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Ao minuto22.09.2022

Stoxx 600 regressa a janeiro de 2021. Petróleo sobe e juros agravam-se

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quinta-feira.

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22.09.2022

Bancos centrais atiram Europa ao chão. Stoxx 600 regressa a janeiro de 2021 e apaga mini "rally" de verão

A Europa terminou a sessão a apagar todos os ganhos arrecadados durante o mini "rally" de verão, regressando a mínimos de janeiro do ano passado. Os investidores digeriram o tom "falcão" da Reserva Federal norte-americana (Fed), Banco da Suíça e Banco de Inglaterra.

 

O Stoxx 600 derrapou 1,79% para 399,76 pontos. Entre os 20 setores que compõe o "benchmark" europeu por excelência, tecnologia e imobiliário comandaram as perdas.

 

Nas restantes praças europeias, Madrid perdeu 1,24%, Frankfurt derrapou 1,84%, Paris caiu 1,87% e Londres tombou 1,08%.

Por sua vez, Amesterdão caiu 1,85% e Milão deslizou 1,07%. Destaque ainda para a praça suíça: O SMI – que reúne as 20 maiores cotadas da Suíça e do Liechtenstein caiu 1,26% para 10.297,65 pontos.

 

Esta quinta-feira os investidores reagiram a várias decisões de política monetária. Ontem, a Fed subiu a taxa de juro de referência em 75 pontos base, tendo sido sucedida esta quinta-feira pelo Banco da Suíça que foi o último banco central da Europa a eliminar juros diretores abaixo de zero. O dia foi ainda marcado pela subida das taxas de juro britânicas em 50 pontos base.

 

Entre os principais movimentos de mercado destacam-se as ações do Credit Suisse, as quais caíram 5,49%, após as notícias de que o banco se prepara para dividir o negócio em três unidades, recorrendo ao modelo de "banco mau" para isolar os ativos de risco e de que o gigante suíço se prepara para sair dos EUA.

22.09.2022

"Yield" da dívida portuguesa perto dos 3%. Juros das obrigações britânicas renovam máximos de 2011

Os juros agravaram-se forma bastante expressiva tanto na Zona Euro como na Suíça e no Reino Unido, num dia marcado pela reação dos investidores às decisões de política monetária de vários bancos centrais em todo o mundo.  

 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro –soma 7,6 pontos base para 1,962% estando perto dos 2%, como não é visto desde janeiro de 2014.

 

Por sua vez, os juros da dívida italiana somam 4,8 pontos base para 4,163%.

 

Na Península Ibérica, a "yield" da dívida nacional a dez anos – agrava 5 pontos base para 2,958%, muito próximo da fasquia dos 3% alcançada pela primeira vez este ano em junho. Em Espanha, os juros das obrigações a dez anos acumulam 5,9 pontos base para 3,072%.

 

Apesar desta escalada, os "spreads" das dívidas face ao "benchmark" alemão permanecem estáveis. A diferença entre as "yields" da dívida italiana e das obrigações alemãs fixa-se em 219,2 pontos base, enquanto os juros das obrigações portuguesas com a mesma maturidade assumem também apenas um "spread" de 99 pontos base face às Bunds germânicas.

 

O mercado de dívida da Zona Euro reagiu esta quinta-feira à decisão da Fed que esta quarta-feira aumentou a taxa de juro diretora em 75 pontos base.

 

No Reino Unido, a "yield" das obrigações a dez anos escalam 18,6 pontos base para 3,492%, renovando máximos de maio de 2011, depois de esta quinta-feira o banco central britânico ter aumentado a taxa de referência em 50 pontos base.

 

Por fim, destaque ainda para os juros da dívida suíça a dez anos que agravam 5,3 pontos base para 1,270%, após o banco central ter também subido a taxa de juro diretora, passando a mesma para zero. Com este gesto, a Suíça foi o último país da Europa a retirar os juros diretores do terreno negativo.

