Juros da dívida portuguesa negoceiam abaixo de 3%
Após dois dias de subidas, as taxas das obrigações portuguesas a dez anos descem esta quinta-feira sete pontos base para 2,967%, o valor mais baixo desde o início de Fevereiro, mês que ficou marcado por uma elevada volatilidade na dívida portuguesa. As taxas chegaram a superar os 4,5% a 11 de Fevereiro, numa altura em que o mercado mostrava preocupações sobre a reacção das agências de "rating" ao Orçamento do Estado para 2016.
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No entanto, aquelas entidades, apesar de alertarem para riscos, mostraram que estavam confortáveis com as notações atribuídas ao país. A DBRS, a única agência considerada pelo BCE que tem o "rating" de Portugal em nível de investimento, referiu que estava "confortável" com a classificação dada à República, apesar de ter alertado para os riscos de maiores taxas de juro. Já a Moody’s considerou que apesar de existirem "grandes desafios orçamentais", com as actuais taxas de juro a dívida portuguesa é sustentável.
A menor pressão sobre a dívida portuguesa é também visível na diminuição do prémio de risco. O diferencial face às obrigações alemãs desce 5,8 pontos base para 276,8 pontos base e está bem abaixo do pico de 390 pontos base atingido a 11 de Fevereiro.
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Além da diminuição das preocupações em torno da decisão das agências de "rating", em especial da decisão que a DBRS tomará a 29 de Abril, os mercados de dívida soberana da Zona Euro têm ainda sido beneficiados com as expectativas de que o BCE reforce a dose de estímulos na reunião da próxima semana.
Esta quinta-feira, por exemplo, também as taxas das obrigações espanholas e italianas descem. No caso das "yield" de Espanha a dez anos, a descida é de 2,1 pontos base para 1,55%, enquanto a taxa italiana baixa 3,6 pontos base para 1,424%.
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