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Bolsas europeias cedem depois de melhor mês desde novembro de 2020. Petróleo afunda

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta segunda-feira.

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mercados, bolsas, operadores, traders Reuters
01 de Agosto de 2022 às 17:33
Europa aponta para arranque de sessão no vermelho. Ásia encerra em terreno positivo

A Europa aponta para um arranque de sessão negativo, depois de as bolsas europeias terem fechado o mês de julho em grande, com o Stoxx600 a registar o maior ganho mensal desde novembro de 2020. Na Ásia, as bolsas encerraram no verde.

Os futuros sobre o Euro Stoxx desceram 0,4%, num dia em que serão divulgados os índices PMI, que mede o pulso à indústria, de vários países europeus.

Na Ásia, a sessão fechou no verde, após as bolsas chinesas terem recuperado das perdas provocadas pela queda na atividade industrial em julho na China. Apesar disso, o setor dos serviços no país avançou.

Na Coreia do Sul, o Kospi sobiu 0,24%, enquanto no Japão o Nikkei avançou 0,60% e o Topix cresceu 0,92%. Na China, o tecnológico Hang Seng aumentou 0,18% e Xangai avançou 0,20%. 

Os futuros sobre o Euro Stoxx desceram 0,4%, num dia em que serão divulgados os índices PMI, que mede o pulso à indústria, de vários países europeus.

Na Ásia, a sessão fechou no verde, após as bolsas chinesas terem recuperado das perdas provocadas pela queda na atividade industrial em julho na China. Apesar disso, o setor dos serviços no país avançou.

Na Coreia do Sul, o Kospi sobiu 0,24%, enquanto no Japão o Nikkei avançou 0,60% e o Topix cresceu 0,92%. Na China, o tecnológico Hang Seng aumentou 0,18% e Xangai avançou 0,20%. 

Petróleo e gás natural seguem a perder

O petróleo segue a perder esta segunda-feira, após dados divulgados na China terem mostrado uma queda na produção industrial em julho, agravando as preocupações em relação a um abrandamento na procura. 

O West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA e com entrega prevista em setembro, perde 1,09% para 97,55 dólares por barril.

Já o Brent do Mar do Norte, "benchmark" para a Europa e com entrega prevista também em setembro, caiu 0,42% para 103,53 dólares por barril.

A negociação do "ouro negro" nos últimos meses tem sido marcada pela volatilidade, uma vez que as preocupações quanto a um abrandamento da economia prejudicam a procura pelas "commodities". 

Vivek Dhar, analista de Commodities do Commonwealth Bank, afirmou, em declarações à Bloomberg, que a queda do índice PMI sobre a atividade industrial da China foi a provável causa da queda no preço do petróleo. "A situação na China vai reacender as preocupações de que o consumo global de 'commodities' vai continuar a enfraquecer", apontou.

Já o gás natural desvaloriza 3,38% para 7,95 dólares. Os preços do gás natural são hoje quatro vezes mais altos do que há um ano.

Ouro negoceia na linha d'água

O ouro segue a negociar na linha d'água após ter encerrado a última semana com o maior ganho semanal desde março. 

O metal amarelo desvaloriza 0,04% para 1.765,24 dólares por onça, ao passo que a platina valoriza 0,73% para 905,73 dólares e o paládio cai 0,08% para 2.129,31 dólares.

O ouro subiu 2,2% no acumulado da passada semana na esperança de que a Reserva Federal norte-americana (Fed) irá abrandar o ritmo da subida das taxas de juro à medida que o crescimento da economia dos Estados Unidos desacelera. Apesar disso, o metal precioso fechou o mês de julho com o quarto mês consecutivo de perdas, continuando a perder a atratividade de ativo-refúgio para o dólar. 

A atenção dos investidores vai estar esta semana centrada nos dados sobre o emprego nos Estados Unidos, que são divulgados na quinta-feira.

Euro negoceia acima da linha de 1,02 dólares

O euro segue a negociar com uma ligeira valorização face ao dólar, mantendo-se acima do patamar psicológico dos 1,02 dólares. A moeda única cresce 0,14% para 1,0234 dólares. 

Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais - caiu 0,2% para 105,699 pontos, pressionado pelo avanço da moeda japonesa, que valorizou 0,9% face à nota verde.

O iene continua a ser o maior protagonista no mercado cambial, tendo avançado face a todas as dez moedas do grupo, numa altura em que a procura por ativos-refúgio foi ofuscada pelos dados sobre a atividade industrial na China.

Juros agravam-se na Zona Euro. Apenas Itália escapa

Os juros agravam-se na Zona Euro, com a dívida soberana de França a ser mais penalizada. Apenas Itália vê algum alívio nas taxas de juro, numa altura em os investidores desvalorizam as preocupações de o novo governo poder vir a negar os compromissos necessários para desbloquear os 200 mil milhões de euros dos fundos europeus. 

A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro – agrava-se em 5,5 pontos base para 0,866%, enquanto os juros da dívida soberana francesa sobem 6,2 pontos base para 1,432%.

Na Península Ibérica, a yield das obrigações portuguesas a dez anos aumentam 4,3 pontos base para 1,871%, mantendo-se abaixo do patamar de 2%, e os juros da dívida espanhola sobem 4,8 pontos base para 1,953%.

Em Itália, os juros da dívida com a mesma maturidade aliviam 0,4 pontos base para 2,996%, estando abaixo dos 3% pela primeira vez desde maio. A notícia de que Giorgia Meloni - líder do partido Fratelli d'Italia que vai à frente nas sondagens - pretende seguir as regras da União Europeia caso seja vencedora das eleições em setembro está a tranquilizar os investidores.

A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro – agrava-se em 5,5 pontos base para 0,866%, enquanto os juros da dívida soberana francesa sobem 6,2 pontos base para 1,432%.

Na Península Ibérica, a yield das obrigações portuguesas a dez anos aumentam 4,3 pontos base para 1,871%, mantendo-se abaixo do patamar de 2%, e os juros da dívida espanhola sobem 4,8 pontos base para 1,953%.

Em Itália, os juros da dívida com a mesma maturidade aliviam 0,4 pontos base para 2,996%, estando abaixo dos 3% pela primeira vez desde maio. A notícia de que Giorgia Meloni - líder do partido Fratelli d'Italia que vai à frente nas sondagens - pretende seguir as regras da União Europeia caso seja vencedora das eleições em setembro está a tranquilizar os investidores.

Europa arranca sessão pintada de verde

As bolsas europeias arrancaram a negociação no verde, numa altura em que os resultados trimestrais continuam a mostrar-se melhores do que o esperado e que os investidores assimilam as avaliações de banqueiros sobre o aumento das taxas de juro.

O "benchmark" Stoxx 600 soma 0,22% para 439,24 pontos, após ter fechado julho com o maior ganho mensal desde novembro de 2020. Entre os 20 setores que compõe o índice, a banca é o que mais impulsiona o Stoxx 600, estando a valorizar 1,84%. 

Nas restantes praças europeias, Madrid avança 0,81%, Frankfurt valoriza 0,28% e Paris soma 0,34%. Amesterdão valoriza 0,01% e Milão cresce 0,92%. Por cá, Lisboa acompanha a tendência e ganha 0,23%.

"É justo dizer que, até agora, a 'earnings season' levou as empresas a tornarem-se mais cautelosas mas não criou um movimento generalizado e o mercado registou uma das maiores subidas de que há registo", afirmaram estrategas do Deutsche Bank AG num relatório, citado pela Bloomberg.

Nas restantes praças europeias, Madrid avança 0,81%, Frankfurt valoriza 0,28% e Paris soma 0,34%. Amesterdão valoriza 0,01% e Milão cresce 0,92%. Por cá, Lisboa acompanha a tendência e ganha 0,23%.

"É justo dizer que, até agora, a 'earnings season' levou as empresas a tornarem-se mais cautelosas mas não criou um movimento generalizado e o mercado registou uma das maiores subidas de que há registo", afirmaram estrategas do Deutsche Bank AG num relatório, citado pela Bloomberg.

