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Ao minuto02.10.2025

Europa atinge novos máximos impulsionada pelas fabricantes de "chips"

Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta quinta-feira.

Euronext
Euronext Kamil Zihnioglu/AP
02 de Outubro de 2025 às 17:43
02.10.2025

Europa atinge novos máximos impulsionada pelas fabricantes de "chips"

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As principais praças europeias encerraram a sessão desta quinta-feira maioritariamente com ganhos, com o Stoxx 600, o "benchmark" para a negociação da região, a conseguir alcançar um novo máximo histórico. É já a quinta sessão consecutiva de ganhos para o principal índice do Velho Continente, que tem estado a ser impulsionado por uma economia resiliente e pelo aumento das expectativas em torno de um corte nas taxas de juro do outro lado do Atlântico. 

O Stoxx 600 avançou 0,59% para 567,94 pontos, tendo chegado a crescer até aos 569,88 pontos pela primeira vez na história. O "benchmark" foi impulsionado, em grande parte, pelos setores tecnológico e automóvel, que valorizaram ambos mais de 2%, apesar de ter visto os seus ganhos travados pela banca e pelo setor imobiliário. 

"Vejo ainda mais espaço para [as ações europeias] crescerem, a julgar pela amplitude do 'rally' das tecnológicas", explica Lale Akoner, analista de mercados globais da eToro, à Reuters. As fabricantes de "chips" deram o principal impulso ao setor, tendo a ASML e a ASMI acelerado 4,3% e 6,5% esta quinta-feira, elevando o principal índice neerlandês para máximos históricos.  

Depois de ter fechado o melhor mês de setembro desde 2019, o Stoxx 600 arrancou o quarto trimestre do ano com uma nota bastante positiva. Desde o início do ano, o principal índice europeu já valorizou quase 12%, acompanhando de perto os ganhos do seu par norte-americano S&P 500 - que já conseguiu acelerar mais de 13%, apesar de toda a turbulência que enfrentou em 2025 com as políticas comerciais de Donald Trump. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Siemens disparou 4,21%, depois de ter sido revelado que o conglomerado industrial alemão está a considerar a hipótese de alienar grande parte da sua participação maioritária na Siemens Healthineers - a divisão que se ocupa em criar tecnologia médica. 

Várias retalhistas britânicas também terminaram a sessão com ganhos robustos, depois de o Financial Times ter noticiado que a ministra das Finanças do país, Rachel Reeves, está a considerar reduzir os impostos a estas empresas, devido às preocupações com a inflação nos preços dos alimentos. Em agosto, este indicador arrefeceu para 4,9%, mas continuou a ser um dos principais fatores para a elevada taxa de inflação do Reino Unido. 

Entre os principais mercados, o DAX de Frankfurt avançou 1,28%, o CAC-40 de Paris subiu 1,13%, o AEX de Amesterdão ganhou 1,13%, enquanto o italiano FTSEMIB manteve-se inalterado. Já o FTSE 100 de Londres caiu 0,20% e o madrileno Ibex perdeu 0,27%.

02.10.2025

Juros da dívida soberana da Zona Euro aliviam. Gilts britânicas sobem

Os juros da dívida soberana dos paÍses da Zona Euro aliviaram esta quinta-feira, num dia marcado por maior procura por obrigações por parte dos investidores.

Os juros das "Bunds" alemãs, com maturidade a dez anos e de referência para o continente europeu, caíram 1,3 pontos base para 2,698%. Em França, os juros da dívida desceram 1,1 pontos base para 3,517%. Em Itália, o alívio foi de 0,8 pontos base para 3,515%.

Na Península Ibérica, a tendência foi a mesma. Os juros dos títulos de Espanha a 10 anos recuaram 1 ponto base para 3,094%, enquanto em Portugal a queda foi igualmente de 1 ponto base para 3,094%.

Fora da Zona Euro, a yield das "Gilts" britânicas foram em contraciclo e subiram 1,5 pontos base para 4,709%.

02.10.2025

Dólar recupera terreno apesar de "shutdown" do governo dos EUA

dólar

O dólar está a recuperar algum do terreno perdido face às suas principais concorrentes, após o "shutdown" do governo federal norte-americano ter pressionado a divisa norte-americana na quarta-feira. O impasse no Congresso dos EUA está a adiar a divulgação de uma série de dados relativos ao mercado laboral, com o relatório sobre a criação de emprego em risco de não ser lançado na sexta-feira - isto depois de dados relativos ao setor privado e lançados pela ADP terem demonstrado que foram eliminados 32 mil postos de trabalho em setembro. 

