Europa no vermelho apesar de alívio da inflação. Juros aliviam e petróleo sobe
Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta terça-feira.
- Europa aponta para queda ligeira. Ásia maioritariamente no verde
- Petróleo ganha ligeiramente e segue perto de máximos de dois meses
- Ouro ligeiramente em queda. Investidores atentam na participação de Powell no Fórum BCE em Sintra
- Dólar avança ligeiramente após alcançar máximos de 38 anos face ao iene
- Juros sem tendência definida em dia de desemprego e inflação na Zona Euro
- Europa em queda. Investidores atentam em dados económicos e eleições
- Wall Street sem tendência definida. Tesla pula mais de 5% com vendas acima do esperado
- Petróleo sobe com boas perspetivas para a procura
- Ouro recua com incertezas sobre o futuro da política monetária
- Euro avança ligeiramente com Lagarde a prever caminho "acidentando" para a inflação
- Juros aliviam na Europa
- Europa no vermelho apesar de alívio da inflação
Os principais índices europeus estão a apontar para um início de sessão em terreno negativo, com os investidores a posicionarem-se para uma leitura da inflação e do desemprego na Zona Euro que será conhecida esta terça-feira.
Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 recuam 0,22%.
Na Ásia, a negociação vai-se fazendo maioritariamente em alta, com os índices em Hong Kong a comandarem os ganhos depois de um feriado, juntamente com as bolsas japonesas.
O índice agregador da região, o MSCI Asia Pacific, valoriza 0,4%, estando a negociar em máximos de finais de maio. Também o japonês Topix está perto de máximos históricos.
A centrar atenções está a possibilidade de novas medidas de estímulo na China, antes de uma reunião de líderes em Pequim. Isto depois de os últimos dados terem mostrado que a recuperação económica na China segue irregular.
Ainda assim, pela China, o Shanghai Composite desliza 0,012%. No Japão, o Nikkei soma 1,12% e o Topix ganha 1,15%, enquanto na Coreia do Sul, o Kospi recua 0,71%.
Os preços do petróleo estão a negociar ligeiramente em alta esta terça-feira, perto de máximos de dois meses alcançado na sessão de ontem, à boleia de expectativas de um aumento da procura de combustíveis na "driving season" de verão - quando os norte-americanos se fazem à estrada devido a feriados - e da possibilidade de a Reserva Federal poder vir a cortar juros.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, soma 0,13% para 83,49 dólares por barril. Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 0,23% para 86,8 dólares por barril.
A movimentação dos preço do petróleo "parece ser mais motivada pelo medo e pelo sentimento do que pelos fundamentais", afirmou à Reuters Vandana Hari, analista da Vanda Insights, apontando para as perspectivas da procura de combustíveis no verão, a maior probabilidade de um conflito entre Israel e o Irão e o furacão Beryl.
Os preços do ouro estão a negociar ligeiramente em baixa, pressionados por alguma força do dólar durante a sessão asiática.
O metal amarelo cede 0,06% para 2.330,55 dólares por onça.
Para o ouro sair do intervalo de negociação atual, o mercado precisa de mais dados económicos que apontem para uma maior possibilidade de um corte de juros pela Fed em setembro, explicou à Reuters o analista da Oanda, Kelvin Wong.
Esta terça-feira os investidores viram atenções para a participação de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal, num painel no Fórum BCE, em Sintra, juntamente com a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, e o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto.
O dólar está a negociar em alta face ao iene e contra as principais divisas rivais, embora com ganhos muito ligeiros, depois de esta madrugada ter atingido máximos de 38 anos contra o iene, depois de um agravamento das "yields" do tesouro norte-americano face a um cenário de vitória de Donald Trump nas próximas eleições.
O dólar soma 0,14% para 161,68 ienes, depois de ter chegado a negociar nos 161,745 ienes, um valor que não era visto desde dezembro de 1986.
Já face à moeda única europeia a divisa norte-americana soma 0,13% para 0,9323 euros. Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da moeda norte-americana face a 10 divisas rivais – avança 0,01% para 105,91 dólares. "Os investidores em obrigações estão atentos às crescentes probabilidades de Trump assumir a Casa Branca, e o mercado sente que o Trump 2.0 será inflacionista", avaliou à Reuters Chris Weston, responsável de "research" da Pepperstone.
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão a negociar sem tendência definida esta terça-feira, numa altura em que os investidores se centram numa leitura da inflação e do desemprego na Zona Euro e União Europeia, relativa a junho, que será conhecida hoje.
Ainda a centrar atenções estará o Fórum BCE que se realiza em Sintra e que terá hoje um painel com a presença da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal e do presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto.
Esta segunda-feira Lagarde alertou que o trabalho do banco central "não está terminado" e que é necessário permanecer "vigilante".
A "yield" da dívida pública portuguesa com maturidade a dez anos recua 0,5 pontos base para 3,274% e a da dívida espanhola cede 0,8 para 3,459%.
Já a "yield" das Bunds alemãs com o mesmo prazo, de referência para a região, alivia 2,6 pontos para 2,576%.
