.09.2020

Wall Street reergue-se mas Europa fecha no vermelho. Ouro, euro e petróleo caem

Acompanhe aqui a evolução dos mercados ao minuto.

As bolsas mundiais viveram um dos piores trimestres da sua história, arrastadas pelo surto do novo coronavírus.
Justin Lane/EPA
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 24 de Setembro de 2020 às 18:56
  • Assine já 1€/1 mês
  • 3
  • ...
24.09.2020

Tecnologias reerguem Wall Street

Em particular nos Estados Unidos da América, as plataformas digitais de negociação em bolsa são muito utilizadas.

Os principais mercados acionistas do outro lado do Atlântico inverteram o movimento de queda da abertura, seguindo a ganhar mais de 1%.

 

O Dow Jones soma 1,907% para 27.049,78 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 1,21% para 3.275,93 pontos, depois de na abertura ter entrado em território de correcção (quando cai pelo menos 10% face ao último máximo). E ficou também com saldo negativo no acumulado do ano antes de inverter para os ganhos.

 

O S&P 500 entrou assim em correcção, a acompanhar o Nasdaq Composite – que já está nesse patamar há alguns dias –, ao perder 10% desde o máximo histórico intradiário atingido a 2 de setembro.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite valoriza 1,53% para 10.795,20 pontos.

 

E são precisamente as cotadas do setor tecnológico que mais estão a puxar pela tendência positiva em Wall Street, com destaque para a Apple, Amazon, Netflix, Nvidia e Facebook – que são cotadas que têm tido um desempenho superior à média no contexto da crescente incerteza económica, o que levou até a que muitos investidores provocassem recentemente um sell-off no setor por recearem que estes títulos estivessem demasiado valorizados.

 

Segundo a Reuters, os investidores estão hoje a regressar às tecnológicas por serem vistas como um setor seguro. Isto num dia em que o inesperado aumento no número semanal de pedidos de subsídio de desemprego reforça os dados sobre a desaceleração do crescimento económico nos EUA.

 

Na semana passada registaram-se 870.000 novos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, quando o consenso de mercado estimava que as novas solicitações deste apoio estatal tivessem sido de 843.000. Além disso, constituiu um aumento face à semana terminada a 11 de setembro, quando ascenderam a 866.000.

 

"Os investidores estão a procurar títulos que conseguem aguentar um crescimento económico mais lento, porque se não obtivermos um novo pacote de estímulos orçamentais não haverá muito mais que se possa fazer para continuar a estimular a recuperação económica", comentou à Reuters um estratega da Pacific Life Fund Advisors, Max Gokhman.

24.09.2020

Europa regressa ao "vermelho" com retalho a liderar quedas

As principais praças europeias registaram quedas na sessão desta quinta-feira, com o setor do retalho a ser um dos mais prejudicados, receando que um novo confinamento leve a um encerramento de lojas.

O índice de referência para a região, o Stoxx 600, perdeu 1,13% para os 355,48 pontos, com o retalho europeu a consumar uma desvalorização de 2,2%.

A Inditex, dona da Zara, e a Zalando foram as retalhistas com maiores quedas, com os receios de um possível encerramento de lojas, em caso de novos confinamentos, ou de horário reduzido, a afastarem investidores.  

O setor da energia (-2,1%) e o da banca (-0,4%) registaram igualmente quedas. Em contracilco esteve o setor automóvel (+0,4%), animado com os indicadores positivos da Alemanha.

O sentimento negativo foi provocado pelo discurso do presidente da Fed, Jerome Powell, que relembrou a fragilidade da economia nos Estados Unidos, apelando a mais estímulos orçamentais para combater os efeitos da pandemia.

24.09.2020

Novos mínimos históricos do BCP fazem alargar ciclo de quedas do PSI-20

O índice PSI-20 terminou a sessão desta quinta-feira a desvalorizar 0,93% para os 4.049,52 pontos, contabilizando seis sessões consecutivas em queda, o maior ciclo negativo dos últimos três meses.

Em destaque esteve o BCP, que voltou a renovar mínimos históricos, ao cair 1,43% para os 8,27 cêntimos por ação. O banco liderado por Miguel Maya encaminha-se para um dos piores meses dos últimos anos, numa altura em que todo o setor da banca na Europa atravessa um período conturbado.

O cenário agravou-se no início desta semana com a divulgação dos FinCEN Files, a expor várias transações suspeitas envolvendo alguns dos maiores bancos da região.