Fed pressiona Wall Street na primeira sessão de agosto
Fed pressiona Wall Street na primeira sessão de agosto

Wall Street arrancou a primeira sessão de agosto em terreno negativo. O mercado está a digerir as palavras do presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed) em Minneapolis, que deu conta que o banco central fará o que for necessário para conter a inflação, transmitindo uma mensagem mais dura do que nas declarações de Jerome Powell depois da última reunião do banco central.

 

O industrial Dow Jones desvaloriza 0,42% para 32.702,18 pontos, enquanto o "benchmark" mundial S&P 500 cai 0,59% para 4.105,93 pontos. Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite perde 0,63% para 12.315,17 pontos.

 

O presidente da Reserva Federal em Minneapolis, Neel Kashkari, reforçou que o banco central está "comprometido em reduzir a inflação, pelo que vamos fazer o que temos de fazer". O líder regional da Fed acrescentou ainda, em entrevista à CBS, que "estamos muito longe de alcançar a meta dos 2% e é aí que precisamos de chegar."

 

No que toca ao facto de os EUA terem entrado numa recessão técnica, Kashkari frisou que "não muda a minha análise estarmos ou não em recessão técnica. Estou focado nos dados da inflação e nos salários, e até agora a inflação continua a surpreender pelo lado positivo. Os salários continuam a crescer". "Até agora o mercado de trabalho tem sido muito forte".

 

Na última reunião a Fed subiu a taxa de fundos federais em 75 pontos base. O presidente do banco central, Jerome Powell não quis dar um 'guidance' específico para a evolução da taxa de juro de referência, a taxa dos fundos federais - reforçando que as decisões serão tomadas com base nos dados e na evolução do 'outlook'.

 

"Apesar de outra subida anormalmente elevada poder vir a ser apropriada na próxima reunião, essa é uma decisão que irá depender dos dados até lá", afirmou Powell na altura. Por outro lado, "à medida que o posicionamento da política monetária aperta, será apropriado desacelerar o ritmo de aumentos dos juros enquanto avaliamos como o ajustamento das políticas está a afetar a economia e a inflação."

Petróleo mergulha mais de 4% com receio de menor procura
Petróleo mergulha mais de 4% com receio de menor procura

Os preços do "ouro negro" seguem a negociar em terreno negativo, a recuarem fortemente, depois de os fracos dados da atividade industrial na China e na Europa pesarem no "outlook" para a procura.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a cair 4,14% para 99,67 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, afunda 5,64% para 93,06 dólares por barril, depois de na sexta-feira ter conseguido regressar ao patamar dos 100 dólares – onde afinal pouco se demorou.

 

As atenções começam a focar-se nos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (o chamado grupo OPEP+), que se reúnem na quarta-feira, 3 de agosto.

Ouro amplia ganhos
Ouro amplia ganhos

O ouro amplia ganhos, numa altura em que os investidores aguardam a publicação de indicadores sobre a saúde da economia norte-americana e sinais de qual será o ritmo da subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana (Fed).

 

O rei dos metais soma 0,18% para 1.769,18 dólares por onça. Prata, platina e paládio seguem esta tendência positiva.

 

O ouro valorizou 2,2% na semana passada, segundo as contas da Bloomberg, depois de a entrada da economia norte-americana em recessão técnica, ter reforçado os sinais já dados de que a Fed possa abrandar o ritmo da subida das taxas de juro.

 

Esta semana, os investidores vão estar atentos à divulgação dos números acerca dos pedidos de subsídio de desemprego em julho.

Euro soma e segue apesar das estimativas negativas. Iene a caminho do maior "rally" em seis meses
Euro soma e segue apesar das estimativas negativas. Iene a caminho do maior 'rally' em seis meses

O euro soma 0,49% para 1,0270 dólares, apesar dos prognósticos pessimistas dos estrategas do Goldman Sachs. 

 

O gigante de Wall Street reduziu a meta para os próximos três meses para o par euro-dólar de 1,05 dólares para 0,99 dólares, de acordo com a nota de "research" do banco de investimento, citada pela Bloomberg.

