Petróleo recua e negoceia nos 102 dólares. Ouro e dólar estáveis à espera da Fed
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
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Dólar sem grandes alterações com petróleo a reduzir perdas antes de reunião da Fed
O dólar segue a negociar sem rumo definido esta manhã, tendo chegado a registar perdas durante o arranque da sessão, ainda que a esta hora esteja a recuperar algum terreno, enquanto os preços do crude voltam a ganhar terreno após uma queda de mais de 2%.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – avança 0,08%, para os 99,659 pontos, elevando os seus ganhos para mais de 2% desde o início da guerra no Médio Oriente.
Ainda assim, a “nota verde” está a perder terreno face ao iene, antes de uma reunião em Washington entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi. A esta hora, o dólar cede 0,01%, para os 158,980 ienes, depois de a divisa nipónica ter atingido mínimos de 2024 na semana passada.
O dólar atingiu o seu nível mais alto em dez meses no final da semana passada, uma vez que o conflito no Médio Oriente e o aumento dos preços do petróleo levaram os investidores a reforçar posições na “nota verde”, que se tem mostrado o ativo-refúgio predileto dos mercados desde o início do conflito dos EUA e Israel contra o Irão.
No que diz respeito aos bancos centrais, a Reserva Federal dos EUA anunciará a sua decisão de política monetária nesta quarta-feira, com o BCE, o Banco de Inglaterra e o Banco do Japão a apresentarem a sua decisão amanhã.
Espera-se que todos mantenham as taxas de juro inalteradas e os "traders" estarão atentos aos comentários sobre a inflação e as perspetivas económicas no contexto da guerra no Médio Oriente.
Pela Europa, a libra perde 0,07%, para os 1,335 dólares e o euro perde 0,12%, para os 1,153 dólares.
Ouro e prata recuam em dia de decisão da Fed
O ouro está a negociar com ligeiras desvalorizações nesta quarta-feira, à medida que os “traders” parecem não querer fazer grandes apostas e seguem a avaliar o impacto económico do conflito no Médio Oriente, enquanto aguardam pela decisão de taxas de juro da Reserva Federal (Fed) norte-americana.
A esta hora, o ouro cede 0,29%, para os 4.990,990 dólares por onça.
Espera-se que a Reserva Federal mantenha as taxas inalteradas pela segunda reunião consecutiva esta tarde, à medida que o aumento contínuo dos preços do crude segue a alimentar as preocupações em torno de um aumento da inflação. Já durante o dia de amanhã, serão conhecidas as decisões de política monetária dos bancos centrais do Reino Unido, da Zona Euro, do Japão, do Canadá e da Suíça.
O contexto inflacionista normalmente favorece o ouro como um ativo-refúgio, mas as taxas de juro elevadas diminuem o apelo do metal amarelo, que não rende juros.
No que toca à prata, o metal precioso cai ligeiros 0,07%, para os 79,233 dólares por onça.
Petróleo recua com Iraque a retomar exportações através da Turquia
Os preços do petróleo negoceiam com desvalorizações esta manhã, revertendo já grande parte dos ganhos registados na terça-feira, depois de o Governo do Iraque e autoridades da Turquia terem chegado a um acordo para retomar as exportações de petróleo através do porto turco de Ceyhan, permitindo que o país do Médio Oriente evite o transporte de crude através do estreito de Ormuz.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cai 2,38%, para os 93,48 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – cai 1,34% para os 102,03 dólares por barril.
No entanto, sem sinais de uma desaceleração do conflito no Irão, que levou a uma paralisação generalizada das exportações de petróleo do Médio Oriente, os preços dos futuros do Brent fixaram-se acima dos 100 dólares por barril nas quatro sessões consecutivas anteriores.
