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Ao minuto19.11.2025

Defesa e tecnologia deixam Europa dividida. Rheinmetall afunda 7%

Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta quarta-feira.

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euronext bolsa mercados traders Aurelien Morissard/AP
19 de Novembro de 2025 às 17:59
19.11.2025

Defesa e tecnologia deixam Europa dividida entre ganhos e perdas. Rheinmetall afunda mais de 7%

bolsas mercados europa, alta, subida

As principais praças europeias encerraram a terceira sessão da semana divididas entre ganhos e perdas, numa altura em que os investidores avaliam possíveis avanços nas negociações para trazer a paz à Ucrânia e antecipam os resultados trimestrais da Nvidia - que vão ser divulgadas após o fecho de Wall Street. 

O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, manteve-se praticamente inalterado, recuando apenas 0,03% para 561,71 pontos, apesar de até ter chegado a crescer 0,7% esta quarta-feira. Com a Casa Branca pronta a apresentar uma proposta de paz, que terá sido discutida com a Rússia mas não com a Ucrânia, as ações de defesa acabaram por afundar mais de 3% nesta sessão. A Rheinmetall liderou as perdas sectoriais, ao mergulhar 7%.

O principal índice europeu tem tido dificuldade em permanecer à tona desde que atingiu máximos históricos na semana passada, mesmo num dia em que as ações globais estão a recuperar com um movimento de "buying the dip" (quando os investidores aproveitam grandes desvalorizações para comprarem títulos com desconto). Apesar de ter o Stoxx 600 ter acabado a sessão no vermelho, o setor tecnológico - que tem estado por detrás do mais recente "sell-off", conseguiu recuperar algum terreno. 

O setor vai enfrentar uma nova prova de fogo esta quarta-feira, quando a Nvidia apresentar as contas trimestrais ao mercado. A cotada mais valiosa do mundo deve continuar a ver os seus resultados crescerem, com os analistas a apontarem para receitas superiores a 54 mil milhões de dólares, mas o foco vai estar mesmo no "guidance" a curto prazo. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Vivendi afundou 13,61% para 2,50 euros, depois de o jornal Le Monde ter noticiado que o grupo de media poderia escapar de ter que pagar qualquer indemnização aos acionistas minoritários pela recente divisão do grupo. Já a NKT saltou 17,06% para 833,50 coroas dinamarquesas, atingindo um novo máximo histórico, após a fabricante de cabos ter divulgado previsões para este ano que ficaram na faixa superior das expectativas dos analistas.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 0,08%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,44%, o francês CAC-40 subtraiu 0,18% e o britânico FTSE 100 tombou 0,47%. Já o neerlandês AEX saltou 0,26% e o espanhol IBEX 35 cresceu 0,39%.

19.11.2025

Juros das "Gilts" britânicas voltam a disparar. Zona Euro com agravamentos subtis

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão desta quarta-feira com pequenos agravamentos, num dia em que as principais praças da região dividiram-se entre ganhos e perdas. Já no Reino Unido, a "yield" disparou, numa altura em que o foco dos investidores está virado para a apresentação do orçamento na próxima semana.

Neste contexto, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos, maturidade de referência, avançaram 4,9 pontos base para 4,6% - o valor mais elevado em mais de um mês. Este movimento acontece apesar de a inflação no país ter recuado pela primeira vez em sete meses, fixando-se nos 3,6% - mesmo assim, um valor mais elevado do que era antecipado pelos analistas.

Apesar de estes números reforçarem um novo corte nas taxas de juro em dezembro, os investidores parecem bastante mais preocupados com o "buraco" nas contas públicas, que a ministra das Finanças tem pouco espaço de manobra para resolver.  

Pela Zona Euro, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, de referência para a região, saltaram 0,5 pontos base para 2,710%, enquanto os das obrigações francesas subiram 0,3 pontos para 3,459%. Em Portugal, cresceram 0,1 pontos para 3,041%; em Itália, recuaram 0,4 pontos para 3,451%; e, em Espanha, mantiveram-se inalterados nos 3,207%.

19.11.2025

Iene em mínimos de dez meses. Inflação derruba libra

Nota de mil ienes japoneses em destaque

O iene caiu para mínimos de dez meses esta quarta-feira, após a ministra japonesa das Finanças, Satsuki Katayama, ter indicado que o país está a seguir atentadamente os desenvolvimentos no mercado "com um sentido de grande urgência", depois de se ter reunido com representantes do banco central nipónico. 

