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Europa termina sessão mista. Stoxx 600 fecha terceiro mês consecutivo de ganhos

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta segunda-feira.

bolsas mercados Europa DAX
bolsas mercados Europa DAX Bloomberg
31 de Julho de 2023 às 17:51
Europa aponta para o vermelho. Ásia pinta-se de verde

Os principais índices europeus estão a apontar para uma abertura no vermelho, com os investidores a permanecerem focados nas contas das empresas relativas ao primeiro semestre do ano.

Ao mesmo tempo, a política monetária levada a cabo pelos bancos centrais continua a centrar atenções. Isto, depois de a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, ter revelado, em entrevista ao Le Figaro, que uma possível pausa na subida dos juros diretores poderá ser seguida por um aumento, ressalvando que essa decisão ainda não está tomada relativamente à reunião de política monetária de setembro.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 recuam 0,4%.

Na Ásia, a negociação fez-se de verde, com o "benchmark" da região, o MSCI Asia Pacific, a caminho do melhor fecho desde abril de 2022, com as praças chinesas e japonesas a liderarem os ganhos.

Os ganhos na China foram motivados por perspetivas cada vez maiores de que o governo do país esteja decidido a intervir na economia por forma a colmatar a mais lenta recuperação económica pós-pandemia, face ao que era esperado no mercado.

Já no Japão, a subida foi sustentada por uma subida do iene, após uma operação de compra de obrigações não agendada por parte do Banco do Japão, depois de um ajuste à sua política de controlo das "yields" na sexta-feira.

No Japão, o Nikkei subiu 1,2% enquanto o Topix valorizou 1%. Pela China, Hong Kong somou 1,5% e Xangai avançou 0,4%. Na Coreia do Sul, o Kospi valorizou 0,8%.

Petróleo recua, mas caminha para melhor mês em mais de um ano
Petróleo recua, mas caminha para melhor mês em mais de um ano

O petróleo está a negociar ligeiramente em baixa no último dia de negociação do mês, estando, no entanto, a caminho do maior ganho mensal em mais do ano, com os sinais de aumento da procura a materializarem-se nos preços do "ouro negro".

"Aumento recorde da procura e cortes da produção por parte da Arábia Saudita" têm renovado a subida dos preços do petróleo, escreveram analistas do Goldman Sachs numa nota vista pela Bloomberg, que reafirmou as perspetivas do Brent nos 86 dólares em dezembro.

"O mercado abandonou o pessimismo relativamente ao crescimento da economia", concluem.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, cede 0,19% para 80,43 dólares por barril. Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,49% para 84,57 dólares.

Ouro recua pressionado por dados económicos mistos nos EUA
Ouro recua pressionado por dados económicos mistos nos EUA

O ouro está a negociar em baixa, pressionado por dados mistos, que vão dificultando as perspetivas para as próximas decisões de política monetária da Reserva Federal norte-americana.

Um conjunto de indicadores como a inflação e o custo do trabalho mostraram sinais de abrandamento na semana passada, mesmo numa altura em que o crescimento económico subiu nos Estados Unidos no segundo trimestre do ano.

O metal amarelo recua 0,24% para 1.954,71 dólares por onça.

Euro inalterado face ao dólar. Iene dá continuidade às perdas
Euro inalterado face ao dólar. Iene dá continuidade às perdas

O euro está a negociar praticamente inalterado face ao dólar, numa altura em que a negociação se vai fazendo sem catalisadores de ambas as partes. Os investidores vão avaliando os indicadores económicos que permitirão compreender o caminho a seguir pelos bancos centrais.

A moeda única europeia avança 0,04% para 1,1018 dólares. Já o índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da nota verde contra um cabaz de divisas – soma 0,14% para 101,701 pontos.

No mercado cambial o foco está também no iene, depois do Banco do Japão ter realizado na sexta-feira um ajuste à sua política de controlo das "yields", tornando-a mais flexível. Os investidores vão tentando compreender o impacto desta decisão na moeda nipónica.

O iene desce 0,68% para 0,007 dólares.

Juros agravam-se na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se, com os investidores a reagirem a uma entrevista ao Le Figaro da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, que afirmou que uma subida das taxas de juro é possível, mesmo após uma pausa no ciclo de aumento de juros.

