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Ao minuto01.06.2022

Europa cede com mira no BCE. Petróleo continua a subir e ouro avança após alerta do JPMorgan

Acompanhe aqui minuto a minuto o desenrolar do conflito na Ucrânia e o impacto nos mercados.

Reuters
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01.06.2022

Europa dá continuidade a maio e segue no vermelho

As principais praças europeias terminaram o dia em terreno negativo, entre receios de uma política mais agressiva do Banco Central Europeu face ao aumento da inflação na Europa. O dia ficou marcado por comentários do CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, que indicou estar a preparar-se para um "furacão" na economia.

O índice de referência europeu, Stoxx 600, depois de ter encerrado maio no vermelho, deu continuidade à tendência e derrapou 1,04% para 438,72 pontos.

Entre as maiores quedas estiveram o setor das viagens e do imobiliário, que recuaram mais de 2%. Em contraciclo esteve o setor automóvel, que avançou 1,38%.

A pressão sobre o Banco Central Europeu continua a crescer e hoje houve comentários do membro do Conselho da autoridade monetária, Robert Holzmann, que voltou a insistir na necessidade de aumentar as taxas de juro em 50 pontos base já em julho.

Ainda assim, as intenções da presidente do BCE, Christine Lagarde, e do economista-chefe, Philip Lane, apontam para uma subida das taxas de juro de apenas 25 pontos base em julho.

Numa nota de análise, Jamie Fahy, analista da Citi, sublinhou que "com um banco central cujas ações são difíceis de prever, num contexto de alta inflação, nós somos mais apologistas de vender nas fases de 'rally' (subida da bolsa) do que de comprar quando os valores caem [‘dip buyers']".

"Estamos num ambiente de crescimento lento e de aperto das condições financeiras e isso vai ser uma receita bastante difícil para os mercados", adiantou o analista Hani Redha, da PineBridge Investments, à Bloomberg.

Nas principais praças da Europa Ocidental, a tendência foi negativa. Em Amesterdão, o índice AEX perdeu 1,64%, seguido do madrileno IBEX que caiu 1,18% e do londrino Footsie - que desvalorizou 0,98%. Ainda em queda esteve o milanês FootsieMIB, a ceder 0,90%, o francês CAC 40 a recuar 0,77% e o alemão DAX - que registou um decréscimo de 0,33%.

01.06.2022

Petróleo prossegue subida depois de seis meses consecutivos no verde

Com a revisão da “baseline”, vão entrar mais 32.000 barris/dia.

Os preços do "ouro negro" continuam a negociar em terreno positivo, com o potencial aperto da oferta face ao aumento da procura no verão a sustentar a tendência.

 

A travar ligeiramente os ganhos está a potencial suspensão da Rússia do acordo de quotas de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados. Neste chamado grupo OPEP+, a Rússia é o membro mais forte do lado dos que não fazem parte do cartel petrolífero.

 

Em Londres, o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 1,49% para 117,32 dólares por barril.

 

Ontem o Brent chegou a tocar nos 125,28 dólares – em máximos de 9 de março – mas a notícia da possível suspensão da Rússia do acordo OPEP+ inverteu a tendência ao final do dia.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 1,44% para 116,32 dólares por barril.

 

O petróleo fechou maio com o sexto saldo mensal consecutivo no verde, naquela que é a maior série mensal de ganhos desde inícios de 2011. Ou seja, há 11 onze e meio.

01.06.2022

Dólar ganha força com "furacão económico" levantado por CEO do JPMorgan

No mercado cambial, o dólar norte-americano está a ganhar força, depois de o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, ter revelado que está a preparar o banco para o "furacão económico" que virá em breve, devido ao impacto da guerra na Ucrânia e à política menos acomodatícia da Fed, e ter aconselhado outros investidores a fazerem o mesmo.

Face a isso, o índice do dólar da Bloomberg – que mede o desempenho da moeda norte-americana face a um cabaz de moedas rivais – está a subir 0,88% para 102,660.

Já o euro está a perder 0,74%, para 1,0655 dólares, depois de o Eurostat ter divulgado ontem que a inflação atingiu novos máximos de 1993 (8,1%) em maio. Também a libra esterlina está em queda: perde 0,86% para 1,2493 dólares e 0,20% para 0,8535 euros.

01.06.2022

Ouro avança após alerta de CEO do JPMorgan sobre economia

Depois de na semana passada ter feito comentário otimistas quanto à evolução da economia, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, deixou hoje vários alertas, comparando a economia a um furacão.

As palavras de Dimon provocaram um sell-off em Wall Street, com os investidores a buscarem refúgio no ouro.

A onça do metal amarelo avança 0,31%, para os 1.843,08 dólares. A tendência de valorização alastra-se a outros metais preciosos como a prata, que sobe 1,16%, e a platina, que ganha 2,03%.

01.06.2022

Wall Street arranca positiva com tecnológicas em destaque

A escalada do conflito armado na Ucrânia e a inflação fora de controlo arrastaram os mercados e a confiança dos empresários.

