Mercados num minuto Fecho dos mercados: Europa renova máximos de outubro e paládio bate novo recorde

Fecho dos mercados: Europa renova máximos de outubro e paládio bate novo recorde

O sentimento positivo mantém-se no mercado europeu, numa altura em que os investidores veem boas perspetivas para o desfecho da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Ao nível das matérias-primas, o petróleo beneficia do bom momento dos mercados acionistas e as cotações do paládio batem um novo recorde.
Fecho dos mercados: Europa renova máximos de outubro e paládio bate novo recorde
Ana Batalha Oliveira 20 de fevereiro de 2019 às 17:34

Mercados em números
PSI-20 sobe 0,76% para 5.178,20 pontos
Stoxx600 valoriza 0,67% para os 371,46 pontos
S&P500 aprecia-se em 0,18% para os 2.784,79 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 1,3 pontos base para os 1,519%
Euro valoriza 0,18% para os 1,1361 dólares
Petróleo avança 1,05% para os 67,15 dólares por barril em Londres 

 

Europa renova máximos de outubro

A Europa avançou pela segunda sessão consecutiva, atingindo um novo máximo de 10 de outubro após uma subida do índice de referência, o Stoxx600, de 0,67% para os 371,46 pontos. O setor automóvel foi o que registou maiores ganhos, acima dos 2%, numa altura em que os Estados Unidos não parecem tentados a avançar com tarifas aduaneiras adicionais às importações de carros europeus - ameaça que tinha feito Bruxelas ameaçar com uma possível retaliação nos últimos dias.

O sentimento nos mercados internacionais é positivo também depois de esta terça-feira Donald Trump ter reforçado a abertura para estender as tréguas comerciais com a China além do prazo inicial de 1 de março - de forma a que as negociações comerciais entre os EUA e a China prossigam sem pressão da entrada em vigor de novas tarifas aduaneiras sobre as importações.

O português PSI-20 segue a tendência positiva, animado sobretudo pelas cotadas BCP, Galp, Navigator, Altri, CTT e Mota-Engil, que somaram todas mais de 1%.

 

Juros de Portugal agravam-se após mínimo recorde

Os juros portugueses a dez anos sobem 1,3 pontos base para os 1,519%  depois de na terça-feira terem atingido por momentos o nível mais baixo de sempre. Fica assim interrompido o ciclo de seis sessões consecutivas de descidas dos juros das obrigações portuguesas. Já os juros alemães para a mesma maturidade aliviam 0,5 pontos base para os 0,014%, negociando perto de mínimos de 2016.


Euro valoriza há cinco sessões
A moeda única europeia segue a avançar 0,18% para os 1,1361 dólares, contando a quinta sessão de subidas consecutivas. O dólar volta a ceder no dia em que serão publicadas as atas da última reunião da Reserva Federal norte-americana, as quais vêm clarificar a política monetária da Fed. Na quinta-feira, é o Banco Central Europeu a revelar os documentos homólogos.

Esta quarta-feira, é esperado que as atas da Fed reflitam a mensagem de cautela em relação a futuras subidas da taxa de juro deixada pelo presidente Jerome Powell no rescaldo da última reunião. No encontro do mês passado, o banco central dos Estados Unidos decidiu, sem surpresas, manter os juros diretores no atual intervalo entre 2,25% e 2,5%. Mas mudou substancialmente a linguagem do seu discurso. Não só não disse quantas vezes prevê mexer nos juros este ano, como também abriu a porta a que a próxima mexida possa ser para cima ou para baixo.


Petróleo recupera à boleia de Wall Street

O barril de Brent, referência para a Europa e negociado em Londres, segue com uma valorização de 1,05% para os 67,15 dólares, atingindo um máximo de 19 de novembro, depois de já ter estado a perder mais de 1%. O petróleo beneficia do bom momento dos mercados americanos, onde o índice generalista de referência, o S&P 500, se mantém no verde há três sessões e sobe esta quarta-feira 0,18% para os 2.784,79 pontos. Segundo analistas do fundo Again Capital LLC, citados pela Bloomberg, a evolução dos preços do ouro negro tem estado bastante correlacionada com os mercados acionistas e isto é visível nesta sessão.


Paládio volta a bater recordes

O paládio subiu 1,7% para os 1.505,46 dólares por onça, atingindo assim um novo máximo histórico. Este metal precioso beneficia da forte procura por parte parte dos fabricantes automóveis, que necessitam cada vez mais do paládio para fazer face às regras gradualmente mais apertadas quanto às emissões dos veículos.




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