A esta hora, o dólar avança 0,67% para 156,55 ienes, o valor mais baixo para a divisa japonesa desde janeiro deste ano. A moeda tem perdido força no mercado cambial desde que Sanae Takaichi assumiu as rédeas do país, com os investidores à espera de que o Governo avance com um pacote de medidas que implica grande investimento público - garantido por taxas de juro baixas.

"É evidente que existe alguma preocupação com a atual fraqueza do iene. Mas penso que que é bastante difícil para o governo decidir o que fazer a este respeito. Quero dizer, a intervenção tem uma longa história no Japão, mas nem sempre com grande sucesso", explica Sonja Marten, diretora de "research" cambial do DZ BANK, à Reuters. 

Já pelo Reino Unido, a libra cai 0,52% para 1,3076 dólares, depois de a inflação no Reino Unido ter abrandado pela primeira vez em sete meses. O índice de preços no consumidor aumentou 3,6% em outubro em termos homólogos, duas décimas abaixo dos 3,8% registados no mês anterior, alimentando a narrativa de que o Banco de Inglaterra pode avançar com um novo corte de juros em dezembro. 

Por sua vez, o euro recua 0,29% para 1,1547 dólares, numa altura em que os investidores procuram pistas sobre o que poderá a Reserva Federal (Fed) fazer na próxima reunião. 

19.11.2025

Ouro avança mais de 1% com nervosismo nos mercados a persistir

ouro

A onça de ouro está a valorizar mais de 1% esta quarta-feira, numa altura em que, apesar de o sentimento de risco estar a recuperar, os investidores continuam a procurar algum refúgio no ouro, num dia marcado pela divulgação das atas da Reserva Federal (Fed). Na última reunião, o banco central decidiu cortar as taxas de juro em 25 pontos base, mas a decisão não foi consensual - e os mercados estarão atentos a qualquer pista que indique o caminho que a autoridade monetária vai adotar em dezembro. 

A esta hora, o ouro avança 1,11% para 4.112,21 dólares por onça, aproximando-se um pouco mais dos máximos históricos que atingiu em outubro, quando tocou nos 4.381,58 dólares. "Há uma procura por refúgios no mercado, neste momento. Os números do emprego divulgados até agora têm sido um pouco mais fracos e há ainda algum nervosismo no mercado acionista", explica Bob Haberkorn, estratega de mercados da RJO Futures, à Reuters. 

As ações globais estabilizaram esta quarta-feira, após um arranque de semana bastante atribulado. Os mercados vão enfrentar uma nova prova de fogo já depois do fecho desta sessão, com os resultados da Nvidia, a cotada mais valiosa do mundo, a testarem a sustentabilidade do "rally" de inteligência artificial (IA). Ainda em foco estarão os dados da criação de emprego, relativos a setembro, que serão divulgados na quinta-feira. 

O mercado de "swaps" vê uma probabilidade de cerca de 50% da Fed avançar com um corte de 25 pontos base nas taxas de juro, um número bastante inferior ao da semana passada e ao de um mês atrás - antes do presidente do banco central, Jerome Powell, ter indicado que um novo alívio estava "tudo menos garantido" em dezembro. 

19.11.2025

Petróleo cai mais de 2% após EUA avançarem com nova proposta de paz na Ucrânia

petroleo combustiveis

Os preços do petróleo estão a desvalorizar mais de 2% esta quarta-feira, numa altura em que os EUA estarão a avançar com uma nova proposta para acabar o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já terá sido discutido com Moscovo. A informação foi revelada por fontes do govenro ucraniano a vários jornais internacionais, mas Kiev não terá participado nas discussões. 

A esta hora, o barril de Brent, referência para a Europa, recua 2,64%, para os 63,20 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) cai 2,72%, negociando nos 59,09 dólares por barril. Os dois "benchmarks" aceleraram mais de 1% na sessão anterior, impulsionados pelas sanções a petrolíferas russas, que acabaram por eclipsar os receios com um possível excesso de oferta em 2026.

