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Ao minuto12.07.2022

Dólar muito perto da paridade com o euro. Ouro quase em mínimos de nove meses. Europa mista.

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados esta terça-feira.

Os primeiros encontros presenciais com investidores estão a ser usados pelos gestores para atualizar estimativas e acalmar os receios sobre o impacto da guerra no mercado financeiro.
Kai Pfaffenbach/Reuters
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12.07.2022

Europa fecha mista com banca espanhola derrubada por "imposto Sánchez"

A Europa terminou a sessão de forma mista, numa altura em que os investidores se preparam para a próxima época de resultados, com a queda do petróleo a conseguir silenciar os receios sobre um possível aumento da inflação.

 

O "benchmark" europeu, o Stoxx 600, terminou o dia a ganhar 0,49% para 417,04 pontos. Dos 20 setores que compõe o índice, retalho e serviços financeiros comandaram os ganhos, enquanto o setor da energia liderou as perdas, à boleia da queda da cotação do petróleo.

 

Nas restantes praças europeias, o espanhol IBEX caiu 0,62%, o alemão DAX subiu 0,57% e o francês CAC 40 valorizou 0,80%. Londres acumulou 0,185, Amesterdão somou 0,23% enquanto Milão derrapou 0,38%. Lisboa registou a queda mais expressiva, tendo desvalorizado 1,34%.

 

Entre os principais movimentos de mercado é de destacar a queda das ações dos principais bancos espanhóis: o grupo Santander caiu 3,15%, o BBVA mergulhou 3,17% e o CaixaBank tombou 8,83%. Este tombo ocorre horas depois de o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez ter anunciado um novo imposto "sobre as grandes instituições financeiras do país".

 

Por outro lado, a Électricité de France subiu 5,96%, renovando máximos de dezembro do ano passado, impulsionado pela notícia de que o governo francês está disposto a pagar mais de 8 mil milhões de euros pelo controlo total da companhia.

 

"O foco principal agora [prende-se] com as preocupações sobre uma possível recessão e é isso que o mercado está a tentar incoporar nos preços das ações", comentou Maria Nicola, gestora de portfólio na PineBridge Investments, citada pela Bloomberg.

12.07.2022

Yield da dívida nacional cai para mínimos de mais de um mês

 Os juros estão a aliviar de forma expressiva na Zona Euro.

 

A yield das "bunds" alemãs a dez anos – "benckmark" para o mercado europeu – alivia 11,4 pontos base 1,125%. Desde o passado dia 5 de maio que os juros da dívida alemã estão acima de 1%.

 

Por sua vez, a yield da dívida francesa com a mesma maturidade subtrai 12,9 pontos base para 1,724%, enquanto os juros das obrigações italianas perdem 10,4 pontos base para 3,095%.

 

Na Península Ibérica, a yield da dívida portuguesa a dez anos cai 10 pontos base para 2,218% o valor mais baixo da yield desde o passado dia 31 de maio. Já os juros da dívida espanhola a dez anos perdem 11,5 pontos base para 2,212%.

12.07.2022

Euro a valer 1,00003 dólares com volatilidade em máximos desde o início da pandemia

Para os analistas “é uma questão de tempo” até que o euro fique em paridade com a nota verde, havendo mesmo quem defenda uma queda abaixo deste nível já esta semana.

O euro caiu para o nível mais baixo desde dezembro de 2002 contra a nota verde,  mais concretamente para 1,00003 dólares, tendo entretanto aliviado para 1,0051 dólares. A moeda única está assim a um passo muito pequeno de entrar na paridade unitária com a nota verde, numa altura em que já há analistas que até antecipam uma queda abaixo desta fasquia.

 

O nervosismo domina o mercado cambial, tendo o indicador da Bloomberg que mede a volatilidade mensal do euro tocado em 12,56%, o mais alto nível desde março de 2020, altura em começou a pandemia em Portugal.

 

No acumulado do ano, o euro tomba 12% face ao dólar, tendo esta queda sido agravada pela diferença de velocidades entre a Reserva Federal norte-americana (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE) na subida das taxas de juro e pela crise energética provocada pela guerra na Ucrânia.

