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China pede às seguradoras para comprarem dívida abandonada por investidores de retalho

Os protestos do mês passado geraram uma onda de resgates nos produtos financeiros associados a dívida chinesa. Os reguladores já tinham pedido à banca para reportar os níveis de liquidez e apontam agora ao setor segurador.

O incumprimento da Evergrande lançou medo nos mercados. O contágio a outras geografias não se verificou, mas os analistas mantêm o tema debaixo de olho.
Thomas Peter/Reuters
Leonor Mateus Ferreira leonorferreira@negocios.pt 08 de Dezembro de 2022 às 11:26
Os reguladores chineses pedem às maiores seguradoras do país para comprarem dívida, que está a ser vendida em massa por clientes de retalho. O apelo foi feito num encontro com o setor na quarta-feira, segundo relatam fontes próximas à Bloomberg. 

"Traders" chineses e investidores privados têm abandonado o mercado obrigacionista por forma a libertar liquidez para investir no mercado de ações. A mudança está relacionada com um crescente otimismo de que a economia chinesa recupere com o alívio nas restrições à covid-19.

Os protestos do mês passado geraram uma onda de resgates nos produtos financeiros associados a dívida chinesa. Os reguladores já tinham pedido à banca para reportar os níveis de liquidez e apontam agora ao setor segurador.

Algumas seguradoras, cujos produtos de investimento têm características menos vulneráveis a reembolsos de curto prazo, já estavam a comprar obrigações mesmo antes deste apelo, segundo apontam as mesmas fontes à Bloomberg.

As maiores empresas de seguros do país são a China Life Insurance e o Ping An Insurance Group, que são responsáveis em conjunto pela gestão de 8,74 biliões de yuan (equivalente a cerca de 1,2 biliões de euros). O mercado total de gestão de ativos está avaliado em 29 biliões de yuan (quase 4 biliões de euros).

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