Bolsas europeias cedem depois de melhor mês desde novembro de 2020. Petróleo afunda
Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta segunda-feira.
- Europa aponta para arranque de sessão no vermelho. Ásia encerra em terreno positivo
- Petróleo e gás natural seguem a perder
- Ouro negoceia na linha d'água
- Euro negoceia acima da linha de 1,02 dólares
- Juros agravam-se na Zona Euro. Apenas Itália escapa
- Europa arranca sessão pintada de verde
- Fed pressiona Wall Street na primeira sessão de agosto
- Petróleo mergulha mais de 4% com receio de menor procura
- Ouro amplia ganhos
- Euro soma e segue apesar das estimativas negativas. Iene a caminho do maior "rally" em seis meses
- Juros da dívida nacional a 10 anos renovam mínimos de quase quatro meses
- Bolsas europeias cedem depois de melhor mês desde novembro de 2020
A Europa aponta para um arranque de sessão negativo, depois de as bolsas europeias terem fechado o mês de julho em grande, com o Stoxx600 a registar o maior ganho mensal desde novembro de 2020. Na Ásia, as bolsas encerraram no verde. Os futuros sobre o Euro Stoxx desceram 0,4%, num dia em que serão divulgados os índices PMI, que mede o pulso à indústria, de vários países europeus. Na Ásia, a sessão fechou no verde, após as bolsas chinesas terem recuperado das perdas provocadas pela queda na atividade industrial em julho na China. Apesar disso, o setor dos serviços no país avançou. Na Coreia do Sul, o Kospi sobiu 0,24%, enquanto no Japão o Nikkei avançou 0,60% e o Topix cresceu 0,92%. Na China, o tecnológico Hang Seng aumentou 0,18% e Xangai avançou 0,20%.
Os futuros sobre o Euro Stoxx desceram 0,4%, num dia em que serão divulgados os índices PMI, que mede o pulso à indústria, de vários países europeus.
Na Ásia, a sessão fechou no verde, após as bolsas chinesas terem recuperado das perdas provocadas pela queda na atividade industrial em julho na China. Apesar disso, o setor dos serviços no país avançou.
Na Coreia do Sul, o Kospi sobiu 0,24%, enquanto no Japão o Nikkei avançou 0,60% e o Topix cresceu 0,92%. Na China, o tecnológico Hang Seng aumentou 0,18% e Xangai avançou 0,20%.
O petróleo segue a perder esta segunda-feira, após dados divulgados na China terem mostrado uma queda na produção industrial em julho, agravando as preocupações em relação a um abrandamento na procura.
O West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA e com entrega prevista em setembro, perde 1,09% para 97,55 dólares por barril.
Já o Brent do Mar do Norte, "benchmark" para a Europa e com entrega prevista também em setembro, caiu 0,42% para 103,53 dólares por barril.
A negociação do "ouro negro" nos últimos meses tem sido marcada pela volatilidade, uma vez que as preocupações quanto a um abrandamento da economia prejudicam a procura pelas "commodities".
Vivek Dhar, analista de Commodities do Commonwealth Bank, afirmou, em declarações à Bloomberg, que a queda do índice PMI sobre a atividade industrial da China foi a provável causa da queda no preço do petróleo. "A situação na China vai reacender as preocupações de que o consumo global de 'commodities' vai continuar a enfraquecer", apontou.Já o gás natural desvaloriza 3,38% para 7,95 dólares. Os preços do gás natural são hoje quatro vezes mais altos do que há um ano.
O ouro segue a negociar na linha d'água após ter encerrado a última semana com o maior ganho semanal desde março.
O metal amarelo desvaloriza 0,04% para 1.765,24 dólares por onça, ao passo que a platina valoriza 0,73% para 905,73 dólares e o paládio cai 0,08% para 2.129,31 dólares.
