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Portugal prepara-se para emitir a taxas de juro negativas

Julho tem sido um mês ocupado para o IGCP. Após o leilão de troca, o leilão de obrigações e o arranque da emissão de obrigações de retalho, o instituto liderado por Cristina Casalinho prepara-se agora para ir ao mercado financiar-se com dívida de curto prazo.

Miguel Baltazar/Negócios
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 19 de Julho de 2016 às 21:30
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Julho tem sido um mês ocupado para o IGCP. Após o leilão de troca, o leilão de obrigações e o arranque da emissão de obrigações de retalho, o instituto liderado por Cristina Casalinho prepara-se agora para ir ao mercado financiar-se com dívida de curto prazo. Em causa estão títulos de dívida a seis meses, com os quais o Tesouro procura obter até 1.750 milhões de euros. Um montante elevado que deverá ser acompanhado por juros negativos.

"O IGCP vai realizar no próximo dia 20 de Junho, pelas 10:30 horas, dois leilões das linhas de BT com maturidades em Janeiro de 2017 e em Julho de 2017", revelou o IGCP na sexta-feira, 15 de Julho. O objectivo? Angariar entre 1.500 milhões e 1.750 milhões de euros, naquela que é a sétima operação com dívida de curto prazo em 2016. Até agora, o Tesouro já utilizou estes títulos para angariar 8,5 mil milhões.

"Portugal deverá ter juros negativos nas duas maturidades", atira Filipe Silva. O director da gestão de activos do Banco Carregosa justifica a previsão com o comportamento das taxas de juro no mercado. De facto, a "yield" dos bilhetes do Tesouro que vencem em Janeiro de 2017 está nos -0,02%. Já os títulos com maturidade em Maio do mesmo ano, os mais longos que Portugal tem actualmente no mercado, registam uma taxa de 0,014%.

Apesar de o montante indicativo para a operação ser o maior do ano – sendo que houve leilões que acabaram por superar os 1.800 milhões –, Filipe Silva diz que haverá procura pelos títulos. "Portugal continua a ser uma alternativa interessante face a outros países", explica o especialista. E apesar do mês recheado para o Tesouro, conclui, "o tipo de investidores não é o mesmo".
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