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Misericórdia de Santo Tirso aposta no regresso às origens

A unidade de cuidados continuados da misericórdia local permite à instituição voltar à matriz e oferecer um serviço de proximidade a cerca de 120 mil habitantes.

26 de Agosto de 2021 às 11:06

A Misericórdia de Santo Tirso nasceu corria então o ano de 1885. Mas a história começa alguns anos antes, em 1876, quando surge a ideia de se avançar com a fundação de um hospital no concelho, que viria a abrir dois anos depois, fruto de uma bem-sucedida angariação de fundos entre os diferentes beneméritos tirsenses. No entanto, o hospital durou pouco tempo e só mais tarde, já em 1885, se decide recuperar o serviço de saúde, desta vez sob a forma de Irmandade, a que chamariam Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso. A entidade perdura até aos dias de hoje e tem vindo a ganhar diversas valências ao longo dos anos.


Atualmente, dependem dos serviços da Santa Casa de Santo Tirso “diariamente cerca de 2.500 utentes”, conforme refere João Loureiro, diretor-geral da instituição. No total, a equipa conta 420 colaboradores, “com um orçamento total de cerca de € 10.000.000,00”. A pandemia teve um impacto, em 2020, “de cerca de 10% do orçamento desse ano, ou seja, € 800.000,00”, refere ainda o mesmo responsável.

A Misericórdia de Santo Tirso “é, indiscutivelmente, uma força motriz da economia da região pelos cerca de € 6.000.000,00 em gastos c/ pessoal, pelos cerca de € 2.500.000,00 em compras, serviços e fornecimentos externos e pela soma destes valores que geram contribuições – impostos para o Estado”, refere João Loureiro.


A instituição, ao longo da sua existência, propõe-se garantir a manutenção das obras sociais existentes e promover o seu desenvolvimento. Tendo como matriz institucional a área da saúde e educação, a misericórdia local dinamiza serviços de apoio social a grupos como a terceira idade, infância e comunidade. Nos últimos anos, o investimento tem vindo a recair em serviços complementares na área da saúde e ainda em projetos de intervenção social para grupos específicos, desenvolvendo diferentes valências/respostas sociais e serviços complementares esquematizados no atual.


Antes

Depois


Cuidados continuados

E foi no âmbito desses mesmos serviços complementares na área da saúde que nasceu um dos mais recentes projetos da instituição: a Unidade de Cuidados Continuados Comendador Alberto Machado Ferreira. O espaço partiu da recuperação de um antigo edifício que pertenceu à extinta Fábrica do Arco Têxteis, e foi agora colocado ao serviço da comunidade. Em funcionamento desde 9 de novembro de 2020, o mais recente equipamento na área da saúde tem capacidade para 36 camas, tratando-se de um complemento à oferta de cuidados continuados de média duração, da instituição.




João Loureiro explica que “regressar aos cuidados continuados é um bocadinho o retorno à matriz institucional”. O edifício foi adquirido pela misericórdia em 2013 “e em 2017 foi decidida a expansão dos cuidados continuados” criando-se “uma unidade de cuidados continuados de média duração com capacidade para 34 camas” e assegurar desde logo “a possibilidade de, no mínimo, fazer mais 34 camas de longa duração”.




Serviço de proximidade garantido

Foi então decidido dar ao edifício “a roupagem de unidade de cuidados continuados”, explica João Loureiro. O início do processo aconteceu em 2018, altura em que se tomou também contacto com um Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas – o IFRRU 2020 –, “ao qual pretendíamos concorrer enquanto instituição”. Na altura, existiam apenas três entidades bancárias “com as quais podíamos contactar” para avançar com a candidatura, “havendo desde logo, por parte do Banco Santander, a manifestação de interesse em abraçar o nosso projeto”.


A abertura desta unidade “é o culminar de um trabalho de uma equipa muito grande”, conforme refere João Loureiro, reconhecendo “o trabalho e o empenho de todos os que estiveram e estão” com a Misericórdia de Santo Tirso, “colaborando para poder oferecer um serviço de proximidade a cerca de 120 mil habitantes dos concelhos de Santo Tirso e Trofa”. Esta unidade presta cuidados de saúde e de apoio social a idosos e não idosos em situação de dependência.




Este novo equipamento conta com um investimento de 2,5 milhões de euros e surge suportado no IFRRU 2020 com o apoio do Banco Santander. Em funcionamento desde 9 de novembro de 2020, o mais recente equipamento na área da saúde tem capacidade para 36 camas, tratando-se de um complemento à oferta da Unidade de Cuidados Continuados de Média Duração Eng.ª Mª Luísa Costa.


Santander: parceiro que vestiu a camisola

Conscientes de que a sua empresa e negócio contam, a Misericórdia de Santo Tirso dá o seu melhor com o apoio do Santander por via de uma parceria que se tornou essencial para a conclusão do projeto com sucesso.


João Loureiro explica que, neste caso e neste projeto, o Banco Santander “são as pessoas que dão cara à marca Santander e que corporizam o banco, ou seja, são a equipa do balcão de Santo Tirso com os quais a misericórdia se relacionou ao longo de todo este processo”. Na verdade, a equipa do Santander “vestiu, sempre, a nossa camisola e compreendeu os nossos problemas”.



O Banco Santander foi mais do que uma marca, um banco ou uma entidade financeira, foi um parceiro de trabalho que confiou em nós e em quem nós confiámos.


Um outro fator positivo a salientar, nesta relação com o Banco Santander, “é a facilidade de todo o processo já que o lado burocrático, pelo qual obrigatoriamente temos de passar, rapidamente foi tratado e, a partir daí, tudo o resto foi muito desburocratizado, falado por telefone e pedido via mail”.


Talvez por isso, João Loureiro acredite que o Banco Santander “foi mais do que uma marca, um banco ou uma entidade financeira, foi um parceiro de trabalho que confiou em nós e em quem nós confiámos”. A verdade é que “apoiaram sempre que precisávamos e quando nos surgia um problema, o Santander esteve presente e deu sempre resposta”.


Contas feitas, o balanço não poderia ser “mais positivo”, sendo que “esta obra correu de forma magnífica porque estava projetada para 12 meses e fez-se em apenas 11 meses e foi possível trabalhar durante todo o tempo de pandemia”.




A recente pandemia de covid-19 que ainda afeta o mundo não passou ao lado da Misericórdia de Santo Tirso. Conforme nos explicou João Loureiro, diretor-geral da instituição, “no dia 23 de março de 2020 foi detetado o primeiro caso covid na Misericórdia de Santo Tirso”. A dia 22 de abril tinham sido detetados “83 utentes e 49 colaboradores positivos nas valências residenciais da instituição”. Passados 71 dias (a 02/06/2020) da deteção do primeiro caso positivo, “depois de 10 perdas irreparáveis por infeção com covid-19, todos os nossos utentes foram dados como recuperados”. No total, e até à presente data, foram detetados, entre utentes e colaboradores, “cerca de 200 casos”, disse ainda João Loureiro.


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