 

"A tempestade perfeita está a formar-se. No pior dos cenários, o euro pode valer 0,94 dólares, já que uma recessão iminente pode retrair a dimensão da subida das taxas de juro do BCE", alertou Luc Luet, estratega da Pctet Wealth Management, numa nota de "research" citada pela Bloomberg.

 

Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da "nota verde" contra dez divisas rivais – negoceia na linha de água (0,01%) face a ontem, nos 108,0350 pontos.

12.07.2022

Ouro perto de mínimos de nove meses penalizado pelo "rally" do dólar

O ouro negoceia perto do nível mais baixo em nove meses, penalizado pela subida do dólar que torna as matérias-primas denominadas na "nota verde" mais caras para os investidores.

 

O metal amarelo desvaloriza 0,24% para 1.729,73 dólares por onça, depois de ter caído para 1.723,32 dólares por onça, o valor intradiário mais baixo desde o passado dia 30 de setembro. Prata, platina e paládio seguem esta tendência negativa.

 

Este movimento ocorre dias antes de serem divulgados os números da inflação em junho nos EUA, um indicador que poderá dar sinais sobre o endurecimento futuro (ou não) da política monetária da Reserva Federal (Fed). O ouro viveu uma montanha russa este ano, tendo a guerra na Ucrânia estimulado um "rally" do metal amarelo que esteve perto de alcançar um novo recorde.

 

Entretanto, o cenário de inflação e de política monetária "falcão" acabaram por valorizar o dólar, que só este mês já subiu 2%, acabando por diminuir o apetite dos investidores pelo "rei" dos metais. Além disso, nas últimas semanas, as participações em fundos correlacionados com o metal amarelo.

12.07.2022

Petróleo cai abaixo dos 100 dólares por barril em Nova Iorque

Os preços do "ouro negro" seguem em terreno negativo, a cair mais de 6%. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, perde 6,63% e está agora abaixo dos 100 dólares por barril (97,19 dólares).

 

Já em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, perde 6,32%, mas ainda fica ligeiramente acima dos 100 dólares por barril (100,33 dólares por barril). 

 

As quedas no petróleo acontecem numa altura em que o dólar está muito perto da paridade com o euro, tornando as matérias-primas mais caras pelo facto de serem denominadas na nota verde. Ao mesmo tempo, o aumento de surtos de covid-19 na China e o acelerar da inflação estão a fazer crescer os receios de recessão.

"A negociação de crude sob extrema pressão, como postura defensiva, continua, com a confiança dos consumidores ainda deprimida, a que se junta o ressurgimento da covid na China", disse à Bloomberg Dennis Kissler, vice-presidente de 'trading' no BOK Financial.

Esta terça-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) divulgou também o seu relatório mensal, onde prevê que o consumo mundial de petróleo aumente para 103 milhões de barris por dia em 2023, mais 2,7% do que este ano. A estimativa é feita no pressuposto de que a guerra na Ucrânia, a inflação e a pandemia "não tenham um impacto negativo significativo" no crescimento da economia global.

12.07.2022

Wall Street abre em alta com tecnológicas a recuperarem das perdas

Wall Street iniciou a sessão no verde, com as gigantes tecnológicas a recuperarem das perdas da última sessão, numa altura em que arranca a "earnings season" norte-americana.

 

A Apple soma 1,81%, enquanto a Tesla cresce 0,36% e o Twitter sobe 2,50% depois de na última sessão ter sofrido um tombo de 11%, depois de Elon Musk ter deixado cair o acordo de compra da rede social.

 

O industrial Dow Jones soma 0,32% para 31.272,66 pontos, enquanto o "benchmark" mundial por excelência S&P 500 ganha 0,40% para 3.869,25 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite sobe 0,83% para 11.466,44 pontos.

 

Ainda entre os principais movimentos de mercado destacam-se as ações da PepsiCo que sobem 0,78% depois de a empresa de refrigerantes ter dado o pontapé de saída da "earnings season". A companhia reviu em alta a previsão de receita e revelou que pode aumentar mais os preços dos produtos nos próximos meses.

