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Albufeira precisa de atrair jovens médicos e enfermeiros

Paulo Morgado salientou que em “Albufeira temos 53 mil pessoas inscritas nos cuidados de saúde primários, 90% têm cobertura de médico de família e cobrir os 10% em falta é uma aposta nos próximo anos”.

Filipe S. Fernandes 08 de Abril de 2021 às 18:26
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"A questão da saúde mental vai ser crucial nos próximos tempos porque as pessoas durante este período as pessoas ficaram muito isoladas, muito sozinhas, o que vai implicar a contratação de profissionais", afirmou Margarida Feteira, coordenadora da USF-Albufeira. Sublinhou que no município de Albufeira é "muito evidente a grande sinergia que há entre as várias equipas da Câmara Municipal e do Centro de Saúde, e já estão muito habituadas a trabalhar em equipa".

Margarida Feteira alertou ainda para a necessidade de "o centro de saúde ter melhores instalações, porque temos um centro de saúde já velho e que necessita de ser remodelado, precisamos de atrair jovens enfermeiros e médicos para o nosso centro de Saúde. E como zona de turismo temos de estar preparados para esse afluxo porque há turistas que ficam doentes".

Por sua vez Sílvia Cabrita, diretora executiva do agrupamento de centros de saúde do Algarve Central, salientou a criação de uma unidade móvel como o apoio da Câmara "que vai permitir que se chegue a uma população que neste momento terá de se deslocar às nossas extensões, que vai permitir que o centro de saúde se dirija às pessoas, com equipas multidisciplinares prestando serviços como a saúde mental, a vigilância e a prevenção".

Durante a abertura sobre o tema da Saúde no Albufeira 21 Summit, Paulo Morgado, presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve considerou que os "efeitos desta pandemia vão perdurar no tempo nas nossas sociedades, nas regiões, nas nossas famílias. Temos de antecipar estas novas tendências que já estão a condicionar as nossas vidas. A pandemia vai ser superada mas a doença vai continuar connosco e vai condicionar as nossas vidas".

Como um dos efeitos desta pandemia destacou o papel mais central dos cuidados de saúde primários. "É necessário criar e melhorar as redes de suporte social às pessoas em que se incluem as redes de cuidados de saúde, sobretudo nos cuidados de saúde primários, os de maior proximidade. Temos de investir na saúde de proximidade e na resolução dos problemas da vida real das pessoas", disse Paulo Morgado. "Nos próximo anos vamos investir, não só na região do Algarve, mas em todo o país nos cuidados de saúde primários cerca de 470 milhões de euros, que vão ser investidos no âmbito do PRR", salientou.

Personalização, proximidade, meios digitais vão ser as marcas do futuro. "Temos de apostar não só na personalização dos cuidados com serviços focados para as pessoas em termos de proximidade mas também termos a capacidade de tratar problemas à distância, com eficácia, mas isso só se consegue com investimento significativo neste meios novos da telemedicina, telesaúde e da telemonitorização. Novos sistemas de diagnóstico para diagnósticos fáceis e rápidos das doenças e mais próximo das pessoas, com mais valências, na digitalização de processos".

Paulo Morgado salientou que em "Albufeira temos 53 mil pessoas inscritas nos cuidados de saúde primários, 90% têm cobertura de médico de família e cobrir os 10% em falta é uma aposta nos próximo anos".

Jorge Queiroz, proprietário da Acolab, defendeu que "esta pandemia mostrou que existem necessidades e que temos de nos preparar para o futuro e para novas pandemia e para as quais devemos estar melhor preparados. Se pensarmos o sistema de saúde como um todo somos mais fortes e mais capazes de resistir a crise no futuro". André Pinto, administrador do Hospital dos Lusíadas, reforçou a ideia afirmando que "nós costumamos dizer que há um Serviço nacional de Saúde mas também um Sistema Nacional de Saúde e que implicam também os players privados como os laboratórios, farmácias e hospitais e temos de trabalhar em conjunto".