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Membro do BCE defende subir juros já em julho para conter inflação

Martins Kazaks justifica a necessidade de subir juros com a escalada da inflação para novos máximos, antecipando outras mexidas até ao final do ano.

O banco central com a supervisão dos principais bancos na Zona Euro vai apertar avaliação dos gestores.
Reuters
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 20 de Abril de 2022 às 12:57
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A inflação continua a apertar o cerco aos bancos centrais. Com o índice de preços no consumidor a escalar para novos máximos, os responsáveis dos bancos centrais mostram-se disponíveis para endurecer as medidas monetárias. Dentro do Banco Central Europeu, vários membros pedem uma intervenção mais urgente, como é o caso de Martins Kazaks, que defende que a instituição pode subir juros já em julho.

 

O governador do banco central da Letónia justifica a necessidade de acelerar a subida de juros com os riscos de inflação "significativos" que a região enfrenta e que poderão justificar mais mexidas até ao final do ano, argumentou citado pela agência Bloomberg.

 

Em relação ao regresso da taxa de depósitos – em -0,5% - para zero este ano, o membro do BCE adiantou que não há necessidade de que a taxa permaneça neste "número mágico" por mais tempo do que o necessário.

 

"Um aumento de juros em julho é possível, e não tenho razão para discordar do que os mercados estão a descontar para a segunda metade do ano", referiu, adiantando que a entidade está num "ritmo sólido de normalização de política" e está "passo a passo a chegar gradualmente a zero e depois acima".

 

Os mercados monetários estão a antecipar uma probabilidade superior a 50% de uma subida de juros de 25 pontos base em julho, seguida de outras duas na mesma dimensão em setembro e dezembro.

 

No entanto, a incerteza gerada pela guerra na Ucrânia poderá levar as autoridades monetárias a agir com redobrada cautela, para não ameaçarem a retoma da economia.


"Gradual não significa lento", defende Kazaks, adiantando que a entidade tem que avaliar se as medidas adotadas são "apropriadas". Quanto ao ritmo de subidas, o responsável considerou que um aumento de 25 pontos base "parece apropriado" para já.

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