O corte nas previsões é justificado pela equipa de estrategas liderada por Kamakshya Trivedi com a antecipação de graves interrupções no abastecimento de gás que alimenta a região e a possibilidade de entrada da Zona Euro numa recessão económica já na segunda metade do ano.

Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais – derrapa 0,59% para 105,275 pontos. A nota verde está a ser pressionada pela divulgação do índice dos gestores de compras (PMI, na sigla em inglês) dos EUA, o qual caiu de 52,7 em junho para 52,2 pontos em julho, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela S&P Global.

Este número alimenta assim a perspetiva, já sinalizada pela Fed, de um possivel abrandamento no ritmo da subida das taxas de juro, caso a inflação o permita. Ainda assim, os analistas estão confiantes quanto ao desempenho futuro do dólar. Embora as expectativas de uma política monetária "dovish" estejam a pressionar a nota verde, "ainda é muito cedo para ver o dólar a entrar numa tendência negativa sustentada", defendeu Francesco Pelose, estratega do ING, citado pela Bloomberg.

Por sua vez, o iene segue para o "rally" mais longo em seis meses, contra o dólar. A moeda japonesa segue a subir pelo quarto dia consecutivo, estando a somar 1,16% para 0,0076 dólares.

 

Segundo a Bloomberg, o facto de os fundos de cobertura de risco estarem a vender dólares e comprar ienes como ativo refúgio pode ser a explicação para este "rally".

Juros da dívida nacional a 10 anos renovam mínimos de quase quatro meses
Juros da dívida nacional a 10 anos renovam mínimos de quase quatro meses

Os juros da dívida a 10 anos seguem aliviar na Zona Euro, num dia em que foram divulgados os dados do índice dos gestores de compras, (na sigla inglesa PMI), que registou a queda mais acentuada desde maio de 2020, dando sinais do advento de uma possível recessão. 

 

A yield da dívida alemã a 10 anos – "benchmark" para o mercado europeu – alivia 4,7 pontos base para  0,764%.

 

Por sua vez, os juros das obrigações italianas na mesma maturidade perdem 12,9 pontos base – o alívio mais expressivo da Zona Euro – para 2,871%, estando pela primeira vez desde maio abaixo da linha dos 3%.

 

Na Península Ibérica, a yield das obrigações portuguesas a 10 anos renova mínimos de meados de abril, ao aliviar 6,4 pontos base para 1,764%, mantendo-se pela terceira sessão consecutiva abaixo do patamar dos 2% alcançado no passado dia 29 de abril.

 

Já os juros da dívida espanhola com a mesma maturidade subtraem 6,3 pontos base para 1,843%.

 

O PMI da indústria na Zona Euro, medido pela S&P Global, caiu abaixo do nível crucial de 50 pontos em julho, mais concretamente para 49,8 pontos, contra 52,1 pontos em junho, sinalizando a primeira deterioração das condições gerais da atividade industrial em dois anos e dando sinais de uma possível recessão. 

Bolsas europeias cedem depois de melhor mês desde novembro de 2020

As bolsas europeias cederam algum terreno neste arranque de semana e começo de agosto, depois de terem marcado em juho o melhor mês desde novembro de 2020, numa sessão em que os investidores preferiram optar pela prudência enquanto avaliam as mais recentes contas trimestrais e o panorama para a economia mundial.

 

O índice de referência Stoxx 600 fechou a ceder 0,19%, para 437,46 pontos.

 

As cotadas da banca estiveram entre as que mais ganharam, ao passo que as do imobiliário e energia (num dia em que o petróleo está a afundar) tiveram os piores desempenhos

 

As bolsas europeias estão a entrar num período tradicionalmente duro, já que agosto e setembro foram os piores meses do ano para os retornos do Stoxx 600 nos últimos 25 anos.

 

Os investidores estão agora a pesar a possibilidade de vários reveses, como políticas monetárias mais duras dos bancos centrais, uma desaceleração do crescimento económico e aperto na oferta de energia.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax deslizou 0,03%, o francês CAC-40 desvalorizou 0,18% e o espanhol IBEX 35 perdeu 0,87%. Em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 0,17%.

 

Em contraciclo esteve o italiano FTSE MIB, que somou 0,11%.

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