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Subida de 0,5 pontos nas taxas de juro é o mínimo, diz governador do BCE

Para o governador do banco central da Lituânia, uma subida de 50 pontos base nas taxas de juro é o mínimo que o BCE deve fazer na próxima reunião de outubro.

A autoridade monetária liderada por Christine Lagarde subiu as taxas de juro diretoras na Zona Euro pela primeira vez em mais de dez anos.
Wolfgang Rattay/Reuters
Negócios com Bloomberg 26 de Setembro de 2022 às 13:31
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O Banco Central Europeu (BCE) vai aumentar as taxas de juro em pelo menos 0,5 pontos percentuais (50 pontos base), pelo deteriorar das pressões inflacionistas, defendeu o governador do banco central da Lituânia, Gediminas Simkus.


"Baseado nos dados que vejo, as tendências inflacionistas estão a intensificar-se", defendeu o governador em declarações a jornalistas em Vilnius. "Há poucas opções em cima da mesa" para o aumento das taxas de juro em outubro, e a opção mínima será uma subida de 50 pontos base. 


Outros fatores vão influenciar a decisão - incluindo as expectativas de preços e do emprego, acrescentou Simkus, considerado um "falcão" do BCE. 


Esta semana serão conhecidos novos dados da inflação na zona euro em setembro, esperando-se um novo recorde, de uma taxa perto dos 10% (cinco vezes superior à meta de preços do BCE, de 2%, no médio prazo). 


O governador do banco central letão, Martins Kazaks, disse esta semana que defende uma nova subida de 75 pontos base, tal como aconteceu, de forma história, no início deste mês. 


O receio é que este ritmo acentuado de subida das taxas de juro vá agravar ainda mais a conjuntura de deterioração da atividade económica na zona euro. Os indicadores de confiança das empresas alemãs, publicados pelo Ifo, mostram um abrandamento, com o instituto a admitir que a maior economia europeia "está a entrar em recessão". 


Mas Gediminas Simkus frisou que uma contração económica na zona euro acabaria também por "ter um efeito amortecedor na inflação" na zona euro. Mas, acrescentou, "isso não quer dizer que o Conselho de Governadores [do BCE] não tome decisões". 

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