Em mínimos esteve também a Galp Energia, derrapando mais de 3% pela segunda sessão consecutiva. Hoje, a empresa desvalorizou 3,60% para os 7,982 euros por ação para um mínimo de março deste ano, altura em que a atual pandemia se fez sentir em força nas bolsas europeias. 

A queda de hoje da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva coincide com a má prestação dos preços do petróleo, que vêm acumulando queda sucessivas com medo de que um novo confinamento possa provocar um profundo golpe na procura pela matéria-prima. O Brent, que serve de referência para Portugal, desvaloriza 0,2% para os o patamar dos 41 dólares por barril.

No setor da pasta e do papel, a Altri perdeu 1,48% para os 3,850 euros por ação, enquanto que a Navigator desvalorizou 2,14% para os 2,106 euros.

No retalho, o sentimento foi misto, com uma queda da Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce (-0,62%), mas uma valorização da Sonae, dona do Continente (+0,26%).

A subir esteve também a EDP Renováveis (+0,29%), num dia em que a EDP não passou de uma perda de 0,26%.

24.09.2020

Petróleo cede com segunda vaga de covid e receios quanto à retoma económica

As cotações do "ouro negro" seguem em terreno ligeiramente negativo nos principais mercados internacionais.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em novembro segue a ceder 0,18% para 39,86 dólares por barril.

 

Já o contrato de novembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,43% para 41,59 dólares.

 

O crude tem estado a negociar hoje entre ganhos e perdas, a sofrer a pressão da queda nas bolsas, numa altura em que aumentam os receios em torno do ritmo da retoma económica face ao impacto da covid-19.

 

Os preços da matéria-prima estão com um saldo mensal negativo, devido aos sinais de um ressurgimento da pandemia, o que pode levar a novos confinamentos e penalizar de novo a procura por combustível.

 

Com efeito, as taxas de infeção começaram a aumentar fortemente, com vários países a introduzirem de novo regras mais rigorosas na tentativa de conter a propagação do coronavírus.

24.09.2020

Juros das dívidas em alta na Zona Euro, Alemanha contraria

Os juros das dívidas públicas estão a agravar-se para a generalidade dos países que integram o espaço da moeda única, com a "yield" associada à dívida germânica a contrariar a tendência.


A taxa de juro relativa às obrigações de Portugal com prazo a 10 anos avança 2,2 pontos base para 0,264%, enquanto a "yield" espanhola com a mesma maturidade sobe 1,8 pontos base para 0,239%. É a primeira subida em quatro dias para as "yields" de Portugal e Espanha.


Também a taxa de juro associada aos títulos da Itália a 10 anos está a crescer 2,2 pontos base para 0,871%. Em sentido inverso, a "yield" correspondente às obrigações a 10 anos da Alemanha cede 0,3 pontos base para -0,510%.

24.09.2020

Euro desvaloriza pelo quinto dia para mínimo de 2 meses

A divisa europeia está a depreciar 0,21% para 1,1636 dólares na quinta desvalorização consecutiva contra a moeda norte-americana, o que coloca o euro em mínimos de 24 de julho em relação ao dólar.

Já o dólar aprecia pela quarta sessão seguida face a um cabaz composto pelas principais moedas mundiais, estando a transacionar no valor mais alto em dois meses neste índice da Bloomberg.

A apoiar o dólar está a intenção do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, retomar conversações com a líder democrata na câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso), Nancy Pelosi, sobre um novo pacote de estímulos económicos para a maior economia do mundo.

24.09.2020

Ouro em mínimos de dois meses com dólar a subir

O ouro está a alargar as suas quedas, contrastando com o recente momento positivo que o dólar está a viver.

Hoje, a matéria-prima caiu 0,27% para os 1.858,30 dólares por onça, o que representa um mínimo de dois meses.

Os investidores estão de pé atrás com os sucessivos desacordos no Congresso dos Estados Unidos para um novo pacote de estímulos orçamentais.

24.09.2020

Wall Street agrava perdas e já está em território de correção

As bolsas norte-americanas abriram em queda, prolongando a tendência negativa das últimas sessões, levando o S&P500 a apagar todos os ganhos do ano e a entrar já em território de correção.

 

O Dow Jones desce 0,38% para 26.600,9 pontos e o Nasdaq cede 0,7% para 10.559 pontos. O S&P500 desvaloriza 0,65% para 3.215,8 pontos e já acumula uma queda de 10% face aos máximos de 2 setembro. Quando um índice recua 10% (ou mais) desde o pico entra em território de correção. Quando a queda supera os 20% está em "bear market".