22.09.2022

Petróleo aguenta ganhos apesar de fraco panorama económico global

Os preços do petróleo seguem a ganhar terreno, numa sessão volátil depois de novas subidas dos juros diretores por parte de bancos centrais como a Fed, Banco Nacional Suíço, Norges Bank e Banco de Inglaterra, numa demonstração de que o combate à inflação vai continuar – ainda que a expensas do crescimento económico.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 0,68% para 90,44 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, ganha 0,63% para 83,46 dólares por barril.

22.09.2022

Bancos centrais animam câmbio. Iene cresce e franco suíço cede

O mercado cambial está particularmente agitado, durante a sessão desta quinta-feira, marcada por decisões de política monetária dos bancos centrais.

 

O euro desliza face ao dólar, que saiu reforçado pela decisão da Reserva Federal norte-americana (Fed) em subir as taxas de juro em 75 pontos base. A moeda única cai 0,19% para 0,9818 dólares.

 

Esta quinta-feira, a Fed aumentou a taxa de juro em 75 pontos base pela terceira vez consecutiva, dando força ao dólar, que já está a ser bastante procurado como ativo-refúgio devido à incerteza em torno da guerra na Ucrânia. O índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde com 10 divisas rivais – sobe 0,29% para 111,29 dólares.

 

Ainda na Europa, o franco suíço reage à reunião do banco central que esta quinta-feira subiu a taxa de juro de referência para 0,5%, tendo sido o último país do Velho Continente a subir os juros diretores acima de zero. A moeda de Zurique cai 1,44% para 1,0185 dólares e 1,29% para 1,0376 euros.

 

Apesar deste ter sido o aumento da taxa de referência mais agressivo em 20 anos, desiludiu o mercado, segundo os analistas, já que os investidores apontavam para uma subida de 100 pontos base. "A decisão [do Banco Nacional da Suiça] levou a um aumento do ‘short-selling’ sobre os pares euro e franco e libra franco, já que se esperava um aumento de maior dimensão", explicou Vasileios Gkionakis, estratega de câmbio do Citigroup, numa nota enviada aos clientes, citada pela Bloomberg.

 
No Reino Unido, a libra soma 0,20% para 1,1474 euros e negoceia na linha d' água face ao dólar (0,06%), após o Banco de Inglaterra ter subido as taxas de juro em 50 pontos base. 

No bloco, destaque ainda para o zloty que negoceia perto de mínimos de um mês, estando a desvalorizar 0,3% para 4,789 euros. A moeda está ainda a ser pressionada pelo discurso de Vladmir Putin que esta semana anunciou uma mobilização militar parcial para a guerra na Ucrânia.

 

Fora do Velho Continente, o iene soma 1,53% para 0,0070 dólares e cresce 1,69% para 0,0072 euros, após o Banco do Japão ter decidido intervir no mercado cambial, pela primeira vez desde 1998, depois de o iene ter derrapado, na sequência do anúncio de que as taxas de juro do país se iam manter baixas.

22.09.2022

Ouro recupera ligeiramente após intervenção de Japão no mercado de câmbio

O ouro está a negociar na linha de água, tendo recuperado das perdas registadas no início da manhã. A impulsionar o metal amarelo está a intervenção do Japão no mercado de câmbio, colocando o dólar sob pressão.

O metal precioso está a ceder 0,03% para 1.673,35 dólares por onça, mas durante a manhã chegou a cair 1,1%. Já a platina sobe 0,16% para 912,38 dólares e o paládio cresce 0,98% para 2.179,71 dólares.

No início da semana, o ouro viu alguma recuperação depois de o presidente russo ter anunciado uma mobilização parcial das tropas para a guerra na Ucrânia. Ainda assim, o metal continua a negociar perto de mínimo de dois anos. As subidas de taxas de juros por parte dos bancos centrais têm beneficiado o dólar, o que torna o ouro menos atrativo para os compradores estrangeiros, uma vez que este é negociado na nota verde.