As bolsas de Nova Iorque iniciaram a primeira sessão de junho em alta, com os investidores ainda em busca de pistas sobre o rumo que a Fed vai tomar, em termos de dimensão das subidas dos juros de referência, para controlar a inflação.

O industrial Dow Jones sobe 0,49%, para 33.152,08 pontos, enquanto o "benchmark" S&P 500 avança 0,62%, para 4.157,60 pontos.

Já o tecnológico Nasdaq Composite ganha 1,05%, até aos 12.208,50 pontos, beneficiando de a maioria das cotadas de tecnologia não serem pró-cíclicas, ou seja não estarem tão correlacionadas com a evolução da economia. Isto numa altura em que uma das grandes dúvidas dos investidores é qual o efeito no crescimento da maior economia mundial da política restritiva da Fed.

A Salesforce destaca-se com uma subida de mais de 11% após ter revisto em alta as perspetivas para este ano.

01.06.2022

BCP vai segurando PSI acima da linha d'água

A praça portuguesa mantém-se marginalmente acima da linha d'água a meio da sessão, sendo acompanhada na Europa apenas por Frankfurt.

O PSI avança uns tímidos 0,09%, para os 6.262,84 pontos, apesar de nove das 15 cotadas estarem no vermelho.

A estrela do dia é o BCP, com uma subida de 3,02%, para 0,1976 euros. O desempenho do banco liderado por Miguel Maya é ainda mais surpreendente por não só estar a ganhar bem acima do setor na Europa (0,4%) mas por as ações terem entrado em ex-dividendo.

A Altri é a outra única cotada do índice a ganhar mais de 1%.

01.06.2022

Juros invertem tendência e aliviam na Zona Euro

O juros inverteram a tendência de arranque da sessão e estão a aliviar na Zona Euro.

 

A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para o mercado europeu – alivia 0,6 pontos base para 1,111%.

 

Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos descem 1,5 pontos base para 3,095%, enquanto a yield sobre as obrigações francesas com a mesma maturidade subtrai 0,2 pontos base para 1,632%.

 

Na Península Ibérica,  os juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,4 pontos base para 2,241%, enquanto a yield das obrigações espanholas com a mesma maturidade alivia 0,8 pontos base para 2,241%.

 

Esta inversão de tendência surge momentos depois de Robert Holzmann, governador do Banco da Áustria e membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), ter voltado a insistir na necessidade de aumentar as taxas de juro diretoras em 50 pontos base já em julho, face à aceleração da inflação na Zona Euro em maio para 8,1%.

01.06.2022

Europa negoceia mista e prepara-se para enfrentar mês tradicionalmente difícil

Europa segue a negociar de forma mista, à media que os "dip buyers" voltam à carga, procurando ações subvalorizadas, e enquanto o mercado antecipa o advento de uma política monetária "hawkish" para combater a inflação que acelerou em maio na Zona Euro.

 

O Stoxx 600 segue a negociar na linha de água (0,03%) para 443 pontos. Dos 20 setores que compõe o índice, a banca comanda os ganhos na expectativa da subida das taxas de juro em julho, enquanto o setor da energia lidera as perdas.

 

O "benchmark" europeu, assim como as restantes praças do bloco tem sido pressionados pela expectativa do advento de uma política monetária restritiva, que alimenta o medo sobre o possível abrandamento económico. Os investidores estão ainda nervosos pelos tempos que se avizinham, tendo em conta que nos últimos 20 anos junho foi em média o pior mês do ano para o índice de referência.

 

Nas restantes praças europeias, Madrid sobe 0,10%, Frankfurt valoriza 0,40% e Paris soma 0,18%. Milão cresce 0,28%, enquanto por outro lado, Amesterdão cai 0,31% e Lisboa perde 0,11%. Londres negoceia na linha de água (-0,04%).

 

"Estamos a rever em baixa as nossas expectativas, dado o abrandamento que claramente está a caminho. O crescimento lento e o aperto das condições financeira será uma receita difícil para o mercado", comentou Hani Redha resposável pela gestão de ativos europeus na Pinebridge Investments, em declarações à Bloomberg.

01.06.2022

Juros agravam na Zona Euro

Os juros estão a agravar na Zona Euro, um dia depois de o Eurostat ter dado conta de uma aceleração da inflação em maio acima do estimado pelos especialistas.

 

Os juros das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para o mercado europeu—somam 1,7 pontos base para 1,135%, um novo máximo este ano. Desde o dia 5 de maio, que os juros das obrigações alemãs estão acima da fasquia de 1%.

 

Também em Portugal, os juros da dívida a dez anos batem num novo máximo este ano, estando a agravar 2,7 pontos base para 2,271%. Desde 29 de abril que a yield da dívida nacional com esta maturidade é negociada acima de 2%. Em Espanha os juros das obrigações a dez anos acrescentam 2,6 pontos base para 2,243%.

 

Por fim, em Itália a yield das obrigações a dez anos segue a tendência da região e soma 3,8 pontos base para 3,148%.