"Na ausência de uma resolução para o 'shutdown', parece que o mercado está um pouco receoso, pelo menos do ponto de vista cambial", explica Eric Theoret, estratega do Scotiabank, à Reuters. "Com todos [os investidores] a voar às cegas no que diz respeito aos dados, o mercado está de olhos postos em Washington", conclui. 

A esta hora, o euro recua 0,20% para 1,1707 dólares, enquanto a libra cede 0,34% para 1,3432 dólares. Por sua vez, a "nota verde" avança 0,12% para 147,24 ienes, interrompendo uma série de quatro sessões consecutivas no vermelho. Os investidores vão estar atentos às eleições que se realizam no Japão esta semana, em busca de sinais sobre como a política orçamental vai influenciar a moeda. 

O mercado de "swaps" já dá quase como certo um corte de 25 pontos base nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana, apontando ainda para um alívio na mesma magnitude para dezembro. As expectativas têm pressionado o dólar, que está a viver um ano bastante negativo - muito devido às medidas adotadas pela administração Trump, nomeadamente em relação à política comercial. 

02.10.2025

Ouro atinge novo máximo histórico e aproxima-se dos 3.900 dólares

ouro

O ouro voltou a atingir máximos históricos esta quinta-feira, com os investidores à procura de refúgio face ao "shutdown" do governo norte-americano e impulsionado pelas expectativas em torno de um novo corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) já este mês. O mercado de "swaps" já dá quase como certo um alívio de 25 pontos-base na próximo reunião, isto depois de o banco central dos EUA ter retomado o ciclo de alívio da política monetária em setembro. 

Apesar de ter chegado a tocar pela primeira vez nos 3.896,49 dólares por onça esta quinta-feira, o metal precioso está agora a recuar ligeiramente, com os investidores a aproveitarem o mais recente recorde para procederem com a retira de mais-valias. A esta hora, o ouro cede 0,76% para 3.836,73 dólares. 

"Com as tensões comerciais e as tarifas a moldar o panorama global, e com os pontos críticos geopolíticos a mostrarem poucos sinais de resolução, o ambiente continua favorável à procura de ativos seguros. É improvável que os bancos centrais recuem nos seus programas de compra [de ouro], especialmente tendo em conta as estratégias de diversificação a longo prazo em vigor", explica a StoneX numa nota emitida esta quinta-feira e a que a Reuters teve acesso.

Com o , vistos como essenciais para antever as decisões da Fed, sejam adiados. Esta quinta-feira era susposto serem lançados os dados semanais relativos aos pedidos de subsídio de desemprego, mas o relatório acabou por não ser divulgado. Caso o Congresso dos EUA não chegue a acordo em relação ao financiamento do Governo federal até sexta-feira, também o indicador que mede a criação de emprego no país deverá ser ver a sua publicação adiada. 

02.10.2025

Petróleo atinge mínimos de quatro meses com OPEP+ em foco

petroleo combustiveis

O barril de petróleo atingiu o valor mais baixo em quatro meses, numa altura em que os investidores continuam a mostrar-se bastante apreensivos em relação a um excedente de crude no mercado. Caso as perdas se confirmem até ao final da sessão, será o quarto dia consecutivo que esta matéria-prima regista perdas, com todas as atenções a virarem-se para a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+), que se realiza no próximo domingo. 

De acordo com três fontes anónimas citadas pela Reuters, o grupo deverá proceder com um novo aumento de produção em novembro, de cerca de 500 mil barris por dia - o triplo do aumento realizado este mês. Ao todo, e desde que começou a reverter os cortes voluntários na produção em abril, a OPEP+ já reintroduziu mais de 2,6 milhões de barris por dia no mercado, tendo já descontinuado um dos dois acordos de retenção de oferta. 

A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – segue a desvalorizar 2,06% para os 60,51 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – cai 1,99% para os 64,04 dólares por barril. Nas últimas três sessões, os dois "benchmarks" registaram perdas de quase 7%. 

A travar maiores perdas para o petróleo está, no entanto, uma decisão de Washington, que pretende apoiar a Ucrânia em ataques de longo alcance contra infraestruturas energética russa, de acordo com o Wall Street Journal. O objetivo é reduzir a maior fonte de financiamento da guerra que Moscovo inicou há mais de três anos em território ucraniano numa altura em que o G7 está a aumentar a pressão sobre os países que continuam a comprar crude russo. 