22.09.2022

Wall Street arranca no vermelho após discurso da Fed

As bolsas norte-americanas arrancaram a sessão desta quinta-feira entre perdas e ganhos, numa altura em que os investidores analisam o caminho seguido pela Reserva Federal norte-americana (Fed), que esta quarta-feira subiu as taxas de juro em 75 pontos base. O presidente do banco central, Jerome Powell, sinalizou que a entidade está disposta a tolerar uma recessão para travar a inflação. 

O "benchmark" S&P 500 desvaloriza 0,51% para 3.770,15 pontos, enquanto o industrial Dow Jones cede 0,37% para 30.070,64 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite recua 0,96% para 11.115,09 pontos.

O discurso de Powell deixou claro que o alívio ao agravamento monetário só está previsto para 2024, colocando um fim às expectativas geradas pela crença de que o pico da inflação já terá sido atingido.

22.09.2022

Europa de encarnado. Tecnologia tomba mais de 2%

As principais praças europeias estão mergulhadas no vermelho esta quinta-feira. Os investidores estão assim a digerir a decisão de política monetária tomada pela Fed, de subir os juros de referência em 75 pontos base.

Esta quinta-feira foi a vez do Banco da Noruega e Banco da Suíça subiram as taxas de juro. O banco sediado em Berna e Zurique realizou um aumento em 75 pontos base, ao passo que no supervisor sediado em Oslo esse valor de 50 pontos base.

O índice de referência do Velho Continente, Stoxx 600, perde 1,24% para 402 pontos, com apenas o setor alimentar em terreno positivo, mas ainda assim perto da linha de água.

A registar as maiores perdas está o setor das viagens, seguido pela tecnologia e serviços financeiros, que tombam mais de 2%.

Na quinta-feira, Isabel Schnabel, membro executivo do conselho do Banco Central Europeu indicou que a autoridade monetária deveria continuar a subir as taxas de juro diretoras, mesmo que Zona Euro entre numa recessão.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax perde 1,18%, o francês CAC-40 desvaloriza 1,15%, o italiano FTSEMIB cai 1,06%, o britânico FTSE 100 cede 0,91% e o espanhol IBEX 35 recua 0,98%. Em Amesterdão, o AEX regista um decréscimo de 1,19%.

22.09.2022

Euro ganha face ao dólar. Libra recupera de mínimos de 37 anos e Japão intervém no mercado cambial

O dólar está a desvalorizar face ao euro, depois de dois dias ganhos e de uma subida de 1% registada esta quarta-feira, na sequência de uma decisão de política monetária norte-americana.

O euro soma assim 0,33% em relação à "nota verde" para 1,0131 dólares.

Já o iene, depois de ter registado mínimos contra o dólar, está neste momento a subir 1,23% para 0,0085 dólares. Isto após o Banco do Japão ter decidido manter inalteradas as taxas de juro, contrariando a tendência dos bancos centrais por todo o mundo, que tentam travar a inflação com subidas das taxas de juro.

Ainda assim, a autoridade monetária revelou ter realizado uma intervenção no mercado cambial, pela primeira vez desde 1998, depois do dólar ter ultrapassado os 145 ienes, algo que não acontecia também desde 1998. O anúncio foi feito pelo responsável de câmbio do banco.

A libra esterlina está a subir face ao dólar, mais precisamente 0,69%, depois de ter negociado em mínimos de 37 anos contra a "nota verde" esta manhã, horas antes da decisão de política monetária do Banco de Inglaterra, que deverá subir as taxas de juro diretoras.

22.09.2022

Juros seguem em rota de alívio

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro seguem em rota de alívio, com os investidores a avaliarem quanto mais o Banco Central Europeu pode subir as taxas de juro.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos, referência para a região, recua 5,3 pontos base para 1,833%. Os juros da dívida francesa perdem 5,7 pontos base para 2,382%.

