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Portugal emite 1.875 milhões a curto prazo. Paga mais pela dívida a 11 meses

Todo o mercado de dívida tem estado sob pressão desde o início da guerra no Irão, com um agravamento generalizado dos juros.

Pedro Cabeços é o presidente do IGCP.
Pedro Cabeços é o presidente do IGCP. João Cortesão / Medialivre
15 de Abril de 2026 às 10:53

Portugal emitiu 1.875 milhões de euros em nova dívida de curto prazo, acima do montante que tinha previsto. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP realizou um leilão duplo de bilhetes do Tesouro (BT) a 11 e três meses, tendo pago mais no caso do prazo mais longo. Na maturidade mais curta, é a primeira vez que é usada em quase dois anos.

A agência liderada por Pedro Cabeços colocou mil milhões a 11 meses, com uma taxa de colocação de 2,475%. O juro fica consideravelmente acima daquele que foi pago no último leilão comparável. . Na altura, a procura foi 2,46 superior à oferta, também acima do leilão desta quarta-feira, em que ficou em 2,17 vezes.

Já no caso dos BT a três meses, o último leilão foi em junho de 2024, ou seja, com condições muito diferentes das atuais. Desta vez, que representou a reabertura desta linha, foram emitidos 875 milhões de euros, com uma "yield" de 2,103%. A procura ficou 2,32 vezes acima da oferta.

“O aumento das tensões com o Irão e a incerteza geopolítica que marca o momento atual pressionaram em alta os preços do petróleo e de outras matérias-primas, obrigando os bancos centrais a reverem as suas projeções de inflação no sentido ascendente. Este contexto traduziu-se numa subida generalizada da curva de taxas de juro, o que justifica os níveis mais elevados observados neste leilão face ao período anterior ao conflito", justifica Filipe Silva, diretor de investimentos do Banco Carregosa.

Todo o mercado de dívida tem estado sob pressão desde o início da guerra no Irão, com um agravamento generalizado dos juros à medida que os investidores incorporam a incerteza em torno do impacto do conflito no crescimento económico e na inflação. "Os bancos centrais encontram-se atualmente em modo de pausa, mas com um viés de subida, aguardando novos dados sobre a inflação e o desempenho das respetivas economias. O receio de uma entrada em estagflação é significativo, o que os torna cautelosos na tomada de decisões", sublinha Filipe Silva.

"Entretanto, o conflito continua a alternar entre avanços e recuos, alimentando a volatilidade nos mercados financeiros”, acrescenta o diretor de investimentos do Banco Carregosa. Face a estes avanços e recuos, na quarta-feira passada, o país aproveitou o renovado através de uma emissão de obrigações do Tesouro.

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