"Há novamente alguma preocupação no mercado de que a produção de petróleo russo possa sofrer disrupções", explica Giovanni Staunovo, analista de "commodities" do UBS, à Reuters. No entanto, Staunovo admite que, enquanto estas interrupções não se materializarem, o impacto nos preços será mínimo. 

02.10.2025

Tecnológicas impulsionam Wall Street à boleia da OpenAI

wall street bolsa mercados traders

As bolsas norte-americanas arrancaram em alta, impulsionadas pelos ganhos das tecnológicas, que estão a viver um momento otimista, isto depois de a OpenAI ter ascendido a startup mais valiosa do mundo. 

 o que torna a startup de inteligência artificial na empresa não cotada mais valiosa do mundo. O título pertencia anteriormente à empresa aeroespacial SpaceX, do multimilionário Elon Musk, que tem um valor de mercado na ordem dos 400 mil milhões de dólares.

A inteligência artificial volta assim a estar no centro das atenções dos investidores, que também têm aumentado as apostas em novos cortes das taxas de juro pela Reserva Federal durante o resto do ano, devido aos dados do mercado laboral que espelham uma queda. 

A retirar gás ao sentimento esão as preocupações em torno do segundo dia de "shutdown" nos EUA, sobre o financiamento de subsídios de saúde. Aliás, a paralisação vai ditar o adiamento de um importante relatório para a Reserva Federal - a criação de emprego em setembro. 

O S&P 500 sobe 0,26% para 6.728,46 pontos, o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,59% para 22.890,60 pontos e o industrial Dow Jones soma 0,16% para 46.513,29 pontos. 

“O setor de tecnologia é tão grande e está a ir muito bem”, disse Marija Veitmane, estratega da State Street Global Markets, em declarações à Bloomberg. “O motivo pelo qual o mercado está preparado para pagar estas avaliações altas pelo setor de tecnologia é, na verdade, porque não estamos a ver boas oportunidades de crescimento fora da tecnologia”, explicou.

Nos principais movimentos empresariais, a Tesla sobe 1%,  497.099 unidades, acima das 439.600 previstas. 

02.10.2025

Euribor desce a três meses e sobe a seis e a 12 meses

A taxa Euribor desceu esta quinta-feira a três meses e subiu a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que baixou para 2,000%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,083%) e a 12 meses (2,224%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,083%, mais 0,004 pontos do que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 38,13% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,95% e 25,45%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu, ao ser fixada em 2,224%, mais 0,020 pontos do que na sessão anterior.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses recuou para 2,000%, menos 0,017 pontos do que na quarta-feira.

Em setembro, as médias mensais da Euribor subiram de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada a 12 meses.

A média da Euribor em setembro subiu 0,006 pontos para 2,027% a três meses e 0,018 pontos para 2,102% a seis meses.

Já a 12 meses, a média da Euribor avançou mais acentuadamente em setembro, designadamente 0,058 pontos para 2,172%.

Em 11 de setembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela segunda reunião de política monetária consecutiva, como antecipado pelos mercados e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 29 e 30 de outubro em Florença, Itália.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

02.10.2025

Europa negoceia em máximos com impulso das tecnológicas e retalho. Siemens pula 3%

Os principais índices europeus negoceiam em alta e seguem a renovar máximos, depois de ontem o índice de referência ter fixado um novo recorde, superando os valores atingidos pela última vez em março deste ano. As expectativas de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana avançe com mais cortes de juros durante este ano, à medida que se regista um abrandamento do mercado laboral, dão impulso ao sentimento dos investidores.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,76%, para os 568,92 pontos.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 1,28%, o espanhol IBEX 35 soma 0,18%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,39%, o francês CAC-40 avança 1,15%, o neerlandês AEX pula 1,31% e o britânico FTSE 100 ganha 0,04%.

O Stoxx 600 começou o quarto trimestre em alta, após ter oscilado num intervalo contido durante os últimos meses. O índice de referência já cresceu cerca de 12% este ano, ficando ainda aquém da valorização do índice de referência norte-americano, à medida que os investidores ainda mostram alguma cautela devido às tarifas impostas pelos EUA e as repercussões que podem daí advir para a economia da região.

"Na Europa, o otimismo também prevalece. O DAX tem vindo a registar ganhos nos últimos dias, impulsionado pela força das farmacêuticas, pelo bom desempenho do setor tecnológico e pela expetativa de políticas orçamentais mais flexíveis na Alemanha. O apetite por risco mantém-se elevado, apesar da fragilidade macroeconómica da região", refere Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, numa nota enviada ao Negócios.

