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Em Albufeira foi aplicado o princípio "de que ninguém fica para trás"

José Carlos Rolo, presidente na Câmara Municipal de Albufeira, marcou a abertura do Albufeira21 Summit.

Filipe S. Fernandes 08 de Abril de 2021 às 15:55
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"No âmbito do plano 20/30 é importante para otimizar os esperados investimentos que a Europa nos vai disponibilizar. Mas mais importante é construir condições para criar em Albufeira uma terra em que a qualidade para quem nos visita, nos produtos que se fabricam, nos serviços que se prestam, nas praias, na diversão mas sobretudo na qualidade de vida para os que habitam e trabalham em Albufeira", afirmou José Carlos Rolo, presidente na Câmara Municipal de Albufeira na abertura do Albufeira21 Summit.

 

O investimento nas pessoas é o primeiro eixo da agenda estratégica Portugal 20/30. "Este é um momento difícil, sofremos como todos os portugueses uma pandemia que teima em não terminar. Felizmente a política financeira que apliquei para recuperar alguns erros e leviandades permitiu que no princípio desta crise tivéssemos a funcionar uma gestão de confiança", acrescentou.

 

Só com uma política rigorosa e transparente com os fundos disponíveis será possível "levar os apoios aos limites e o nosso princípio foi de que ninguém fica para trás. Assumimos que o município tem uma responsabilidade coletiva perante as pessoas e que a fraternidade é um valor fundamental em situações de catástrofe como é o caso atual", referiu José Carlos Rolo.

 

Foram criados apoios para empresas, táxis, restaurantes e comércio em geral, foram dadas bolsas de estudos, tablets e computadores aos alunos e as IPSS do concelho foram apoiadas tal como pessoas que receberam desde ajuda alimentar a medicamentos. "Apoiamos entidades públicas mesmo que as competências não fossem do município, tudo para conter a propagação do vírus", disse José Carlos Rolo, acrescentando que tudo foi feito para que as empresas se mantivessem ativas e de portas abertas.

 

"Se não o tivéssemos feito quando a economia reabrisse só teríamos fantasmas no tecido empresarial de Albufeira". Como segundo concelho mais turístico de Portugal, Albufeira tem o dever de com o desconfinamento seguir em frente e estar disponível para os seus visitantes e clientes, adiantou.

 

Este evento destina-se a pensar o futuro e para isso "ouvirmos os que sabem mais do que nós, para aprender como fazer e agir, pois ouvir é uma manifestação de humildade, que é um sintoma de inteligência".

 

Associações, entidades públicas,  privadas, empresas e todos sem exceção num momento para estarmos juntos para  construir o futuro e recuperar de outras sequelas que a pandemia provocou e está a provocar.

 

"Juntamos mais de 80 profissionais, especialistas em diferentes áreas e disponíveis para nos ajudar a construir o futuro em áreas que vão desde a ação social, à transição digital passando pela educação,  a saúde, o desporto" entre cerca de 20 temas.

 

José Carlos Rolo frisou a discussão importante e complicada da sustentabilidade e das alterações climáticas que poderão provocar crises ainda maiores que a do Covid-19. "Outra ameaça é não conseguirmos acompanhar as mudanças radicais de comportamento. O turismo do futuro também será muito diferente do atual, como os turismos virtuais pós-Covid, que nos trazem novos modelos e novos desafios".

 

Pediu que desta cimeira saíssem conclusões, recomendações que levem ao desenho de um futuro de Albufeira brilhante e que possa ser um exemplo e um incentivo  para o Algarve e para o país.