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Ao minuto31.07.2020

Maus resultados de cotadas e PIB dos EUA derrubam Europa. Petróleo e ouro cedem

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

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Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 30 de Julho de 2020 às 17:55
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30.07.2020

Economia nos Estados Unidos deixa Europa a escorregar mais de 2%

As principais praças europeias não conseguem manter-se erguidas face à visão negra que se está a desenhar para a economia mundial. Todas caem, e com estrondo, depois de os Estados Unidos terem revelado o maior travão de sempre na maior economia do mundo.

O Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, desliza 2,16% para os 359,52 pontos, recuando a níveis de 29 de junho. Amesterdão e Madrid mostram quebras acima de 2,5% e em Frankfurt o trambolhão é de 3,45%.

De acordo com a primeira estimativa do governo norte-americano, a queda do PIB (produto interno bruto) foi de 32,9% no segundo trimestre deste ano. Com grande parte dos norte-americanos confinados em casa durante o segundo trimestre, o consumo privado registou uma quebra recorde de 34,6%.

30.07.2020

Euro ganha em nove de 10 sessões

A moeda única europeia leva a melhor contra o dólar por muito pouco, mas é o suficiente para renovar máximos. O euro sobe 0,05% para os 1,1798 dólares, tendo tocado um pico de 24 de setembro de 2018. Com este registo, a divisa do Velho Continente marca a nona sessão em dez em terreno positivo.

A nota verde segue tingida de vermelho depois de Donald Trump ter feito uma publicação no Twitter na qual sugeria que os votos por e-mail não são seguros e que portanto as presidenciais do próximo novembro podem ser adiadas. Estes receios acumulam com aqueles levantados pelos números do PIB, que lançam renovadas preocupações sobre a evolução da economia.

 

30.07.2020

Ouro afasta-se de cotação recorde na primeira queda em 10 sessões

Depois de nove dias consecutivos a ganhar valor que permitiram ao ouro renovar máximos de sempre durante a semana, o metal dourado segue esta quinta-feira a depreciar 1,14% para 1.948,35 dólares por onça.

A matéria-prima está assim mais distante do valor recorde registado na terça-feira, já próximo dos 2 mil dólares por onça.

A queda do ouro, a mais expressiva em quase dois meses, acontece numa altura em que se verifica um reforço da negociação do metal precioso pois os investidores procuram lucrar com os níveis recorde atingidos.

Por outro lado, os testes experimentais positivos ao desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus resultam numa diminuição da procura de ativos de refúgio por parte dos investidores.

30.07.2020

Aumento de infeções por covid-19 penaliza petróleo

As cotações do "ouro negro" seguem em terreno negativo nos principais mercados internacionais.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em setembro cede 3,13% para 39,98 dólares por barril.

 

Já o contrato de setembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 2,51% para 42,65 dólares.

 

O aumento dos casos de coronavírus em todo o mundo ameaça a retoma da procura de combustível, e isto numa altura em que os principais produtores de petróleo vão colocar mais crude no mercado – já que os membros da OPEP+ acordaram em reduzir o seu esforço de corte da produção a partir de 1 de agosto.

 

Nos EUA, as mortes devido ao novo coronavírus superaram ontem as 150.000.

 

O PIB dos Estados Unidos caiu 32,9% no segundo trimestre, segundo a primeira estimativa do Departamento do Comércio, sendo a maior queda desde que o governo começou a compilar estes dados, em 1947.

30.07.2020

Wall Street não resiste à maior queda de sempre do PIB e abre em queda

Os três maiores índices de Wall Street abriram a sessão desta quinta-feira em queda, com os investidores a assimilarem a contração histórico da economia do país, divulgada há alguns minutos. 

Por esta altura, o Dow Jones cai 0,61% para os 26.539,57 pontos e o S&P 500 perde 1,24% para os 3.258,44 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite desvaloriza 1,35% para os 10.542,94 pontos. 

De acordo com a primeira estimativa do governo norte-americano, a queda do PIB (produto interno bruto) foi de 32,9% no segundo trimestre deste ano, a um ritmo anual. Apesar da descida inédita, os economistas esperavam ainda pior, apontando para uma contração de 34,5%.

Para além dos dados sobre o crescimento da economia, foram também divulgados os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos, que mostraram uma subida pela segunda semana consecutiva para um total de 1,434 milhões, de acordo com os números do Departamento do Trabalho. 

30.07.2020

Ouro recua de máximos após Fed

O ouro fez uma pausa na sua série de nove dias a valorizar para um máximo histórico em um ligeiro aumento no dólar, enquanto os investidores estão a assimilar os comentários de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, sobre as incertezas da recuperação económica.

Por esta altura, o ouro desliza 0,77% para os 1.955,44 dólares por onça, depois de já ter valorizado cerca de 30% durante este ano para os máximos históricos acima dos 2.000 dólares. 



30.07.2020

Dólar respira face ao euro e à libra

A moeda norte-americana está a ganhar terreno às duas maiores moedas da Europa, respirando após uma sequência de perdas. 

O euro desvaloriza 0,30% para os 1,1757 dólares, enquanto que a libra cai 0,05% para os 1,2991 dólares. 

30.07.2020

Juros de Portugal voltam a igualar os de Espanha

A taxa de referência portuguesa está a cair 1,6 pontos base para os 0,332%, alcançando os juros a dez anos da vizinha Espanha, que hoje perdem 0,9 pontos base.