Já a "yield" da dívida soberana de Itália com a mesma maturidade alivia 9,8 pontos base para 4,016% e os juros da dívida espanhola cedem 6,3 pontos base para 2,950%.

Por cá, a "yield" da dívida portuguesa com a mesma maturidade alivia 6,4 pontos base, fixando-se nos 2,843%.

No Reino Unido, os juros da dívida a dez anos também recuam 4,4 pontos base para 3,262%, em antecipação da subida das taxas de juro por parte do Banco de Inglaterra.

22.09.2022

Ouro segue perto de mínimos de dois anos

O ouro segue a desvalorizar, cada vez mais perto de mínimos de dois anos, depois da decisão da Fed de subir as taxas de juro em 75 pontos base, anunciada esta quarta-feira.

Ao mesmo tempo, o dólar atingiu novos máximos, o que prejudica este metal que é negociado na moeda norte-americana. O metal precioso está assim cada vez mais perto de entrar em "bear market".

O ouro perde 0,88% para 1.659,17 dólares por onça.

"Nas últimas semanas, a maior dificuldade para o ouro tem sido a força persistente do dólar norte-americano", explica o analista Madhavi Mehta, da Kotak securities. 

"A não ser que vejamos uma correção significativa do dólar, o ouro pode ter dificuldades em recuperar", esclarece ainda.

22.09.2022

Petróleo sobe, com receios de quebra na procura. Gás desce

O petróleo está a valorizar ligeiramente, depois de dois dias em queda, numa altura em que os investidores estão a avaliar o impacto da subida das taxas de juro por parte da Fed nas previsões de procura por esta matéria-prima.

O petróleo chegou esta quarta-feira a ascender aos 3%, depois de Putin ter anunciado uma mobilização parcial das tropas russas, mas acabou por perder alguns dos ganhos com a decisão da Fed.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, sobe 0,43% para 90,22 dólares por barril.

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 0,45% para 83,31 dólares por barril.

No mercado do gás, os futuros estão a registar perdas, numa altura em que os países da Europa têm procurado aumentar o armazenamento para um inverno que se avizinha difícil.

Na próxima quarta-feira, a Comissão Europeia deverá apresentar um documento com os passos a tomar para diminuir a volatilidade e aumentar o volume negociado nos mercados energéticos.

Os futuros a um mês negociados em Amesterdão (TZT) - referência para o mercado europeu – perdem 4,6% para 181 euros por megawatt-hora.

22.09.2022

Europa de olhos no vermelho. Ásia negativa

As principais praças europeias estão a apontar para um início de negociação em terreno negativo, um dia depois da subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana em 75 pontos base.

De acordo com as projeções para os próximos aumentos dos juros diretores, a taxa de fundos federais só deverá aliviar a partir de 2024.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 perdem 1,5%.

Na Ásia, a negociação foi no vermelho, com o índice agregador das praças da região, o MSCI Asia Pacific, a tombar 1,4% e está assim a caminho da sexta semana consecutiva de quedas, a maior desde maio.

"Para a Ásia, o resultado da política monetária da Fed deve manter a pressão em ativos de risco no curto-prazo, especialmente em empresas exportadoras", revela o analista Tai Hui, do JP Morgan Asset Management, à Bloomberg.

Pela China, o Shangai Composite derrapou 0,27%, enquanto que no Japão o Topix cedeu 0,3%, ao passo que o Nikkei recuou 0,6%. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,9% e na Coreia do Sul, o Kospi desceu 1%.

Esta quinta-feira realizam-se mais duas reuniões de política monetária. O Banco do Japão deverá manter as taxas de juro de referência inalteradas. Já o Banco de Inglaterra, que devia ter-se reunido na semana passada, mas adiou devido ao falecimento de Isabel II, deverá anunciar novo aumento dos juros diretores.

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