 

No segundo trimestre, a receita da empresa subiu 5,2%, para 20,23 mil milhões de dólares, superando a estimativa de 19,51 mil milhões de dólares da Refinitiv. A PepsiCo anunciou ainda que espera que a receita ao longo deste ano suba 10% em termos homólogos, uma revisão em alta face aos 8% previstos anteriormente.

 

O CFO da PepsiCo, Hugh Johnston, disse à Reuters que a empresa não viu nenhuma desaceleração na procura em resposta aos aumentos de preços implementados no final do ano passado, pelo que há espaço para os preços subirem ainda mais. "Num mundo onde estamos ver os preços de produtos como óleo vegetal, grãos e preços de embalagens a aumentar drasticamente, não ficaria surpreso se não houvesse mais (aumento de preços) ao longo do próximo ano", defendeu Johnston.

 

Esta época de resultados será importante para apurar pistas sobre como as empresas estão a reagir aos números da inflação e às possibilidades de recessão, provocada por uma política monetária restritiva agressiva. Ainda esta semana, é a vez da banca norte-americana avançar para a prestação de contas trimestrais com as apresentações de resultados do JP Morgan e Morgan Stanley.

 

12.07.2022

Europa em maré vermelha, apenas setor do petróleo e gás regista ganhos

O mercado acionista da Europa ocidental abriu em baixa, como era esperado, marcado por preocupações sobre o aumento de casos de covid-19 na China, que pode desacelerar o consumo.

O índice de referencia europeu Stoxx 600 desvaloriza 0,60% para 412,52 pontos, com os setores tecnológico e automóvel a registar as maiores perdas, caindo acima de 1%. A negociar na linha de água, mas em terreno positivo está apenas um setor, o do petróleo e gás.

Entre os principais índices do Velho Continente, o alemão Dax perde 0,94%, o francês CAC-40 cai 0,8%, o italiano FTSEMIB recuou 0,73%, o britânico FTSE 100 perde 0,98% e o espanhol IBEX 35 caiu 0,72%. Em Amesterdão, o AEX regista um decréscimo de 1%.

12.07.2022

Juros aliviam na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas a dez anos aliviam na Zona Euro, numa altura em que os receios de uma desaceleração da economia a nível global empurram os investidores para ativos mais seguros. 

As "bunds" da dívida alemã a dez anos - referência para o mercado europeu - aliviam 9,4 pontos base para 1,145%. Os juros das obrigações alemãs com esta maturidade estão superam o 1% desde o dia 5 de maio. A yield que mais alivia é a da dívida francesa: cai 9,9 pontos base para 1,754%. 

Já os juros das obrigações italianas a dez anos subtraem 6,6 pontos base para 3,133%, enquanto a taxa de juros da dívida espanhola alivia 8,2 pontos base para 2,244%.

Por cá, os juros da dívida portuguesa caem 8,2 pontos base para 2,237%. A yield da dívida nacional está acima da linha dos 2% desde o passado dia 29 de abril. 


12.07.2022

Paridade euro dólar cada vez mais perto. Libra regista mínimos de dois anos

O dólar segue em rota de valorização face às principais divisas rivais, depois de ontem ter registado ganhos expressivos e a valorização mais alta desde março de 2020, tornando a paridade com o euro cada vez mais real. A moeda única europeia segue assim a renovar mínimos de 2002 e cada vez mais perto do "verão quente" registado há 20 anos.

O dólar ganha 0,43% em relação ao euro para 0,9996 dólares e 0,60% em relação à libra, registando assim máximos de dois anos em relação à moeda britânica.

Já o índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da nota verde contra 10 divisas rivais – soma 0,47% para 108,53 pontos, enquanto os investidores aguardam a divulgação dos números da inflação nos EUA de junho esta quarta-feira.

"O par euro dólar pode registar uma queda de 5% se as expectativas de crescimento económico na Europa se movimentarem para um cenário de ‘queda grave’ de completa disrupção em relação ao gás proveniente da Rússia e consequente fecho da produção por parte de empresas associadas [ao gás russo]" explicam os analistas Michael Cahill e Isabella Rosenberg do Morgan Stanley, à Bloomberg.

