DBRS corta perspetiva de Itália para ‘negativa’. Moody's adia decisão
A agência de notação financeira canadiana manteve a classificação da dívida soberana de Itália mas desceu o outlook. Já a norte-americana Moody's decidiu adiar a sua decisão.
A DBRS Morningstar cortou a perspetiva (outlook) para a evolução da dívida de Itália, de ‘estável’ para ‘negativa’, devido à incerteza em torno das repercussões económicas da pandemia de covid-19.
"O choque económico sem precedentes está a desencadear um extraordinário nível de apoios públicos no sentido de mitigar o impacto económico adverso, mas isso terá um custo para o balanço do governo", sublinha a agência canadiana no seu relatório emitido esta sexta-feira.
A agência manteve a classificação soberana em BBB (alto) - três níveis acima de "lixo" (patamar de investimento especulativo), a mesma notação que dá a Portugal.
Hoje estava também agendada uma possível revisão do rating italiano por parte da Moody’s, mas a agência comunicou o adiamento da sua decisão, pelo que a notação se manteve em Baa3 (último nível da categoria de investimento de qualidade) e a perspetiva ‘estável’.
Na semana passada, a agência Fitch cortou o rating de Itália para o último nível da categoria de investimento de qualidade (ou seja, a apenas um nível de regressar ao patamar de "lixo").
Há duas semanas foi a vez de a Standard & Poor’s se pronunciar sobre Itália, tendo decidido manter a notação soberana mas baixando para ‘negativa’ a perspetiva sobre a evolução da qualidade da dívida transalpina.
Os relatórios sobre os ratings e perspectivas para as dívidas soberanas podem não ser publicados, uma vez que o calendário de eventuais revisões das notações soberanas é apenas indicativo. E também pode acontecer haver decisões surpresa: se considerarem necessário, tendo em conta circunstâncias novas, as agências podem pronunciar-se fora das datas calendarizadas.