A "yield" das Bunds alemãs com maturidade a dez anos, referência para a região, sobe 3,2 pontos base para 2,520%, enquanto os juros da dívida pública italiana crescem 2,2 pontos base para 4,126%.

Os juros da dívida portuguesa com a mesma maturidade agravam-se 3,6 pontos base para 3,211%, ao passo que os juros da dívida francesa somam 3,2 pontos base para 3,060% e os da dívida espanhola crescem 3 pontos base para 3,535%.

Fora da Zona Euro, as rendibilidades da dívida britânica a dez anos agravam-se 3,5 pontos base para 4,351%.

Europa abre no vermelho com atenções centradas na inflação. Milão e Lisboa em contraciclo
Europa abre no vermelho com atenções centradas na inflação. Milão e Lisboa em contraciclo

Os principais índices europeus abriram a primeira sessão da semana a negociar em terreno negativo, com os investidores a aguardarem a divulgação da inflação na Zona Euro relativa a julho, que deverá ter desacelerado, dando força às perspetivas de que o Banco Central Europeu irá manter as taxas de juro diretoras inalteradas.

O índice de referência da região, Stoxx 600, recua 0,12% nos 470,21 pontos. O setor é o que mais penaliza o "benchmark", ao cair quase 1%. Ainda a registar estão setores como as telecomunicações, tecnologia e serviços financeiros que perdem pouco menos de 0,5%.

Entre os principais movimentos de mercado, a Heineken desce 4,98%, depois do segundo maior fabricante mundial de cerveja ter cortado o seu volume de produção para o segundo semestre deste ano, com a desaceleração económica a penalizar os seus resultados mais do que o esperado.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax cede 0,13%, o francês CAC-40 desliza 0,01%, o britânico FTSE 100 perde 0,18% e o espanhol IBEX 35 cai 0,31%. Em Amesterdão, o AEX regista um decréscimo de 0,57%.

Em contraciclo, o italiano FTSEMIB soma 0,18%, ao passo que o lisboeta PSI sobe 0,16%.

Euribor caem a três, seis e 12 meses, mas médias de julho voltam a subir face a junho

As taxas Euribor desceram hoje a três, a seis e a 12 meses face a sexta-feira, enquanto as taxas médias mensais voltaram a subir em julho nos três prazos.

As taxas médias das Euribor subiram para 3,672% a três meses, 3,942% a seis meses e 4,149% a 12 meses em julho, ou seja mais 0,136 pontos percentuais, 0,117 pontos e 0,142 pontos percentuais face a junho, respetivamente.

A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje para 4,064, menos 0,047 pontos, depois de ter subido até 4,193% em 07 de julho, um novo máximo desde novembro de 2008.

Segundo dados referentes a maio de 2023 do Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses representava 40,3% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a seis e a três meses representava 34,4% e 22,8%, respetivamente.

A média da taxa Euribor a 12 meses avançou de 4,007% em junho para 4,149% em julho, mais 0,142 pontos.

No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 07 de julho de 2022, também desceu hoje, ao ser fixada em 3,929%, menos 0,029 pontos do que na sexta-feira e contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,972%, verificado em 21 de julho.

A média da Euribor a seis meses subiu de 3,825% em junho para 3,942% em julho, mais 0,117 pontos.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses recuou hoje, para 3,715%, menos 0,010 pontos, depois de ter atingido um novo máximo desde novembro de 2008, de 3,725%, em 28 de julho.

A média da Euribor a três meses subiu de 3,536% em junho para 3,672% em julho, ou seja, um acréscimo de 0,136 pontos percentuais.

As Euribor começaram a subir mais significativamente a partir de 04 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na mais recente reunião de política monetária, realizada em 27 de julho, o BCE voltou a subir os juros, pela nona sessão consecutiva, em 25 pontos base - tal como em 15 de junho e 04 de maio -, acréscimo inferior ao de 50 pontos base efetuado em 16 de março, em 02 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas.

