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Fecho dos mercados: Itália bate o pé a Bruxelas e agita bolsas. Petróleo recupera de queda acentuada

A discórdia em torno do orçamento de Itália voltou a penalizar as bolsas europeias. Isto num dia dominado pela subida dos juros italianos, mas também pela recuperação dos preços do petróleo e do euro.

Reuters
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 14 de Novembro de 2018 às 17:21
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,08% para os 4.959,68 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,60% para 362,27 pontos

S&P 500 recuava 0,59% para 2.706,25 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avança 1,7 pontos base para 1,966%

Euro valoriza 0,20% para 1,1312 dólares

Petróleo sobe 2,28% para 66,97 dólares por barril, em Londres

 

Itália bate o pé a Bruxelas e agita bolsas

Itália voltou a agitar os mercados bolsistas. O Stoxx 600 perdeu 0,60% para 362,27 pontos, com as praças do Velho Continente a serem pressionadas pela discórdia entre Roma e Bruxelas devido ao orçamento de Itália. Isto depois de o país se ter recusado a reformular a proposta orçamental, como foi pedido pelas autoridades europeias.

 

Esta quarta-feira, também a Holanda e a Áustria se pronunciaram, pedindo à Comissão Europeia que intervenha abrindo um procedimento por défices excessivos contra Itália.

 

Destaque ainda para o índice de referência alemão, o Dax, que recuou no dia em que foi anunciada a primeira contracção da economia germânica em três anos, segundo os dados divulgados pelo gabinete de estatística do país. 

 

A excepção foi Lisboa, que conseguiu escapar às perdas generalizadas. A bolsa de Lisboa subiu 0,08% para os 4.959,68 pontos, com sete cotadas a subir, dez em queda e uma inalterada. A puxa pela praça nacional esteve a Galp Energia, que terminou a sessão com uma subida de 2,37% para os 14,48 euros, num dia em que chegou a tocar em mínimos de Agosto de 2017.

 

Juros de Itália disparam

A sessão desta quarta-feira está a ser marcada por um aumento da aversão ao risco. E as obrigações italianas são um dos activos mais penalizados, com a "yield" a 10 anos a subir 5 pontos base para 3,495%.

 

Na resposta ao inédito pedido de reformulação da proposta orçamental feito pela Comissão Europeia, cuja data-limite para chegar a Bruxelas terminava esta terça-feira, 13 de Novembro, Roma manteve o esboço do orçamento expansionista. O governo transalpino optou por bater o pé à Comissão Europeia e agora pode vir a ser alvo de sanções, num braço de ferro que promete manter muitos investidores afastados das obrigações soberanas de Itália.

 

Em Portugal, os juros das obrigações seguem a mesma tendência, mas a subida é mais ligeira. A taxa a 10 anos avança 1,7 pontos base para 1,966%, no dia em que o país pagou juros mais baixos para se financiar.  

 

Os investidores estão a procurar a segurança da dívida alemã, com a "yield" no mesmo prazo a recuar 0,09 pontos base para 0,400%.

 

Euribor inalterada em todos os prazos

As taxas Euribor a três, seis e nove meses ficaram inalteradas pela quinta sessão consecutiva. Já a 12 meses, a taxa manteve-se pela segunda sessão.

 

Euro regressa aos ganhos

A moeda única está agora a valorizar contra o dólar, depois de Itália ter deixado o euro sob pressão. Roma decidiu manter o esboço do orçamento expansionista, mesmo depois de a Comissão Europeia ter apresentado um pedido de reformulação da proposta orçamental.

 

A libra também está a subir, depois de ter reagido positivamente às notícias de que já havia um acordo técnico entre Londres e Bruxelas sobre o Brexit. Contudo, a cautela deverá continuar a dominar o mercado, já que ainda há dúvidas em torno do apoio que a primeira-ministra Theresa May vai conseguir obter junto do seu governo. 

 

O euro está a subir 0,20% para 1,1312 dólares, enquanto a libra avança 0,35% para 1,3016 dólares.

 

Petróleo recupera de perdas acentuadas

As cotações do "ouro negro" chegaram a cair mais de 8% na terça-feira, pressionadas por Trump, aumento da produção e perspectiva de um abrandamento da economia global. Mas hoje o dia está a ser de recuperação para o petróleo nos mercados internacionais.

 

O Brent, negociado em Londres, está a subir 2,28% para 66,97 dólares, enquanto o WTI, em Nova Iorque, está a avançar 2,12% para 56,88 dólares.

 

O petróleo está a beneficiar da perspectiva de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados vão reduzir a produção de petróleo na reunião do próximo mês, com o objectivo de animarem os preços da matéria-prima.

 

Ouro em queda

O metal amarelo está a recuar na sessão desta quarta-feira, numa altura em que o dólar se mantém perto de máximos de vários meses, apesar de ter aliviado os ganhos. "A subida do dólar está a pesar no ouro. As pessoas estão a vender tudo para comprarem dólares, e isso inclui o ouro", afirmou Alasdair Macleod, responsável pelo research do GoldMoney.com, à CNBC.

 

Os preços do outro estão a recuar 0,03% para 1.201,82 dólares por onça. Já a prata segue em sentido contrário, subindo 0,27% para 14,0382 dólares.

 

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