Portugal emite 3 mil milhões com juro de 3,9%. Procura atinge recorde
Os investidores ofereceram-se para comprar 54,5 mil milhões de euros em obrigações do Tesouro a 20 anos. A agência que gere a dívida pública nacional contou com seis bancos para colocar o montante.
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Portugal colocou esta quinta-feira três mil milhões de euros numa emissão sindicada de dívida de longo prazo junto de investidores institucionais. Contudo, de acordo com a Bloomberg, os investidores ofereceram-se para comprar 54,5 mil milhões de euros em obrigações do Tesouro que vencem a 15 de junho de 2046, o representa um novo recorde.
A taxa de juro paga pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP desceu ligeiramente ao longo da operação. A taxa indicativa, na abertura dos livros de ordens, apontava para 69 pontos-base acima da taxa "mid swap" do euro a 20 anos, o que colocava o valor a pagar em 3,94%, mas acabou por descer para 67 pontos acima da taxa "mid swap" do euro a 20 anos, o que resultou numa "yield" em torno de 3,913%.
O IGCP contou com BBVA, Bank of America, Deutsche Bank, Goldman Sachs, JPMorgan e o Santander como "joint lead managers", ou seja, coordenadores da emissão.
Esta foi a segunda emissão junto da banca internacional este ano. Em janeiro, na habitual primeira emissão do ano, Portugal tinha colocado quatro mil milhões de euros, com uma "yield" de 3,254%. Os investidores tinham-se oferecido para comprar 49 mil milhões de euros, mais de 12 vezes o que o IGCP pretendia, o que representou um recorde, com mais de 280 ordens, que deverá ter sido agora ultrapassado.
Esta maturidade não tem sido habitual nas emissões sindicadas de dívida. Em maio do ano passado, a República Portuguesa tinha emitido três mil milhões de euros em obrigações do Tesouro (OT) a 30 anos e em setembro optou por um leilão duplo a oito e 30 anos.
As necessidades de financiamento líquidas de Portugal deverão situar-se em 13 mil milhões de euros este ano, o que compara com os 10,8 mil milhões de 2025, segundo indica o programa de financiamento do IGCP. As emissões de OT deverão atingir os 24 mil milhões de euros, enquanto as de BT devem ter um impacto de 5,1 mil milhões.
(Notícia atualizada às 14:20 horas com resultados finais)