A retoma das negociações entre EUA e Rússia está a renovar as esperanças dos investidores de que um fim da guerra - ou, pelo menos, uma pausa temporária - estará mais próximo. Na quinta-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, vai encontrar-se com tropas norte-americanas em Kiev. 

O fim do conflito levaria os países ocidentais a retirarem as sanções as petrolíferas russas, diminuindo significativamente os riscos em torno do abastecimento global de crude, explica Ole Hansen, analista do Saxo Bank, à Reuters. A aparente abertura da Rússia para negociar acontece após uma série de ataques a infraestruturas energéticas por parte da Ucrânia e uma nova ronda de penalizações por parte dos EUA, com o objetivo de diminuirem as fontes de financiamento de Moscovo para continuar a guerra. 

19.11.2025

Wall Street de volta ao verde após várias sessões em queda. Nvidia centra atenções

Wall Street.

Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta quarta-feira em alta, após vários dias de quedas avultadas, num dia marcado pela divulgação das contas trimestrais da Nvidia, já depois do fecho de Wall Street. As contas da gigante dos semicondutores são há muito vistas como um "farol" para o setor tecnológico, nomeadamente para as ações ligadas à inteligência artificial, e ganham especial importância numa altura em que os investidores estão preocupados com uma possível sobreavaliação destes títulos. 

O S&P 500 avança 0,49% para 6.649,85 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite cresce 0,82% para 22.615,91 pontos e o industrial Dow Jones valoriza 0,02% para 46.099,46 pontos. O "benchmark" norte-americana atingiu máximos históricos em outubro deste ano, mas desde aí tem tido dificuldade em permanecer à tona, tendo já desvalorizado cerca de 4,4% desde esse recorde. 

"Podemos ter um pouco mais de oscilações, já que os investidores foram preparados durante todo o ano para comprar em baixa [buy the dip] - e certamente tivemos quedas bastante significativas", explica Melissa Brown, diretora de "research" da SimCorp, à Reuters. "Pelo menos por enquanto, algumas destas empresas de renome ainda podem receber algum apoio, já que os investidores consideram os preços atuais mais atraentes", acrescenta. 

Os investidores aguardam também pelas atas da Reserva Federal (Fed) norte-americana da última reunião, onde o banco central decidiu baixar as taxas de juro em 25 pontos base. A decisão não recolheu consenso e os "traders" vão estar atentos às preocupações levantadas por alguns membros da autoridade monetária, numa altura em que o mercado de "swaps" vê uma probabilidade de apenas 50% de um novo alívio em dezembro. 

Já na quinta-feira, o foco vai estar nos dados da criação de emprego, relativos a setembro. Apesar de serem dados que já não espelham a situação atual do mercado laboral dos EUA, são a primeira leitura da vitalidade do mesmo desde que o "shutdown" mais longo do país impediu a divulgação de uma série de dados económicos. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Target valoriza 0,33% para 88,85 dólares, apesar de até ter registado uma queda nos lucros superior à que era esperada pelos analistas - indicando que os norte-americanos estão a reduzir no consumo. Já a Lowe's avança 2,92% para 226,03 dólares, após ter conseguido superar as previsões do mercado em termos de lucro por ação, que se fixaram nos 3,06 dólares. 

19.11.2025

Europa paira perto de mínimos de um mês sob pressão das tecnológicas

bolsa europa euronext

As bolsas europeias estão a negociar com perdas, numa altura em que as preocupações em torno da sobreavaliação das ações de tecnologia se intensifica, no dia em que a maior cotada do mundo (e tecnológica) apresenta resultados ao mercado - um verdadeiro "teste" a esta perspetiva do mercado. 

Os resultados da " tendem a definir o sentimento do mercado pelo que, sem novos catalisadores, é para lá que os investidores olham. 

O índice de referência para o bloco, o Stoxx 600, perde 0,18% para 560,87 pontos, com a maioria dos 20 setores a registarem desvalorizações esta manhã. Os setores de media (+1%) e petróleo e gás (+0,7%) impedem o "benchmark" de maiores quedas. 

Na sessão anterior, o Stoxx 600 desvalorizou 1,7%, a maior queda num único dia em mais de três meses, devido a preocupações de que a subida mundial do setor de tecnologia, observada durante grande parte do ano, se tenha transformado numa possível bolha. Pela Europa, o setor "tech" cai 0,44%.