O ministro do Petróleo do Iraque, Hayan Abdel-Ghani, afirmou que se esperava que o fluxo de “ouro negro” a partir de Ceyhan começasse logo pela manhã desta quarta-feira, de acordo com a comunicação social estatal, já depois de dois responsáveis do setor petrolífero terem dito na semana passada que o Iraque pretendia bombear pelo menos 100 mil barris por dia de crude através do porto turco. A produção de petróleo dos principais campos petrolíferos do sul do Iraque, onde a maior parte do seu crude é produzido e exportado, caiu 70% para apenas 1,3 milhões de barris por dia,
Já noutros pontos, os “stocks” de crude dos EUA terão aumentado em mais de seis milhões de barris na semana terminada a 13 de março, segundo dados preliminares divulgados na terça-feira.
No que toca ao gás natural, o preço do gás de referência para os mercados europeus, negociado no TTF – ponto de negociação nos Países Baixos –, soma cerca de 0,73% para 51,183 euros por megawatt-hora.
Queda no crude e salto das tecnológicas levam Ásia a fechar em alta. Sul-coreano Kospi dispara mais de 5%
Os principais índices asiáticos encerraram a negociação com fortes ganhos, avançando pelo terceiro dia consecutivo, com o renovado otimismodos investidores em relação a cotadas da área da inteligência artificial (IA) a sustentar o apetite pelo risco e antes da reunião da Reserva Federal (Fed) norte-americana nesta quarta-feira. Na Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 pulam quase 1% e os do S&P 500 avançam 0,50%.
Pelo Japão, o Nikkei subiu 2,87% e o Topix avançou 2,47%. Já o sul-coreano Kospi disparou 5,04%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong ganhou 0,53% e o Shanghai Composite valorizou 0,32%. Por Taiwan, o TWSE somou 1,51%.
O índice regional MASCI Ásia-Pacífico subiu 2,2%, com as valorizações a serem lideradas pelo setor tecnológico, à medida que os comentários otimistas do diretor executivo da Nvidia, Jensen Huang, impulsionaram as fabricantes de chips, num dia em que a gigante sul-coreana Samsung Electronics subiu mais de 7%.
Nesta linha, as cotadas chinesas ligadas à OpenClaw dispararam, impulsionadas pelos comentários otimistas de Huang sobre o potencial dos agentes de IA. A MiniMax Group, que acabou de lançar uma nova ferramenta de IA generativa, chegou a somar 29% para atingir um novo máximo histórico, tendo fechado o dia com ganhos de mais de 21%. Já a Knowledge Atlas Technology, conhecida como Zhipu, ganhou mais de 18%, enquanto a prestadora de serviços na nuvem UCloud Technology também registou ganhos em Shanghai tendo valorizado mais de 13%. Isto depois de Jensen Huang ter dito que o OpenClaw é “definitivamente o próximo ChatGPT”, descrevendo esta ferramenta como uma mudança fundamental na área da IA. A ferramenta conquistou um público grande na China, proporcionando um novo impulso ao “boom” local da IA iniciado com o lançamento do DeepSeek há mais de um ano.
Os ganhos na Ásia seguiram os avanços em Wall Street e pela Europa. A apoiar o sentimento esteve, também, uma queda de 2,6% no petróleo Brent, que cedeu depois de o Iraque ter assinado um acordo para retomar as exportações através da Turquia, evitando o estreito de Ormuz, e à medida que os EUA intensificaram os esforços para forçar a reabertura da importante via marítima.
Mas mesmo após a mais longa recuperação das ações em mais de um mês, os investidores permanecem em alerta máximo quanto à guerra no Médio Oriente.
“Há uma sensação crescente de que os mercados estão a tentar ignorar as tensões atuais”, afirmou à Bloomberg Fawad Razaqzada, da Forex.com. “Ainda assim, os mercados não se estão a deixar levar pelo entusiasmo. Se o conflito se prolongar, o risco é que volte a pesar mais fortemente sobre os mercados bolsistas”, disse.
No plano geopolítico, o Presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou os seus esforços para recrutar parceiros para assumir controlo do estreito e repreendeu os aliados da NATO que rejeitaram abertamente os seus apelos. O comentário de Trump de que não precisa da cooperação da NATO ou de outros países “na verdade tranquilizou os mercados, no sentido de que a situação pode não escalar para uma guerra em grande escala”, sublinhou à agência de notícias financeiras Hitoshi Asaoka, da Asset Management One.
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