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Manuel Heitor: Conhecimento em Portugal ajudou a combater pandemia

Ministro da Ciência e Tecnologia elogiou capacidade de resposta da comunidade científica e das empresas na resposta à covid-19.

Filipe S. Fernandes 28 de Abril de 2020 às 16:31
Miguel Baltazar/Negócios
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"É neste tempo de incerteza que o conhecimento e a capacidade científica e tecnológica são mais determinantes como vimos nas últimas semanas, tanto em Portugal como no Mundo", afirmou o Ministro da Ciência e Tecnologia, Manuel Heitor, no segundo Think Tank Digital "PME no Radar", uma iniciativa do Negócios, em parceria com o Santander, que está a promover a discussão em setores-chave da Economia.

 

A capacidade cientifica e técnica portuguesa para reagir a esta pandemia e para abrir novas oportunidades puderam ser verificadas na "capacidade de realização de testes, tendo sido  possível aumentar a capacidade nacional de testes sobretudo usando a capacidade instalada em laboratórios científicos e técnicos, uns que já estavam adaptados à medicina molecular, outros que se adaptaram como o Laboratório de Biotecnologia do Instituto Politécnico de Viana do Castelo ou em Leiria ou em Bragança, o laboratório da Montanha, à necessidade de aumentar o número de testes que se faz em Portugal".

 

Manuel Heitor salientou ainda que a mobilização de recursos qualificados permitiu o desenvolvimento de meios para se fazerem estes testes. Deu como exemplo, o teste desenvolvido no IMM que tem por base um protocolo aberto a nível internacional mas que foi adaptado para funcionar com reagentes nacionais de uma empresa de biotecnologia portuguesa.

 

Outro meio essencial para estes testes são as zaragatoas, de que Portugal era importador. Agora passou a dispor de um grande volume de produção graças à capacidade científica e técnica de um consórcio entre o Centro Académico Clínico do Algarve, uma startup do Algarve, a Mark 6 Prototyping, o Instituto Superior Técnico, a Logoplaste e a Hidrofer, que adaptou a produção de cotonetes para zaragatoas.

 

Um projeto relevante da reorientação da nossa capacidade científica e técnica foi a mobilização perante a necessidade de produzir ventiladores, que são um fator crítico das unidades de cuidados intensivos neste tipo de pandemia. Entre alguns projetos que se foram desenvolvendo, como o projeto Atena do CEIIA em que 100 engenheiros, sobretudo habituados a trabalhar na área aeroespacial e aeronáutica, trabalharam num ventilador que já está hoje em testes clínicos.

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