"É uma mistura de tudo o que está a pesar agora, desde a ansiedade sobre quando a inteligência artificial (IA) vai começar a trazer receitas 'de fora para dentro' do setor, até às esperanças  cada vez menores de que a Reserva Federal (Fed) possa cortar as taxas de juros em dezembro", disse Ipek Ozkardeskaya, analista do Swissquote Bank, à Reuters. E acrescentou: "Obviamente, se houver alguma decepção por parte da Nvidia, será mais um prego no caixão do entusiasmo em torno da IA."

Os investidores também aguardam o relatório do mercado de trabalho dos EUA, previsto para quinta-feira, num momento em que os membros da Fed estão divididos sobre a decisão da política monetária do banco central no próximo mês.

As ações da Kering tombam 3,3%, depois de o CEO, Luca de Meo, ter afirmado que a retoma do crescimento vai exigir a redução da dependência da Gucci, a sua principal marca que está em dificuldades, uma redução da rede de lojas ainda maior e procura por mais sinergias. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recua 0,24%, o espanhol IBEX 35 perde 0,07%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,71% e o francês CAC-40 cede 0,51%. Já o britânico FTSE 100 perde 0,12% e o neerlandês AEX desvaloriza 0,04%.


19.11.2025

Juros da dívida seguem a aliviar à exceção da Alemanha

Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro estão a aliviar esta manhã, à exceção dos juros das "Bunds", numa altura em que os investidores se afastam dos ativos de risco. 

A "yield" das "Bunds" alemãs, referência para a Europa, sobe 0,2 pontos base, para 2,707%, enquanto a rendibilidade da dívida francesa cai 0,2 pontos-base, para 3,454%. A Alemanha anunciou esta manhã de que vai ao mercado de dívida emitir 4 mil milhões de euros em obrigações a dez anos, com um juro de 2,2%. O leilão ocorre a 25 de novembro.

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos cedem 0,4 pontos base, para 3,036%, enquanto no país vizinho o alívio é de apenas 0,1 pontos, para os 3,205%. Já em Itália, a "yield" desce 0,6 pontos, para 3,449%.

Fora do bloco da moeda única, os juros das "Gilts" britânicas recuam 0,6 pontos base, para 4,546%,

19.11.2025

Principais pares cambiais estáveis

O dia nos mercados cambiais está a ser marcado pela estabilidade, com as relações entre as principais divisas a apresentarem pequenas variações.

O euro cede marginalmente perante a rival norte-americana, desvalorizando 0,02% para os 1,1579 dólares, mas ganha 0,02% face à divisa nipónica, para os 180,13 ienes, e sobe 0,05% para as 0,8815 libras esterlinas.

O sentimento dominante no mercado é de expectativa, quer em torno dos resultados da Nvidia, que serão divulgados após o fecho de hoje em Wall Street, quer quanto a dados económicos nos EUA e a publicação das atas da última reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed), que poderão dar pistas sobre o rumo a tomar na política monetária da maior economia mundial.

19.11.2025

Petróleo perde terreno com foco nos 'stocks' dos EUA e nos riscos associados às sanções

petroleo combustiveis

Os preços do petróleo negoceiam em baixa, após um relatório ter mostrado uma aumento das reservas nos Estados Unidos, o que ajudou a compensar as preocupações sobre o impacto das sanções ocidentais à Rússia. O West Texas Intermediate (WTI) - referência para os Estados Unidos - derrapa esta manhã 0,79% para 60,26 dólares o barril. No mesmo sentido negoceia o barril de Brent  - referência para o continente europeu -  que desliza 0,82% para 64,36 dólares. 

O American Petroleum Institute — financiado pela indústria — reportou um aumento de 4,4 milhões de barris nas reservas norte-americanas de crude, bem como subidas nos produtos refinados. Se estes números forem confirmados pelos dados oficiais esperados para esta quarta-feira, os inventários de petróleo atingirão o nível mais alto em mais de cinco meses.

As sanções dos Estados Unidos contra os produtores russos Rosneft e Lukoil entram em vigor dentro de dias, no âmbito dos esforços para aumentar a pressão sobre Moscovo e pôr fim à guerra na Ucrânia. Antes da aplicação das medidas, alguns grandes compradores asiáticos suspenderam pelo menos parte das compras, e os mercados de gasóleo na Europa têm vindo a fortalecer-se.