Antes, em 27 de outubro e em 08 de setembro, as taxas diretoras subiram em 75 pontos base. Em 21 de julho de 2022, o BCE tinha aumentado, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 14 de setembro.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

*Lusa

Wall Street arranca mista com investidores a mostrarem menor apetite pelo risco

As bolsas norte-americanas abriram mistas, embora com ganhos e perdas pouco expressivas, num dia em que os investidores mostram um menor apetite pelo risco. Isto depois de os três índices terem fechado a última sexta-feira com ganhos, impulsionados por um recuo do índice de despesas de consumo (PCE), indicador preferido da Fed para medir a inflação, em junho.

O índice de referência S&P 500 sobe 0,08% para 4.585,87 pontos, o industrial Dow Jones cede 0,02% para 35.452,17 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite soma 0,15% para 14.338,15 pontos.

Os investidores assistem ao arranque de mais uma semana recheada de contas. Serão conhecidos esta semana os resultados de gigantes como a Apple e a Amazon, na quinta-feira. Além destas, também empresas como a Qualcomm, a Paypal e Pfizer mostram as contas do último trimestre.

Além da "earnings season", o mercado irá também estar atento a dados económicos, como o número de novos pedidos de desemprego, na sexta-feira, na expectativa de obter pistas sobre os próximos passos em termos de política monetária. Isto depois de na quarta-feira a Reserva Federal (Fed) norte-americana ter aumentado a taxa dos fundos federais em 25 pontos base para um intervalo entre 5,25% e 5,5% - valores máximos de 22 anos.

Ouro inverte tendência e valoriza ligeiramente
Ouro inverte tendência e valoriza ligeiramente

O ouro está a inverter a tendência desta manhã e a valorizar ligeiramente, caminhando para o melhor mês dos últimos quatro, numa altura em que os responsáveis dos bancos centrais têm adotado uma postura de maior cautela relativamente às decisões futuras de política monetária.

O metal amarelo avança 0,26% para 1.964,6 dólares por onça, apontando para uma valorização de 2,1% em julho, a mais elevada desde março.

"Mantemos um cenário positivo para o ouro, porque existe o risco de uma recessão, e a expectativa de que os bancos centrais vão ser mais 'dovish' no próximo ano é o maior catalisador a apoiar os preços do ouro", afirmou o analista Carlo Alberto De Casa, da Kinesis Money, à Bloomberg.

PIB superior ao esperado e inflação a abrandar na Zona Euro dão ganhos ao euro
PIB superior ao esperado e inflação a abrandar na Zona Euro dão ganhos ao euro

O euro está a valorizar face ao dólar, após ter sido conhecido o crescimento económico na Zona Euro, de 0,3% no segundo trimestre, acima do que era esperado pelo mercado. Hoje foi também divulgada a inflação de julho, que abrandou pelo terceiro mês para 5,3% em julho.

A moeda única europeia avança 0,17% para 1,1035 dólares. Já o índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da nota verde contra um cabaz de divisas – soma 0,1% para 101,719 pontos.

O dólar segue a caminho de um saldo semanal negativo face às principais divisas rivais, na expectativa de que a subida de juros diretores pela Reserva Federal na semana passada possa ser a última do atual ciclo de política monetária.

Petróleo valoriza e caminha para melhor mês em mais de um ano
Petróleo valoriza e caminha para melhor mês em mais de um ano

O petróleo está a valorizar esta segunda-feira e a caminho de fechar o maior ganho mensal em mais de um ano. A dar força ao ouro negro estão sinais de que a oferta está a encolher.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,89% para 81,30 dólares por barril, enquanto o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, soma 0,60% para 85,50 dólares por barril.

Desde o início de julho, o WTI valorizou 15,16% e o Brent do Mar do Norte somou 14,17%.