"O foco dos investidores permanece nas expectativas de cortes de taxas por parte da Reserva Federal, reforçadas pela fraqueza recente nos indicadores do mercado de trabalho privado", acrescenta.

Além do Stoxx 600, o neerlandês AEX atingiu o seu primeiro recorde desde fevereiro, impulsionado pelos ganhos da gigante de chips ASML Holding, que segue a avançar mais de 4%. Isto numa altura em que a OpenAI anunciou novas parcerias com produtoras de semicondutores sul-coreanas e de ter concluído uma venda de ações que avalia agora a empresa de Sam Altman em cerca de , ultrapassando assim a SpaceX de Elon Musk.

Entre os setores, o tecnológico (+2,42%) lidera os ganhos, seguido de perto pelo automóvel (+2,37%). Já o setor das “utilities” (-0,76%) e o imobiliário (-0,08%) são os únicos a registar perdas neste momento.

Destaca-se ainda o setor do retalho, que ganha esta manhã mais de 1%, com várias empresas britânicas desta área a beneficiarem da notícia do Financial Times, que avançou que a chanceler Rachel Reeves poderá estar prestes a retirar estas empresas da faixa superior das taxas comerciais, devido às preocupações com a inflação dos alimentos. Nesta linha, entre outras cotadas do setor, a Tesco avança mais de 3%.

Entre os movimentos do mercado, a Siemens pula 3,09% depois de a Bloomberg ter noticiado que a empresa está a explorar a possibilidade de alienar grande parte da sua participação maioritária na Siemens Healthineers, especializada em tecnologia médica. Já a SAP, cotada mais valiosa da Europa, avança 1,36%, beneficiando do impulso do setor tecnológico e do sentimento positivo dos investidores em relação às apostas na inteligência artificial.

02.10.2025

Juros da dívida da Zona Euro agravam-se

As taxas de juro das dívidas soberanas europeias agravam em quase toda a linha esta quinta-feira, num mercado ainda atento ao e às perspetivas de política monetária da Reserva Federal.

Na Zona Euro, os juros das “bunds” alemãs a 10 anos, referência para o continente europeu, sobem 0,2 pontos-base para 2,712%. Já a dívida francesa alivia 0,2 pontos-base para 3,525%, enquanto em Itália a "yield" avança 0,4 pontos-base para 3,526%.

Em Espanha, os juros sobem 0,1 pontos-base para 3,249% e em Portugal registam um acréscimo de 0,3 pontos-base para 3,107%.

Fora da moeda única, a taxa de juro das “gilts” britânicas desce 0,4 pontos-base, situando-se em 4,690%.

02.10.2025

Dólar negoceia sem tendência definida com "traders" a avaliarem "shutdown" nos EUA

dólar

O dólar segue a negociar sem tendência definida, depois de ter invertido por momentos uma sequência de quatro dias de perdas, após o Supremo Tribunal dos EUA ter dito que ouviria argumentos em janeiro sobre a tentativa do Presidente Donald Trump de destituir a governadora da Fed Lisa Cook, que manterá, por enquanto, o seu cargo no banco central.

O índice do dólar – que mede a força da divisa norte-americana face às principais rivais – desvaloriza 0,11% para os 97,598 pontos.

A preocupação do mercado com a independência da Fed “passa agora para segundo plano nos próximos meses”, disse à Bloomberg Tony Sycamore, da IG.

Os “traders” estão a avaliar quanto tempo durará a paralisação do Governo dos EUA, e continuam à espera para perceber qual será o efeito deste “shutdown” sobre a divulgação de dados económicos e como isso poderá influenciar a tomada de decisões da Fed no que toca à política monetária. Isto numa altura em que o mercado laboral do lado de lá do Atlântico tem vindo a mostrar sinais de abrandamento.

A esta hora o dólar recua 0,01% para os 147,750 ienes.

Por cá, a moeda única valoriza 0,17% para os 1,175 dólares. Já a libra avança 0,13% para os 1,349 dólares. O dólar avança ainda 0,03% face à divisa japonesa para 147,12 ienes, mas perde 0,05% face à moeda suíça, negociando nos 0,7967 francos.