O petróleo tem perdido terreno este ano — incluindo três meses consecutivos de quedas até outubro — devido ao receio de que a oferta global supere a procura. A Agência Internacional de Energia prevê um excedente recorde no próximo ano, impulsionado pela maior produção da OPEP+ e de países fora do cartel.

“O crude continua preso numa faixa estreita”, dividido entre a perspetiva de excesso de oferta e os receios relacionados com a Rússia, disse Vandana Hari, fundadora da consultora Vanda Insights, em Singapura, citada pela Bloomberg.

19.11.2025

Ouro avança apesar de corte de juros pela Fed parecer improvável

ouro

O preço do ouro avança esta quarta-feira pelo segundo dia consecutivo com os investidores a aguardar pelas atas da última reunião da Reserva Federal (Fed) norte-americana bem como por dados macroeconómicos nos EUA, cuja divulgação foi atrasada pelo "shutdown" do Governo.

O metal amarelo beneficia do estatuto de ativo-refúgio e avança numa altura em que os investidores denotam algum nervosismo antes da apresentação, hoje após o fecho de Wall Street, dos resultados trimestrais da Nvidia.

A onça de ouro no mercado à vista ("spot") sobe 0,37%, para 4.082,67 dólares, enquanto a prata acompanha este movimento e avança 1,22%, até aos 51,3204 dólares por onça.

A platina ganha 0,64%, para os 1.542,39 dólares por onça, enquanto o paládio valoriza 1,03%, para 1.413,54 dólares por onça.

19.11.2025

Sobreavaliação da tecnologia ensombra Ásia antes de contas da Nvidia

Bolsas Ásia

As bolsas asiáticas caíram pela quarta sessão consecutiva, antes da apresentação de resultados da maior cotada do mundo: a norte-americana Nvidia, que impulsionou os mercados acionistas a recordes. O setor tecnológico tem estado no centro das atenções do mercado devido a uma perspetiva de sobreavaliação das ações - que já resultou num "sell-off" mundial de 1,6 biliões de dólares no mercado mundial -, pelo que com o reporte de contas da fabricante de semicondutores os investidores vão "testar" esta teoria.

Além disso, vão ainda perceber qual o "guidance" da empresa para o próximo ano e ainda se os investimentos em inteligência artificial estão a dar retorno. Assim, o mercado estava mais cauteloso quanto a fazer grandes movimentações. 

“Os investidores ainda estão nervosos”, disse Vey-Sern Ling, do Union Bancaire Privee, à Bloomberg. “As avaliações estão altas, o mercado de trabalho americano e as taxas da Reserva Federal ainda são incertos, estamos a entrar no final do ano com ganhos, então a maioria das pessoas quer reduzir o risco", acrescentou. Há, de resto, outros analistas que acreditam que o setor da IA irá sofrer uma "correção significativa", enquanto outros dizem que a turbulência dos últimos dia se trata apenas de uma "correção saudável".  

A volatilidade voltou com força ao mercado. Na sessão de ontem, o chamado "indicador de medo" de Wall Street, o Índice de Volatilidade Cboe (VIX), ultrapassou os 24 pontos - acima do nível "chave" de 20 , que fez soar os alarmes entre os investidores - e atingiu o nível mais alto num mês.

No Japão, a preocupação com os planos de gastos governamentais exorbitantes fez com que as obrigações de longo prazo caíssem e os juros da dívida atingissem níveis históricos. Nas ações, o Topix cedeu 0,17% e o Nikkei 225 perdeu 0,34%. 

Na China, o Shanghai Composite seguiu a tendência contrária e avançou ligeiros 0,18%, enquanto o Hang Seng, em Hong Kong, recuou 0,4%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 0,61%.

Entre os principais movimentos empresariais, a Xiaomi cedeu 5,8% para o nível mais baixo em seis meses, depois de a empresa ter alertado que o aumento dos custos dos "chips" e a redução dos incentivos fiscais para veículos elétricos vão impactar as margens de lucro do próximo ano.

Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 apontam para uma abertura sem grandes alterações face ao fecho de ontem, enquanto os investidores também esperam pelos resultados da Nvidia para definir o sentimento de mercado.  

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