 

O pessimismo dos investidores está sobretudo relacionado com as perspetivas mais sombrias para a economia norte-americana e global, num contexto de segunda vaga de covid-19 em várias regiões e ausências de mais estímulos económicos.

 

Esse pessimismo agravou-se hoje com a divulgação de mais um dado ecocómico. Os novos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos estabilizaram na semana passada, quando os economistas estimavam uma redução face aos elevados níveis em que se encontram. Esta evolução veio avolumar os receios dos investidores com a retoma lenta da economia norte-americana, tal como o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos assinalou nos últimos dias.

 

Os bolsas norte-americanas já ontem tinham fechado em forte quebra depois de Jerome Powell ter advertido que a retoma económica será lenta e prolongada, tendo apelado a mais estímulos orçamentais que republicanos e democratas não se entendem para implementar.

 

Os economistas do Goldman Sachs cortaram para metade a sua previsão de crescimento do PIB dos EUA no quarto trimestre depois de terem admitido que não haverá novo pacote de estímulos este ano. O banco vê agora o PIB a crescer 3% nos últimos três meses do ano.

 

Entre ações, continua a ser o setor tecnológico a comandar a correção. A Apple 1,23% e a Amazon recua 0,54%.

24.09.2020

Europa tropeça para mínimo de junho

A instabilidade criada pela pandemia da covid-19 está a penalizar os investimentos, em 2020.

As principais bolsas europeias alinham-se em terreno negativo, depois de duas sessões de recuperação. O tropeção, depois de um abanão presente no discurso do presidente da Fed, atira a referência europeia para mínimos de três meses.

O índice que agrega as 600 maiores cotadas, o Stoxx600, cai pesadamente depois de ter respirado no verde durante as duas últimas sessões. Este índice desvaloriza 1,11% para os 355,53 pontos, tendo mesmo tocado um mínimo de 25 de junho.

Londres e Amesterdão perdem mais de 1%, uma fasquia e que é roçada por Lisboa, enquanto Madrid, Frankfurt e Paris também descem mais de 0,5%.

O sentimento negativo inunda as bolsas um pouco por todo o mundo depois de o presidente da Fed, Jerome Powell, ter vindo relembrar a fragilidade da economia. Powell defendeu que são necessários mais estímulos orçamentais para combater os efeitos da pandemia, e vai voltar a discursar hoje perante o Senado norte-americano.

O presidente da Reserva Federal dos EUA, Jerome Powell, e outros responsáveis da Fed disseram na quarta-feira que a economia precisa de mais despesa pública para evitar uma recuperação desequilibrada e lenta da pandemia do coronavírus. Powell disse que a recuperação seria mais rápida "se o apoio surgir tanto do Congresso como da Fed", no segundo dia de testemunho no Capitólio. "O poder da política orçamental é mesmo inigualável."

 

O presidente do banco regional da Reserva Federal de Chicago, Charles Evans, disse aos jornalistas que a sua projeção de que a taxa de desemprego vai recuar abaixo de 6% até ao final do próximo ano partia do pressuposto que existiria cerca de 1 bilião de dólares de ajuda orçamental adicional. "Se isso não acontecer, acho que vai ser muito mais difícil, e muito menos provável que façamos esse progresso", disse.

24.09.2020

Juros travam ciclo de sessões em queda

Os juros da dívida a dez anos de Portugal mantinham-se em terreno negativo há três sessões consecutivas, mas essa tendência é quebrada esta quinta-feira, com uma subida muito ligeira de 0,1 pontos base para os 0,246%.

A referência europeia, a Alemanha, vai em sentido contrário, e desce 1,3 pontos base para os -0,506%, depois de ter agravado nas últimas duas sessões.

Os investidores viram as atenções para os mercados obrigacionistas numa altura em que o apetite para o risco diminui, face aos avisos lançados pela Fed quanto às necessidades por colmatar da economia.

24.09.2020

Ouro desce pela quarta sessão

O metal precioso está a descer pela quarta sessão e não aproveita o estatuto de ativo de refúgio numa sessão de fuga ao risco por parte dos investidores. No mercado à vista em Londres o ouro está a descer 0,45% para 1.854,89 dólares, o que representa um mínimo de agosto e cada vez mais longe dos máximos históricos fixados em julho acima dos 2.000 dólares.

O ouro continua assim a ser pressionado sobretudo pela força do dólar, sendo que metal precioso habitualmente varia em sentido inverso à divisa norte-americana.