Esta é também a tendência vivida no resto da Europa, com os juros da Alemanha - que serve de referência para a região - a perderem 1,8 pontos base para os -0,521%, um valor perto de mínimos de dois meses, mesmo depois de o PIB (produto interno bruto) do país caído 10,1% no segundo trimestre deste ano, quando comparado com os primeiros três meses de 2020.

Em Itália, os juros transalpinos perdem 0,2 pontos base para os 0,987% e na Grécia a taxa de referência situa-se nos 1,058%. 

30.07.2020

Chuva de resultados negativos pressiona bolsas europeias

As bolsas europeias acentuaram as quedas da abertura e os índices recuam mais de 1%, com os investidores a analisarem os resultados desfavoráveis que foram apresentados esta manhã por diversas cotadas e que mostram como a pandemia da covid-19 está a penalizar a atividade empresarial dos mais diversos fatores.

O Stoxx600 desce 0,65% para 365,07 pontos, com as bolsas de Madrid, Frankfurt e Lisboa a caírem mais de 1%.

A francesa Renault desvaloriza 1% para 23,74 dólares depois de ter anunciado prejuízos recorde no primeiro semestre. A italiana ENI afunda 2,44% para 8,20 euros depois de ter cortado o dividendo e anunciado um prejuízo no segundo trimestre.

O banco espanhol BBVA afunda 5,89% para 2,76 euros depois de anunciar prejuízos de 1.157 milhões de euros no primeiro semestre. A Telefónica também afunda (-3,43% para 3,69 euros) depois de anunciar lucros de 831 milhões de euros no primeiro semestre.

Há mais cotadas europeias a reagir em queda aos resultados, como o britânico Lloyds (-6,95%) e a portuguesa Jerónimo Martins (-6,65%), que está a liderar as quedas no PSI-20.

Mas também houve cotadas a dar boas notícias aos acionistas, com resultados que está a provocar uma subida das ações. É o caso da francesa Total (+0,74%) e da Anheuser-Busch InBev (+7,64%).

Além dos resultados, os investidores estão também a digerir o discurso do presidente da reserva Federal e a subida dos casos de covid-19 em várias regiões. Ontem nos EUA foi superada a fasquia dos 150 mil mortos devido à pandemia.

30.07.2020

Petróleo em leve queda mesmo após maior queda dos "stocks" nos EUA do ano

Os preços do petróleo seguem a desvalorizar, mesmo depois de o número de inventários nos Estados Unidos ter sofrido a maior queda semanal deste ano e de a Reserva Federal se ter comprometido a atuar assim que necessário para proteger a maior economia do mundo. 

O Brent - negociado em Londres e que serve de referência para Portugal - desvaloriza 0,21% para os 43,66 dólares por barril, enquanto que o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) cai 0,27% para os 41,16 dólares. 

Ontem, nos Estados Unidos, o número de inventários caiu para 10,6 milhões de barris na semana, de acordo com a EIA (Energy
Information Administration), contrariando as expectativas dos analistas que apontavam para um crescimento. Ainda assim, o otimismo foi travado pelo crescimento de gasolina e destilados, sugerindo uma fraca procura durante a época de verão. 

Os preços do petróleo encaminham-se agora para consumar o seu terceiro ganho mensal pelo terceiro mês consecutivo, mas agosto pode vir a ser um mes desafiante para os preços da matéria-prima, uma vez que a OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os aliados) começam a diminuir os volumes dos cortes de produção.

30.07.2020

Futuros mistos após Fed e com resultados das "Big Tech" debaixo de olho

Os futuros da Europa e dos Estados Unidos seguem a negociar de forma mista, acompanhando a tendência pouco definida na sessão asiática, durante a madrugada em Lisboa, com os investidores a incorporarem o discurso de ontem do presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Jerome Powell, bem como o número crescente de casos de covid-19 em todo o mundo. 

Por esta altura, os futuros do Stoxx 50 - que agrupa as 50 maiores cotadas da Europa - ganha 0,1%, enquanto que os futuros do norte-americano S&P 500 deslizam 0,2%. 

Ontem, a Fed agiu em linha com todas as expectativas e optou por não fazer alterações à sua política monetária, para já. Powell optou por manter a taxa de juro diretora num intervalo entre 0% e 0,25%, tal como se esperava, uma vez que, segundo o próprio, não considera adequado partir para um cenário de juros negativos.

Ainda assim, o banco central manteve a sua postura acomodatícia, reforçando os riscos que a atual pandemia coloca ao panorama económico no médio prazo, não fechando a porta a novos reforços dos estímulos na próxima reunião de política monetária, em setembro. 

Nos mercados asiáticos, a bolsa de Hong Kong valorizou 0,7% e o índice de Xangai, na China, avançou 0,1%. Já a bolsa do Japão recuou 0,6%. 

Depois da reunião da Fed, os investidores voltam a centrar atenções na temporada de resultados, com a Qualcomm a beneficiar de um aumento de vendas na altura da pandemia.

As gigantes de tecnologia Apple, Amazon, Facebook e Alphabet vão hoje chegar-se à frente e divulgar os números referentes aos primeiros seis meses do ano, um dia depois de os seus presidentes terem sido ouvidos na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

Hoje será também conhecida a primeira estimativa para a evolução do PIB dos EUA no segundo triemstre, sendo que as estimativas dos economistas apontam para uma quebra histórica de 35%. 

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