"O mercado abandonou o crescimento pessimista", afirmaram os analistas do Goldman Sachs, em declarações à Bloomberg, justificando esta tendência com níveis de procura elevados e um corte do fornecimento por parte da Arábia Saudita - que decidiu, unilateralmente, cortar a produção em um milhão de barris/dia.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) elevou em meados de julho a sua previsão para a procura mundial de petróleo este ano. "A procura mundial de petróleo deverá crescer 2,4 milhões de barris por dia em 2023, depois de uma revisão em alta de cerca de 0,1 milhões de barris por dia em relação ao mês passado, principalmente devido a uma procura mais forte na China no segundo trimestre", afirmou a OPEP no seu relatório mensal sobre o mercado petrolífero. As estimativas da OPEP, que situam a procura total em 2023 em 102 milhões de barris por dia, contrastam com as da Agência Internacional da Energia, que reviu em baixa a sua previsão para a procura mundial de petróleo este ano, devido a expectativas económicas mais baixas, nomeadamente uma menor atividade industrial na Europa.

Desde o início de julho, o WTI valorizou 15,16% e o Brent do Mar do Norte somou 14,17%.

"O mercado abandonou o crescimento pessimista", afirmaram os analistas do Goldman Sachs, em declarações à Bloomberg, justificando esta tendência com níveis de procura elevados e um corte do fornecimento por parte da Arábia Saudita - que decidiu, unilateralmente, cortar a produção em um milhão de barris/dia.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) elevou em meados de julho a sua previsão para a procura mundial de petróleo este ano. "A procura mundial de petróleo deverá crescer 2,4 milhões de barris por dia em 2023, depois de uma revisão em alta de cerca de 0,1 milhões de barris por dia em relação ao mês passado, principalmente devido a uma procura mais forte na China no segundo trimestre", afirmou a OPEP no seu relatório mensal sobre o mercado petrolífero. As estimativas da OPEP, que situam a procura total em 2023 em 102 milhões de barris por dia, contrastam com as da Agência Internacional da Energia, que reviu em baixa a sua previsão para a procura mundial de petróleo este ano, devido a expectativas económicas mais baixas, nomeadamente uma menor atividade industrial na Europa.

Juros aliviaram na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro aliviaram, o que significa uma maior aposta dos investidores nas obrigações - que são vistas como um ativo mais seguro. Isto numa altura em que se observa um menor apetite pelo risco.

Os juros da dívida portuguesa com maturidade a dez anos desceram 0,6 pontos base para 3,169% e a "yield" das Bunds alemãs com o mesmo prazo, referência para a região, cedeu 0,2 pontos base para 2,487%.

Os juros da dívida pública francesa aliviaram 0,8 pontos base para 3,020% e os juros da dívida italiana cederam 1,3 pontos base para 4,090%. Já os juros da dívida espanhola mantiveram-se inalterados nos 3,505%.

Fora da Zona Euro, os juros da dívida soberana britânica desceram 1,4 pontos base para 4,301%.

Europa termina sessão mista. Stoxx 600 fecha terceiro mês consecutivo de ganhos

As bolsas europeias fecharam mistas, num dia que os investidores avaliam a possibilidade de as taxas de juro atingirem em breve o pico, assim como os resultados trimestrais abaixo do esperado.

O Stoxx 600, referência para a região, valorizou 0,12% para 471,35 pontos e fechou o terceiro mês consecutivo de ganhos, tendo avançado 2,25% em julho. Dos 20 setores que compõem o índice, o do petróleo & gás e o dos recursos naturais foram os que mais subiram (1,23% e 1,14%, respetivamente), enquanto o do alimentar e o das telecomunicações foram os que mais recuaram (-1,36% e -1,14%, repetivamente).

Entre as principais movimentações, a Heineken caiu 7,97% para os 89,14 euros por ação, no dia em que a empresa anunciou que viu os lucros recuarem 8,6% nos primeiros seis meses do ano. Além disso, a fabricante de cerveja reviu em baixa as previsões de receitas para o ano, devido a um consumo mais fraco.

A taxa de inflação na Zona Euro abrandou para 5,3% em julho, de acordo com a estimativa rápida divulgada esta segunda-feira pelo Eurostat. Na última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), a 27 de julho, a presidente da autoridade monetária, Christine Lagarde, deixou claro que as próximas decisões de política monetária "vão garantir que as taxas de juro diretoras serão colocadas em níveis suficientemente restritivos durante o tempo que for necessário" e reforçou que o BCE vai continuar a adotar uma abordagem dependente dos dados" económicos. Pelo que este recuo da inflação, o terceiro consecutivo, terá impacto no momento de decidir os próximos passos.

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