Obrigações Bloomberg: Portugal tenta acordo com Pimco e BlackRock

Bloomberg: Portugal tenta acordo com Pimco e BlackRock

O Governo português está a tentar um acordo junto de grandes investidores que perderam dinheiro no Novo Banco, segundo a Bloomberg. Compensação poderá rondar os 600 milhões de euros.
Bloomberg: Portugal tenta acordo com Pimco e BlackRock
Negócios com Bloomberg 29 de março de 2017 às 20:27

Uma semana depois de um grupo de grandes investidores, liderado pela Pimco e pela BlackRock, ter feito um comunicado a pedir um acordo com as autoridades portuguesas devido à passagem de cinco linhas de obrigações do Novo Banco para o BES, a Bloomberg noticia que o Governo português e o Fundo de Resolução estão a trabalhar num acordo que poderá rondar os 600 milhões de euros.

A agência, que cita duas fontes não identificadas, refere que o Governo está a considerar uma oferta baseada nas estimativa de quanto os detentores de obrigações poderiam recuperar no caso do banco ter sido liquidado há três anos, sendo que o objectivo passa por o acordo ficar fechado este ano. O grupo de grandes investidores liderado por aquelas duas gestoras emitiu um comunicado durante o processo de venda das obrigações da Caixa Geral de Depósitos a considerar que a decisão do Banco de Portugal, tomada no final de 2015, levou a uma subida das taxas de juro da dívida pública e a custos de financiamento recorde para os bancos nacionais.

Além disso, segundo a Bloomberg e o Financial Times, essas entidades boicotaram a operação de colocação de 500 milhões de euros de dívida subordinada da Caixa. Antes disso, tinham já colocado processos para contestar a decisão da entidade liderada por Carlos Costa. A Bloomberg contactou fontes oficiais do Governo, da Pimco e da BlackRock, mas nenhuma quis fazer comentários sobre o acordo. Mas cita o ministro das Finanças que disse num fórum de investidores organizado pela Bloomberg esta quarta-feira que o País está a trabalhar "para encontrar um solução que sirva a todos".

Na semana passada, no comunicado do grupo de credores era referido que "um acordo traria benefícios substanciais para a reputação de Portugal e, em última análise, beneficiaria os contribuintes na forma de custos de financiamento mais baixos por parte do soberano e do sector bancário". No mesmo documento, o grupo liderado pela BlackRock e pela Pimco, referiu que as "instituições afectadas procuram uma conclusão atempada e construtiva para este problema; seria prudente que as autoridades portuguesas fizessem o mesmo".

A passagem das cinco linhas de obrigações do Novo Banco para o BES mau provocaram perdas de 2,2 mil milhões de euros, sendo que o grupo de investidores liderado pela Pimco e pela BlackRock refere ter sofrido dois terços daquele custo. 




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