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02.10.2025

Ouro ganha terreno com "shutdown" nos EUA e apostas em cortes de juros pela Fed

ouro

O ouro segue a ganhar terreno esta manhã – após uma recuperação de cinco dias ter levado o "metal amarelo” a atingir recordes sucessivos –, com o início da paralisação do Governo dos EUA e as maiores apostas num corte nas taxas de juro pela Reserva Federal (Fed) norte-americana a impulsionarem a procura por ouro, após dados fracos sobre o emprego no setor privado.

O metal amarelo avança agora 0,13% para os 3.870,760 dólares por onça.

Os números dos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, que deveriam ser divulgados na sexta-feira, serão adiados devido à — fator que também aumenta o risco de pressão sobre o dólar. A situação do lado de lá do Atlântico está a aumentar a procura por ouro enquanto ativo-refúgio.

Já na linha da política monetária, os “traders” aumentaram as apostas de que a Fed reduzirá as taxas diretoras mais duas vezes este ano para apoiar um mercado de trabalho que mostra sinais de abrandamento e enfraquecimento. Com efeito, o “metal amarelo” tende a ter um melhor desempenho com taxas de juros mais baixas, por não render juros.

O metal precioso já subiu cerca de 47% este ano, colocando o ouro a caminho do maior ganho anual desde 1979.

02.10.2025

Petróleo com valorizações contidas. "Traders" aguardam por reunião da OPEP+

Petróleo.

Os preços do petróleo seguem a subir ligeiramente esta quinta-feira, após terem caído quase 7% nas três sessões anteriores, antes da reunião da OPEP+ que se realiza neste fim de semana e que, segundo os indicadores já apurados, levará a um novo aumento da produção de crude.

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – segue a valorizar 0,03% para os 61,80 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – soma a esta hora 0,05% para os 65,38 dólares por barril

Na quarta-feira, a Administração de Informação Energética dos EUA revelou que os "stocks” de petróleo bruto dos EUA aumentaram pela primeira vez em três semanas, enquanto os de gasolina tiveram o maior aumento desde junho.

A par disso, a produção das refinarias caiu. “O crescimento da procura é fraco, enquanto a oferta é abundante, apontando para um mercado com excesso de oferta até 2026”, disse à Bloomberg Priyanka Sachdeva, da corretora Phillip Nova.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados estão , quando o grupo se reunir este domingo, apesar das expectativas generalizadas de um excedente de oferta iminente, depois de este ano o cartel já ter aumentado a produção várias vezes.

Nesta linha, o terminal de exportação de petróleo de Ceyhan, na Turquia, deverá carregar a sua primeira carga de crude da região do Iraque desde 2023, após um acordo alcançado no mês passado para permitir a retomada dos fluxos de petróleo desta região, adicionando ainda mais "ouro negro" ao mercado.

02.10.2025

Depois de Europa e EUA, Ásia atinge máximos com impulso das tecnológicas

Os índices asiáticos fecharam em alta, depois de uma recuperação ter levado as principais praças nos EUA e na Europa a recordes, movimento seguido igualmente pela Ásia, que bateu máximos históricos na sessão desta quinta-feira. O setor tecnológico impulsionou o sentimento dos investidores, após o acordo da OpenAI com fabricantes de “chips” sul-coreanos ter reforçado o entusiasmo em torno da inteligência artificial. Já pela Europa - e depois de o Stoxx 600 ter ontem atingido máximos -, os futuros do Eurostoxx 50 avançam 0,50% e apontam para uma abertura em alta.

Entre os principais índices da região, pelo Japão, o Nikkei subiu 0,88% e o Topix cedeu 0,14%. Já o sul-coreano Kospi disparou 2,85% e superou o seu último máximo histórico. O Hang Seng de Hong Kong subiu 1,86%. Pela China continental, prossegue a Semana Dourada, que vai manter as bolsas do país fechadas até 8 de outubro para assinalar o Dia Nacional da China.

Entre os movimentos, a Samsung Electronics ganhou 4,36% e a SK Hynix saltou mais de 10%.

Sam Altman, CEO da OpenAI, assinou uma carta de intenções na quarta-feira para recrutar estas duas empresas sul-coreanas para o seu projeto de construção de um centro de dados, um empreendimento global que envolve os maiores players do setor, que vão da Nvidia à Oracle.

A OpenAI também concluiu uma venda de ações tendo conseguido uma avaliação recorde de 500 mil milhões de dólares, elevando a dona do ChatGPT à posição de startup mais valiosa do mundo.

Assim, os investidores pareceram ignorar, para já, o impasse político em Washington, que , fator que ameaça obstruir dados económicos cruciais.

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