O ouro subiu 2,2% no acumulado da passada semana na esperança de que a Reserva Federal norte-americana (Fed) irá abrandar o ritmo da subida das taxas de juro à medida que o crescimento da economia dos Estados Unidos desacelera. Apesar disso, o metal precioso fechou o mês de julho com o quarto mês consecutivo de perdas, continuando a perder a atratividade de ativo-refúgio para o dólar.
A atenção dos investidores vai estar esta semana centrada nos dados sobre o emprego nos Estados Unidos, que são divulgados na quinta-feira.
O euro segue a negociar com uma ligeira valorização face ao dólar, mantendo-se acima do patamar psicológico dos 1,02 dólares. A moeda única cresce 0,14% para 1,0234 dólares.
Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais - caiu 0,2% para 105,699 pontos, pressionado pelo avanço da moeda japonesa, que valorizou 0,9% face à nota verde.O iene continua a ser o maior protagonista no mercado cambial, tendo avançado face a todas as dez moedas do grupo, numa altura em que a procura por ativos-refúgio foi ofuscada pelos dados sobre a atividade industrial na China.
Os juros agravam-se na Zona Euro, com a dívida soberana de França a ser mais penalizada. Apenas Itália vê algum alívio nas taxas de juro, numa altura em os investidores desvalorizam as preocupações de o novo governo poder vir a negar os compromissos necessários para desbloquear os 200 mil milhões de euros dos fundos europeus.
A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro – agrava-se em 5,5 pontos base para 0,866%, enquanto os juros da dívida soberana francesa sobem 6,2 pontos base para 1,432%. Na Península Ibérica, a yield das obrigações portuguesas a dez anos aumentam 4,3 pontos base para 1,871%, mantendo-se abaixo do patamar de 2%, e os juros da dívida espanhola sobem 4,8 pontos base para 1,953%. Em Itália, os juros da dívida com a mesma maturidade aliviam 0,4 pontos base para 2,996%, estando abaixo dos 3% pela primeira vez desde maio. A notícia de que Giorgia Meloni - líder do partido Fratelli d'Italia que vai à frente nas sondagens - pretende seguir as regras da União Europeia caso seja vencedora das eleições em setembro está a tranquilizar os investidores.
A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro – agrava-se em 5,5 pontos base para 0,866%, enquanto os juros da dívida soberana francesa sobem 6,2 pontos base para 1,432%.
Na Península Ibérica, a yield das obrigações portuguesas a dez anos aumentam 4,3 pontos base para 1,871%, mantendo-se abaixo do patamar de 2%, e os juros da dívida espanhola sobem 4,8 pontos base para 1,953%.
Em Itália, os juros da dívida com a mesma maturidade aliviam 0,4 pontos base para 2,996%, estando abaixo dos 3% pela primeira vez desde maio. A notícia de que Giorgia Meloni - líder do partido Fratelli d'Italia que vai à frente nas sondagens - pretende seguir as regras da União Europeia caso seja vencedora das eleições em setembro está a tranquilizar os investidores.
As bolsas europeias arrancaram a negociação no verde, numa altura em que os resultados trimestrais continuam a mostrar-se melhores do que o esperado e que os investidores assimilam as avaliações de banqueiros sobre o aumento das taxas de juro.
O "benchmark" Stoxx 600 soma 0,22% para 439,24 pontos, após ter fechado julho com o maior ganho mensal desde novembro de 2020. Entre os 20 setores que compõe o índice, a banca é o que mais impulsiona o Stoxx 600, estando a valorizar 1,84%. Nas restantes praças europeias, Madrid avança 0,81%, Frankfurt valoriza 0,28% e Paris soma 0,34%. Amesterdão valoriza 0,01% e Milão cresce 0,92%. Por cá, Lisboa acompanha a tendência e ganha 0,23%. "É justo dizer que, até agora, a 'earnings season' levou as empresas a tornarem-se mais cautelosas mas não criou um movimento generalizado e o mercado registou uma das maiores subidas de que há registo", afirmaram estrategas do Deutsche Bank AG num relatório, citado pela Bloomberg.
