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Estratégia digital acelerou com a pandemia

A inovação nos serviços partilhados não se destina apenas aos processos internos, mas pretende ter um impacto positivo no negócio da construção.

Filipe S. Fernandes 29 de Outubro de 2020 às 13:45
Cristina Oliveira, da Mota-Engil José Reis
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A Mota-Engil - Serviços Partilhados nasceu há cerca de 20 anos no grupo Mota-Engil e "teve sempre uma preocupação de inovação nos seus processos, mas a dada altura sentimos que era preciso inovar com mais impacto visível para o negócio, estávamos muito voltados para a inovação nos nossos processos internos", considera Cristina Oliveira, Innovation & Process Manager da Mota-Engil -Serviços Partilhados.

Um ano antes da pandemia fizeram uma reflexão interna e um estudo para avaliar o nível de maturidade digital dentro dos serviços partilhados. Nessa altura definiram uma estratégia de transformação digital e um conjunto de linhas de ação para os serviços partilhados, e a pandemia só veio acelerar a adoção das medidas previstas e, que até estavam a ser testadas, como o teletrabalho.

"Senti que esta transição para o teletrabalho, se havia dúvidas, a maior parte das quais sobre o funcionamento das equipas, o modelo e as pessoas, foi uma transição muito suave. Houve alguns constrangimentos nos equipamentos, mas já tínhamos ferramentas de colaboração que ajudaram a que a transição não fosse muito caótica", recordou Cristina Oliveira.

O papel da robotização

Para a gestora da Mota-Engil - Serviços Partilhados, "a pandemia não mudou o que tínhamos previsto em termos da nossa estratégia digital, permitiu acelerar e, nas nossas linhas de ação, temos essa necessidade de acompanhar este ritmo que já se vinha a sentir que era veloz, já se sentia a pressão da velocidade. Este contexto vai obrigar a ter processos mais desmaterializados e temos de acelerar na componente da digitalização".

As empresas estão a atravessar um ciclo recessivo e os investimentos, mesmo no digital, têm de ser balanceados e nem sempre correspondem à urgência de querer mudar. "Esta mudança e esta projeção para o futuro passa por uma questão cultural, porque podemos fazer as apostas nas melhores ferramentas tecnológicas no mercado, mas se as pessoas não estiverem alinhadas para isso é difícil. E nem se trata de novos elementos, mas de reconversões porque vemos vantagens de conhecerem o negócio e os processos", referiu Cristina Oliveira.

Considerou que robotização pode ser a tecnologia a fazer a diferença, até porque tem a ver com os dados. "Queremos permitir que os engenheiros deixem de fazer tanto trabalho administrativo como hoje têm de fazer, e fazer chegar a informação em tempo real e customizada para tomarem as melhores decisões hoje. Temos uma estratégia digital, agora temos de fazer as escolhas de uma forma ponderada e apostar as cartas, concluiu Cristina Oliveira.
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