A "yield" da dívida francesa, por sua vez, perde 0,6 pontos base para 3,338%. Já a rendibilidade da dívida italiana com a mesma maturidade agrava-se 0,9 pontos base para 4,112%.
Fora da Zona Euro, os juros das Gilts britânicas, com prazo a dez anos, aliviam 2,3 pontos base para 4,257%.
Os principais índices europeus estão a negociar em terreno negativo esta terça-feira, antes de ser conhecida a inflação e o desemprego de junho na Zona Euro.
Ao mesmo tempo, aumenta o potencial de maior volatilidade antes de os cidadãos franceses irem às urnas para a segunda volta das eleições legislativas. Também no Reino Unido se realizam eleições na quinta-feira, mas os principais índices têm estado contidos e o FTSE 100 segue perto de máximos históricos.
O índice de referência europeu, Stoxx 600, perde 0,74% para 509,23 pontos, com o setor mineiro, do retalho e automóvel a desvalorizarem mais de 1%. Por outro lado, o de petróleo e gás é o único que segue em alta, a valorizar muito ligeiramente (0,04%).
Entre os principais movimentos a Sodexo perde 5,08%, depois de ter revelado a receita do terceiro trimestre fiscal que ficou abaixo das estimativas dos analistas. Já a HelloFresh pula 15,63%, após o JPMorgan ter revelado que os dados mais recentes apontam para uma estabilização do segmento de negócio nos Estados Unidos.
Uma "situação macroeconómica sólida deverá ajudar os mercados a equilibrar o risco político com os fundamentaiss positivos", descreveu à Bloomberg Florian Ielpo, analista de macroeconomia da Lombard Odier Investment Managers.
"Onde espero que a volatilidade volte a aumentar é nas obrigações - uma vez que estas eleições exigem que os investidores equilibrem elementos fiscais complexos, o que deverá ter um impacto primário nas obrigações antes das ações", acrescentou.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax cede 0,75%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,97%, o italiano FTSEMIB recua 0,73%, o britânico FTSE 100 perde 0,67% e o espanhol IBEX 35 cai 1,41%. Em Amesterdão, o AEX regista um decréscimo de 0,72%.
Os principais índices em Wall Street abriram sem tendência definida esta terça-feira, praticamente inalterados entre ganhos e perdas ligeiras, com as "megacaps" - empresas com maior capitalização bolsista, sem rumo depois de uma sessão positiva ontem.
Os investidores centram-se a esta hora na participação de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal, num painel no Fórum BCE, em Sintra, juntamente com a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde e do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto.
O índice industrial Dow Jones cede 0,12% para 39.121,17 pontos, enquanto o S&P 500 cede 0,04% para 5.472,87 pontos. Já o Nasdaq Composite recua 0,08% para 17.894,27 pontos.
Entre os principais movimentos de mercado está a Tesla, que registou pelo segundo trimestre consecutivo uma redução nas vendas para 440 mil, sendo a primeira vez na sua histórica que regista uma declínio consecutivo das vendas em termos homólogos.
No entanto, o facto de a queda ser melhor do que o esperado, que rondava os 438 mil, e o facto de a empresa ter mantido o lugar cimeiro como maior fabricante de automóveis elétricos do mundo parece estar a gerar otimismo.
A cotada ganha 5,45% para 221,3 dólares, avançando para a sexta sessão de ganhos consecutiva, contrariando assim a tendência de queda que tem registado em 2024 e que já levou a companhia liderada por Elon Musk a desvalorizar mais de 15% este ano.
Ainda entre os principais movimentos de mercado está a Paramount Global que avança mais de 3%, depois de terem sido divulgadas notícias que dão conta que a gigante do cinema está em conversações para uma potencial fusão. Uma das partes envolvidas é a Warner Bros Discovery, de acordo com a CNBC.
As cotações do "ouro negro" seguem a ganhar terreno nos principais mercados internacionais, a negociarem em máximos de dois meses, dada a expectativa de um aumento da procura na chamada "driving season", que traz habitualmente mais carros para as estradas devido às férias de verão.
A sustentar os preços estão também os receios de perturbações da oferta devido ao furacão Beryl.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, segue a somar 1,01% para 84,22 dólares por barril, o valor mais alto desde 26 de abril.
Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 0,87% para 87,35 dólares – máximos de 30 de abril.
Os preços do ouro estão a negociar em baixa, numa altura em que os investidores continuam à procura de pistas sobre o futuro da política monetária, tanto em discursos de membros da Reserva Federal (Fed) norte-americana, como em novos dados económicos que vão ser lançados durante a semana.
O presidente do banco central dos EUA vai discursar hoje num painel no Fórum BCE, em Sintra, e os "traders" vão estar atentos para saber se a narrativa utilizada por Jerome Powell será mais "hawkish" ou "dovish" - e se há esperança para, pelo menos, dois cortes nas taxas de juro ainda este ano. O ouro desvaloriza, assim, 0,30% para 2.325,01 dólares por onça. O "metal amarelo" iniciou o terceiro trimestre do ano a negociar num intervalo mais limitado do que nos dois trimestres anteriores. Para sair deste intervalo de negociação, o mercado precisa de mais dados económicos que apontem para uma maior possibilidade de um corte de juros pela Fed já em setembro, explicou à Reuters um analista da Oanda, Kelvin Wong.