24.09.2020

PSI-20 descarrila pela sexta sessão com Galp e BCP a reforçar mínimos

A bolsa nacional volta a descer, com o PSI-20 a resvalar pela sexta sessão consecutiva, exibindo uma descida de 0,54% para os 4.065,64 pontos.

Na Europa o sentimento é igualmente negativo, depois de o presidente da Fed, Jerome Powell, ter vindo alertar para a necessidade de mais estímulos orçamentais para contrariar o impacto económico da crise de covid-19. Powell volta a discursar esta quinta-feira. 

Em Lisboa, o BCP destaca-se com uma quebra de 1,79% para os 8,24 cêntimos, que serve para atingir um novo mínimo histórico.

A Galp acompanha nas quebras e cai 1,76% para os 8,13 euros.

24.09.2020

Fuga ao risco reforça ganhos do dólar

O dólar está a fortalecer a tendência de alta, com os investidores a apostarem na moeda norte-americana numa altura em que saem dos ativos mais arriscados e procuram abrigo nos mais seguros.

 

Os comentários pessimistas da Fed e a escalada do número de casos de covid-19 em todo o mundo justifica esta abordagem dos investidores, que temem uma recuperação lenta e demorada da economia global.

 

O índice do dólar, que mede a evolução da moeda contra um cabaz de divisas mundiais, está a subir 0,2%. O euro segue pouco alterado nos 1,166 dólares depois de ontem ter recuado para mínimos de dois meses.

 

O presidente da Reserva Federal dos EUA, Jerome Powell, e outros responsáveis da Fed disseram na quarta-feira que a economia precisa de mais despesa pública para evitar uma recuperação desequilibrada e lenta da pandemia do coronavírus. Powell disse que a recuperação seria mais rápida "se o apoio surgir tanto do Congresso como da Fed", no segundo dia de testemunho no Capitólio.

 

"Com o sentimento de fuga ao risco a ameaçar ganhar força, somos cada vez mais empurrados na direção da robustez do dólar", disse Terence Wu, estratega de câmbio da OCBC, citado pela Dow Jones.

 

24.09.2020

Petróleo desconta receios de nova vaga

O petróleo, tanto em Londres como nos Estados Unidos, mostra quebras, encolhendo-se perante as más perspetivas quanto à procura que advêm da nova vaga de covid-19, e que foram sublinhadas pelo presidente da Fed, Jerome Powell.

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, desce 0,86% para os 41,41 dólares, partilhando do sentimento do "irmão" West Texas Intermediate, que cai 1,03% para os 39,52 dólares.

O Mercuria Energy Group afirma que o mercado de petróleo não vai conseguir absorver os aumentos de produção que se têm verificado entre os países do cartel dos maiores exportadores e respetivos aliados, tendo em conta a diminuição esperada da procura. Isto, depois de o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, ter sublinhado que são necessários mais estímulos orçamentais para contrariar os efeitos da pandemia na economia

O pessimismo mantém-se mesmo após terem sido revelados dados que indicam que os inventários de petróleo nos Estados Unidos caíram pela segunda semana consecutiva.

24.09.2020

Bolsas voltam a tremer com pessimismo de Powell

As bolsas asiáticas mostraram uma tendência negativa e é na mesma direção que as "agulhas" europeias seguem apontadas, enquanto as norte-americanas não se apresentam decididas. Esta retração acontece após o último discurso de Powell, no qual o presidente da Fed assinalou a necessidade de mais estímulos para a recuperação económica.

As ações em Seoul desceram na sequência de sinais de tensão com a Coreia do Norte. Em Hong Kong e China a cor também foi o vermelho, ao mesmo tempo que o índice global MSCI se prepara para a maior quebra em dois meses.

O índice norte-americano S&P500 oscila entre ganhos e perdas enquanto se mantém perto do mínimo de oito semanas que atingiu na última sessão.

Jerome Powell sublinhou que há um longo caminho a percorrer até se operar uma recuperação económica, e que esta deverá requerer mais estímulos. A referência à necessidade de estímulos orçamentais foi também referida por outros representantes da Fed.

Este momento vive-se numa altura em que os casos de coronavírus aumentam um pouco por todo o mundo e, na Europa, um reforço das medidas de distanciamento social começa a assustar os investidores.

Ver comentários
Saber mais PSI-20 bolsa mercados Euronext cotadas empresas índice nacional Lisboa Europa Wall Street câmbio juros
Outras Notícias