Nas restantes praças europeias, Madrid avança 0,81%, Frankfurt valoriza 0,28% e Paris soma 0,34%. Amesterdão valoriza 0,01% e Milão cresce 0,92%. Por cá, Lisboa acompanha a tendência e ganha 0,23%.
"É justo dizer que, até agora, a 'earnings season' levou as empresas a tornarem-se mais cautelosas mas não criou um movimento generalizado e o mercado registou uma das maiores subidas de que há registo", afirmaram estrategas do Deutsche Bank AG num relatório, citado pela Bloomberg.
Wall Street arrancou a primeira sessão de agosto em terreno negativo. O mercado está a digerir as palavras do presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed) em Minneapolis, que deu conta que o banco central fará o que for necessário para conter a inflação, transmitindo uma mensagem mais dura do que nas declarações de Jerome Powell depois da última reunião do banco central.
O industrial Dow Jones desvaloriza 0,42% para 32.702,18 pontos, enquanto o "benchmark" mundial S&P 500 cai 0,59% para 4.105,93 pontos. Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite perde 0,63% para 12.315,17 pontos.
O presidente da Reserva Federal em Minneapolis, Neel Kashkari, reforçou que o banco central está "comprometido em reduzir a inflação, pelo que vamos fazer o que temos de fazer". O líder regional da Fed acrescentou ainda, em entrevista à CBS, que "estamos muito longe de alcançar a meta dos 2% e é aí que precisamos de chegar."
No que toca ao facto de os EUA terem entrado numa recessão técnica, Kashkari frisou que "não muda a minha análise estarmos ou não em recessão técnica. Estou focado nos dados da inflação e nos salários, e até agora a inflação continua a surpreender pelo lado positivo. Os salários continuam a crescer". "Até agora o mercado de trabalho tem sido muito forte".
Na última reunião a Fed subiu a taxa de fundos federais em 75 pontos base. O presidente do banco central, Jerome Powell não quis dar um 'guidance' específico para a evolução da taxa de juro de referência, a taxa dos fundos federais - reforçando que as decisões serão tomadas com base nos dados e na evolução do 'outlook'.
"Apesar de outra subida anormalmente elevada poder vir a ser apropriada na próxima reunião, essa é uma decisão que irá depender dos dados até lá", afirmou Powell na altura. Por outro lado, "à medida que o posicionamento da política monetária aperta, será apropriado desacelerar o ritmo de aumentos dos juros enquanto avaliamos como o ajustamento das políticas está a afetar a economia e a inflação."
Os preços do "ouro negro" seguem a negociar em terreno negativo, a recuarem fortemente, depois de os fracos dados da atividade industrial na China e na Europa pesarem no "outlook" para a procura.
Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a cair 4,14% para 99,67 dólares por barril.
Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, afunda 5,64% para 93,06 dólares por barril, depois de na sexta-feira ter conseguido regressar ao patamar dos 100 dólares – onde afinal pouco se demorou.
As atenções começam a focar-se nos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (o chamado grupo OPEP+), que se reúnem na quarta-feira, 3 de agosto.
O ouro amplia ganhos, numa altura em que os investidores aguardam a publicação de indicadores sobre a saúde da economia norte-americana e sinais de qual será o ritmo da subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana (Fed).
O rei dos metais soma 0,18% para 1.769,18 dólares por onça. Prata, platina e paládio seguem esta tendência positiva.
O ouro valorizou 2,2% na semana passada, segundo as contas da Bloomberg, depois de a entrada da economia norte-americana em recessão técnica, ter reforçado os sinais já dados de que a Fed possa abrandar o ritmo da subida das taxas de juro.
Esta semana, os investidores vão estar atentos à divulgação dos números acerca dos pedidos de subsídio de desemprego em julho.
O euro soma 0,49% para 1,0270 dólares, apesar dos prognósticos pessimistas dos estrategas do Goldman Sachs.
O gigante de Wall Street reduziu a meta para os próximos três meses para o par euro-dólar de 1,05 dólares para 0,99 dólares, de acordo com a nota de "research" do banco de investimento, citada pela Bloomberg.