 

O mercado das dívidas soberanas está a reagir aos números da inflação na zona euro publicados esta terça-feira. A taxa de inflação anual na Zona Euro deverá ter acelerado para 8,1% em maio, mais 0,7 décimas do que em abril, quando o índice de preços no consumidor (IPC) da região tocou em 7,4%, segundo a estimativa rápida do Eurostat, divulgada esta terça-feira.

 

Os analistas consultados pela Bloomberg apontavam para que o IPC se fixasse em 7,8%.

01.06.2022

Ouro e euro em queda. Dólar ganha força

Ouro

O ouro continua a cair, após esta terça-feira ter fechado a segunda queda mensal. O alívio das medidas de confinamento contra a covid-19 na China e o foco dos investidores no mercado das dívidas soberanas - já que o metal amarelo não remunera juros – são os principais propulsores para estas perdas.

 

O "rei" dos metais segue a desvalorizar 0,30% para 1.831,92 dólares por onça.

 

"Os preços do ouro caíram devido aos juros das dívidas soberanas se terem tornado mais atraentes, à medida que os investidores ficam cada vez mais preocupados com a inflação e com o abrandamento económico global", defendeu Eduardo Moya, analista da Oanda Corp, citado pela Bloomberg. O analista aponta para que a linha de resistência do metal amarelo esteja neste momento na fasquia dos 1.870 dólares por onça.

 

No mercado cambial, o índice do dólar da Bloomberg – que compara o desempenho do "green cash" com 10 divisas rivais – valoriza 0,17% para 101,93 pontos.

Já o euro perde 0,17% contra a força do dólar para 1,0716 dólares, um dia depois de o Eurostat ter realizado uma primeira leitura da inflação em maio na zona euro. O gabinete de estatística aponta para que a taxa tenha subido para 8,1% no mês passado.

01.06.2022

Petróleo sobe horas antes de reunião da OPEP+ com Rússia "na berlinda"

Depois de alcançar o sexto ganho mensal em maio, a melhor sequência em 2011, o petróleo amplia os ganhos, horas antes da reunião da OPEP +, a organização que conjuga os países exportadores de ouro negro.

 

O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, soma 1,39% para 116,26 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias—ganha 1,33% para 117,14 dólares por barril.

 

Desde esta terça-feira que o mercado do "oil" está sob alerta. O Wall Street Journal avançou ontem que os países exportadores estavam a ponderar a possibilidade de suspender a Rússia do acordo de produção da OPEP +. Para  a RBC Capital Markets, citada pela Bloomberg, se tal se confirmar, a Arábia Saudita acabará por ter de adicionar mais barris do que o previsto para suprimir a lacuna.

 

"Se houver uma confirmação por parte da OPEP+ de que está a ser discutida a suspensão da Rússia, os preços [do petróleo] podem cair até aos 100 dólares", defendeu Will Sungchil Yun, analista de matérias-primas da VI Investment em declarações à Bloomberg.

01.06.2022

Europa aponta para abertura no verde. Ásia fecha mista

Os futuros sobre os principais índices europeus apontam para um arranque de sessão no verde, numa altura em que os mercados digerem as palavras proferidas pela secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, que manifestou o seu apoio à subida das taxas de juro para combater a inflação.

 

"[O presidente norte-americano Joe Biden] Biden apoia a independência da Fed para tomar as medidas necessárias para reduzir a inflação", frisou Yellen.

 

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 ganham 0,4% enquanto os futuros sobre o alemão DAX sobem 0,5%.

 

Esta quarta-feira, os investidores vão estar atentos à divulgação do índice industrial PMI  na Zona Euro e no Reino Unido.

 

Na Ásia a sessão encerrou mista. No Japão o Nikkei subiu 0,65%, a par do Topix que somou 1,36%. Na Coreia do Sul, o Kospi  ganhou 0,61%. Por fim, pela China o tecnológico Hang Seng em Hong Kong caiu 0,69%, acompanhado pela bolsa de Xangai, que derrapou 0,53%.

01.06.2022

Kremlin realiza exercícios com mísseis balísticos

A Rússia está a realizar exercícios com mísseis balísticos na região de Ivanovo, perto de Moscovo, informou o Kremlin, citado pela Interfax.

Recorde-se que o míssil balístico intercontinental RS-24 Yars tem capacidade para transportar três projeteis nucleares e tem um alcance de 10.500 km.

01.06.2022

No mesmo dia Dinamarca fica sem gás russo e vota pela adesão à política de defesa da União Europeia

Os dinamarqueses votam esta quarta-feira em referendo se se juntam ou não à política de defesa da União Europeia.

A Dinamarca é o único país entre os 27 Estados membros que não partilha da Política Comum de Segurança e Defesa, tendo sido esta exceção determinada por um referendo que ocorreu no país em 1993. 

A maioria das sondagens citadas pela Bloomberg apontam para que o povo dinamarquês vote a favor do fim desta exceção. 

O referendo ocorre no mesmo dia em que a russa Gazprom vai cortar o fornecimento de gás ao país. 

A Dinamarca junta-se assim a uma lista de quatro países a quem a Rússia cortou o fornecimento desta matéria-prima - Polónia, Bulgária, Finlândia e Países Baixos.

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