"Ainda assim, achamos que o mercado tem de certa forma superado a nossa perspetiva base e o BCE pode ultimamente responder com uma política monetária mais apertada, como forma de resguardo para uma possível depreciação ainda maior do euro", explicaram ainda.

12.07.2022

Ouro corrige ligeiramente após tocar em mínimos de nove meses

O ouro apresenta uma ligeira correção, numa altura em que segue a negociar nos valores mais baixos em nove meses.

O metal precioso atingiu esta terça-feira mínimos de novembro após ter encerrado em terreno negativo pela quarta semana consecutiva na passada semana. A justificar esta queda estão os receios de uma desaceleração económica a nível global, que parecem ter empurrado os investidores para o dólar, tornando o ativo-refúgio menos apetecível.

O "metal amarelo" valoriza 0,08% para 1.7325,26 dólares por onça, enquanto a platina desvaloriza 1,45% para 860,77 dólares por onça e o paládio 0,52% para 2.137,74 dólares por onça.

12.07.2022

Petróleo em queda com receio de novos confinamentos na China. Gás em alta

Com a revisão da “baseline”, vão entrar mais 32.000 barris/dia.

O petróleo está a desvalorizar, numa altura em que os investidores estão de olhos postos no aumento de casos de covid-19 na China, o que pode levar a mais confinamentos e a uma diminuição da procura por esta matéria-prima - já que Pequim é o maior importador de crude do mundo.

Ainda assim, e apesar deste aumento, o governo chinês tem apostado em estímulos à economia, medidas que começam a ter impacto, já que os empréstimos bancários aumentaram em junho.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a desvalorizar 2,20% para 104,74 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, perde 2,48% para 101,51 dólares por barril.

O conselheiro para a segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, afirmou esta segunda-feira que Washington acredita que o grupo OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) consegue aumentar ainda mais a produção desta matéria-prima, à medida que se aproxima uma visita do presidente norte-americano, Joe Biden, ao Médio Oriente. "Consideramos que há capacidade para que mais passos sejam tomados [na produção de petróleo]", explicou Sullivan.

Isto depois de na última reunião os países membros do cartel terem concordado em aumentar a produção, o que não se traduziu na prática, já que os mesmos produtores afirmaram estar no limite da capacidade.

Já esta terça-feira, foi a vez do diretor executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, ter indicado que "o mundo nunca experienciou uma crise energética tão grande em termos de profundidade e complexidade" e adiantou que "há possibilidade de não termos visto o pior ainda".

Já o setor do gás natural está a negociar em terreno positivo em Amesterdão, o mercado de referência para a Europa, que regista esta manhã uma subida de 3,41%, para 170 euros por megawatt-hora, depois de a Noruega ter anunciado que ia reduzir ainda mais as exportações para a Europa, devido a problemas na central de Sleipner, que devem durar até à próxima quarta-feira.

12.07.2022

Ásia com maior queda em dois anos empurra Europa para terreno negativo

A Europa volta a apontar para um início de dia no vermelho, depois de, na Ásia, as negociações terem encerrado com a maior queda em dois anos, pressionadas pelo setor da tecnologia e por um novo aumento dos casos de covid-19 na China.

As empresas tecnológicas do Hang Seng registam uma queda superior a 11% desde meio de junho, com a sua performance a ser influenciada pelo possível aumento da regulação no setor, depois de a Alibaba e a Tencent terem sofrido multas por não terem comunicado negócios anteriores.

Na sessão desta terça-feira, este índice chinês caiu 1,5%. Já Xangai perdeu 1%. Na Coreia do Sul, o Kospi cedeu 1,3%, enquanto que, pelo Japão, o Topix recuou 1,5% e o Nikkei desvalorizou 1,7%.

Já os futuros sobre o Euro Stoxx 50 registam um decréscimo de 0,8%.

Na Europa, os investidores vão estar atentos esta terça-feira à divulgação do índice do sentimento económico na Zona Euro e na Alemanha relativo ao mês de julho.

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