Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros portugueses batem novos mínimos. Draghi ajuda bolsas e penaliza euro

Fecho dos mercados: Juros portugueses batem novos mínimos. Draghi ajuda bolsas e penaliza euro

Os juros portugueses renovam mínimos, no dia em que o Tesouro emitiu dívida a dez anos à taxa mais baixa de sempre. O discurso de Mario Draghi ajudou as bolsas a regressarem aos ganhos, mas penalizou a moeda única.
Fecho dos mercados: Juros portugueses batem novos mínimos. Draghi ajuda bolsas e penaliza euro
Reuters
Os mercados em números
PSI-20 subiu 0,94% para 5.325,09 pontos
Stoxx 600 avançou 0,26% para 386,68 pontos
S&P 500 valoriza 0,25% para 2.885,20 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviaram 3 pontos base para 1,167%
Euro sobe 0,02% para 1,1265 dólares
Petróleo aprecia 1,06% para 71,36 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias sobem após BCE e à espera da Fed
As bolsas europeias encerraram em alta, na maior parte dos casos, com os investidores focados nas políticas monetárias, num dia marcado pelo fim da reunião do Banco Central Europeu (BCE) e pela divulgação das atas da última reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA.

O BCE não anunciou qualquer medida ou novidade após a reunião de governadores que terminou esta quarta-feira, mas reiterou o seu compromisso em apoiar a economia e o setor financeiro.

Ainda esta quarta-feira serão publicadas as atas da última reunião da Fed, com os investidores a tentarem perceber se serão dados mais sinais sobre o futuro da política monetária nos EUA.

A contribuir para a subida dos índices estiveram também os resultados já divulgados por algumas cotadas americanas, como o caso da Levi's e da Delta Air Lines, cujos números ficaram acima do esperado. O que está a reduzir os receios sobre os resultados do primeiro trimestre do ano.

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, fechou a subir 0,26% para 386,68 pontos.

Já o PSI-20 subiu quase 1%, animados pelos ganhos superiores a 2,5% da Jerónimo Martins e da EDP Renováveis.

Juros continuam a bater mínimos
Os juros da dívida portuguesa a dez anos caíram pela quinta sessão consecutiva e alcançaram novos mínimos históricos, ainda na sequência da decisão da agência de notação DBRS, que subiu a perspetiva da dívida de longo prazo de Portugal de estável para positiva.

Esta manhã, o Tesouro conseguiu mesmo emitir dívida a dez anos ao juro mais baixo de sempre, encaixando 600 milhões de euros a uma taxa de 1,143%.

A "yield" associada às obrigações portugueses no prazo de referência aliviou 3 pontos base, para 1,167%.

Draghi penaliza euro, dólar à espera da Fed
O euro está a desvalorizar depois de o presidente do BCE, Mario Draghi, ter apontado que a Zona Euro enfrenta vários riscos que poderão penalizar a economia. Os investidores esperavam ainda que o BCE avançasse detalhes do terceiro programa de financiamento da banca europeia, mas o banco central adiou o anúncio. A moeda única esteve a cair durante grande parte do dia e só agora está a recuperar ligeiramente, ao subir 0,02% para os 1,1265 dólares.

O dólar, por seu lado, segue sem uma tendência definida em relação às restantes moedas, numa altura em que os investidores aguardam pelas minutas da Fed, que serão divulgadas esta tarde.

Petróleo em máximos com queda de reservas nos EUA
Depois de duas quedas consecutivas nas últimas sessões, o petróleo regressou aos ganhos, impulsionado pela divulgação de dados que apontam para uma queda acentuada das reservas de gasolina dos Estados Unidos na última semana. "O Instituto Americano de Petróleo reportou quebras de produto muito maiores do que o esperado", afirma Warren Patterson, do ING Bank NV, citado pela Bloomberg.

Ao mesmo tempo, os investidores esperam que o conflito entre a Líbia e o Irão continue a fazer baixar a produção da matéria-prima. A impulsionar os preços estão também os esforços da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no corte da produção por parte dos seus membros.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, avança 0,47% para os 64,28 dólares, o valor mais elevado desde outubro. Já o Brent, negociado em Londres, sobe 1,06% para os 71,36 dólares, o que representa máximos de novembro.

Pessimismo do FMI dá força ao ouro
O pessimismo do Fundo Monetário Internacional (FMI) em torno da evolução da economia mundial continua a dar força ao ouro, levando os investidores e refugiarem-se neste ativo. Depois de ter cortado as previsões económicas pela terceira vez em seis meses, para o ritmo de crescimento mais baixo da economia mundial desde a crise financeira (de 3,3%), o FMI divulgou, esta quarta-feira, o mais recente relatório de Estabilidade Financeira Global, onde assinala que há riscos mais elevados a ameaçarem a estabilidade financeira.

O metal precioso está a subir 0,35% para os 1.308,67 dólares por onça, o valor mais elevado em mais de uma semana.



Marketing Automation certified by E-GOI