O corte nas previsões é justificado pela equipa de estrategas liderada por Kamakshya Trivedi com a antecipação de graves interrupções no abastecimento de gás que alimenta a região e a possibilidade de entrada da Zona Euro numa recessão económica já na segunda metade do ano.
Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais – derrapa 0,59% para 105,275 pontos. A nota verde está a ser pressionada pela divulgação do índice dos gestores de compras (PMI, na sigla em inglês) dos EUA, o qual caiu de 52,7 em junho para 52,2 pontos em julho, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela S&P Global.
Este número alimenta assim a perspetiva, já sinalizada pela Fed, de um possivel abrandamento no ritmo da subida das taxas de juro, caso a inflação o permita. Ainda assim, os analistas estão confiantes quanto ao desempenho futuro do dólar. Embora as expectativas de uma política monetária "dovish" estejam a pressionar a nota verde, "ainda é muito cedo para ver o dólar a entrar numa tendência negativa sustentada", defendeu Francesco Pelose, estratega do ING, citado pela Bloomberg.
Por sua vez, o iene segue para o "rally" mais longo em seis meses, contra o dólar. A moeda japonesa segue a subir pelo quarto dia consecutivo, estando a somar 1,16% para 0,0076 dólares.
Segundo a Bloomberg, o facto de os fundos de cobertura de risco estarem a vender dólares e comprar ienes como ativo refúgio pode ser a explicação para este "rally".
Os juros da dívida a 10 anos seguem aliviar na Zona Euro, num dia em que foram divulgados os dados do índice dos gestores de compras, (na sigla inglesa PMI), que registou a queda mais acentuada desde maio de 2020, dando sinais do advento de uma possível recessão.
A yield da dívida alemã a 10 anos – "benchmark" para o mercado europeu – alivia 4,7 pontos base para 0,764%.
Por sua vez, os juros das obrigações italianas na mesma maturidade perdem 12,9 pontos base – o alívio mais expressivo da Zona Euro – para 2,871%, estando pela primeira vez desde maio abaixo da linha dos 3%.
Na Península Ibérica, a yield das obrigações portuguesas a 10 anos renova mínimos de meados de abril, ao aliviar 6,4 pontos base para 1,764%, mantendo-se pela terceira sessão consecutiva abaixo do patamar dos 2% alcançado no passado dia 29 de abril.
Já os juros da dívida espanhola com a mesma maturidade subtraem 6,3 pontos base para 1,843%.
O PMI da indústria na Zona Euro, medido pela S&P Global, caiu abaixo do nível crucial de 50 pontos em julho, mais concretamente para 49,8 pontos, contra 52,1 pontos em junho, sinalizando a primeira deterioração das condições gerais da atividade industrial em dois anos e dando sinais de uma possível recessão.
As bolsas europeias cederam algum terreno neste arranque de semana e começo de agosto, depois de terem marcado em juho o melhor mês desde novembro de 2020, numa sessão em que os investidores preferiram optar pela prudência enquanto avaliam as mais recentes contas trimestrais e o panorama para a economia mundial.
O índice de referência Stoxx 600 fechou a ceder 0,19%, para 437,46 pontos.
As cotadas da banca estiveram entre as que mais ganharam, ao passo que as do imobiliário e energia (num dia em que o petróleo está a afundar) tiveram os piores desempenhos
As bolsas europeias estão a entrar num período tradicionalmente duro, já que agosto e setembro foram os piores meses do ano para os retornos do Stoxx 600 nos últimos 25 anos.
Os investidores estão agora a pesar a possibilidade de vários reveses, como políticas monetárias mais duras dos bancos centrais, uma desaceleração do crescimento económico e aperto na oferta de energia.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax deslizou 0,03%, o francês CAC-40 desvalorizou 0,18% e o espanhol IBEX 35 perdeu 0,87%. Em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 0,17%.
Em contraciclo esteve o italiano FTSE MIB, que somou 0,11%.
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