O ouro desvaloriza, assim, 0,30% para 2.325,01 dólares por onça. O "metal amarelo" iniciou o terceiro trimestre do ano a negociar num intervalo mais limitado do que nos dois trimestres anteriores. Para sair deste intervalo de negociação, o mercado precisa de mais dados económicos que apontem para uma maior possibilidade de um corte de juros pela Fed já em setembro, explicou à Reuters um analista da Oanda, Kelvin Wong.
O euro está a avançar ligeiramente face ao dólar nesta terça-feira, numa altura em que a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, prevê um caminho "acidentado" para a política monetária da Zona Euro.
A moeda comum valoriza 0,05% para 1,0742 dólares. A divisa norte-americana está a perder força em relação às suas principais concorrentes esta terça-feira, com o índice do dolar a recuar 0,15% para 105,74 pontos. Depois de ter atingido máximos de 38 anos contra a divisa nipónica durante esta madrugada, o dólar encontra-se neste momento a recuar 0,02% para 161,420 ienes. Já em relação à libra, as perdas são muito mais acentuadas. A moeda inglesa está a negociar em alta contra as suas principais rivais e regista ganhos de 0,22% para 1,2678 dólares e 0,26% para 1,1808 euros, depois de ter negociado perto de mínimos de dois meses durante a madrugada desta terça-feira.
Depois de ter atingido máximos de 38 anos contra a divisa nipónica durante esta madrugada, o dólar encontra-se neste momento a recuar 0,02% para 161,420 ienes.
Numa sessão em que as bolsas europeias negociaram em baixa, os investidores privilegiaram ativos mais seguros, como é o caso das obrigações soberanas – e a maior aposta na dívida faz descer os juros, cenário que hoje se verificou de novo na Zona Euro.
Os juros da dívida portuguesa a 10 anos fecharam a ceder 3,4 pontos base para 3,245%, ao passo que em França, no mesmo vencimento, recuaram 3,1 pontos base para se fixarem em 3,313%.
Por seu lado, as "yields" das Bunds alemãs a 10 anos, referência para a Europa, aliviaram 0,4 pontos base para 2,598%.
Em Espanha, também no vencimento a 10 anos, os juros deslizaram 2,9 pontos base, para 3,439%,.
Fora da Zona Euro, a rendibilidade das Gilts britânicas, também com a maturidade a 10 anos, caiu 3,4 pontos base para 4,247%.
Os principais índices europeus encerraram em terreno negativo nesta terça feira, numa altura em que novos dados económicos apontam para uma inflação em ligeira queda.
A inflação na Zona Euro terá caído para 2,5% em junho, segundo a estimativa rápida do Eurostat, em termos homólogos. O valor estimado é, assim, uma décima inferior ao registado em maio. Apesar da queda no índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC), a inflação no setor dos serviços continua elevada, mantendo-se nos 4,1% registados no mês anterior.
Para Christine Lagarde, a evolução da inflação em junho foi "positiva", mas a presidente do Banco Central Europeu (BCE) deixou novamente o aviso de que o caminho para a diminuição dos preços e, consequentemente, das taxas de juro será "acidentado". Por sua vez, o presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana reconheceu que serão necessários mais dados para começar a aliviar a política monetária do país, mas desdramatizou a persistência da inflação no setor dos serviços.
O índice de referência europeu, Stoxx 600, perdeu 0,42% para 510,91 pontos. Os setores dos seguros e da banca foram os que mais perderam durante esta sessão, registando quedas de 1,64% e 1,02%, respetivamente. Do outro lado da tabela, o setor do "oil&gas" foi o que mais subiu, embora com ganhos menos expressivos (0,67%).
Entre as principais movimentações de mercado, a Beazley pressionou o setor dos seguros ao cair 4,84% para 6,53 libras. A empresa está a ser prejudicada pelos estragos do furacão Beryl nas Caraíbas. Por sua vez, a Michelin caiu 3,10% para 34,98 euros, depois de os analistas terem diminuído as expetativas de produção da fabricante de pneus até ao final do ano.
A nível dos índices regionais, o parisiense CAC-40 inverteu a tendência positiva registada na sessão anterior e caiu 0,30%, enquanto o londrino FTSE 100 deslizou 0,56%. Os dois países enfrentam grande incerteza política, com eleições legislativas a realizarem-se esta semana. Enquanto a França vai a uma segunda ronda de votos no domingo, onde a extrema-direita está perto de alcançar o poder, o Reino Unido vai às urnas já na quinta-feira e as sondagens apontam para uma viragem política, que favorece o Partido Trabalhista.
Entre as restantes praças europeias, o alemão Dax cedeu 0,69%, o italiano FTSEMIB recuou 0,70% e o espanhol IBEX 35 caiu 1,30%. Em contracilo, Amesterdão registou uma valorização de 0,17%.
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