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A flexibilidade das linhas de produção em fábrica

Este projeto inseria-se no âmbito das Fábricas do Futuro, que pretende desenvolver sistemas de produção escaláveis e procura integrar robôs e equipamentos do chão de fábrica com gestão de alto nível, criando fábricas altamente flexíveis.

Filipe S. Fernandes 22 de Dezembro de 2020 às 15:15
Bruno Horta, leading executive advisor da IDC, e João Xará, production engineering do grupo Simoldes. David Cabral Santos
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Best Manufacturing Project
ScalABLE4.0, Grupo Simoldes

O projeto ScalABLE 4.0 visou o desenvolvimento de sistemas de automação escaláveis e flexíveis, que permitem a otimização e manutenção de linhas de produção em tempo real, adaptando a automação de uma fábrica de acordo com as necessidades imediatas da produção. Além dos sistemas de gestão da automação, o ScalABLE 4.0 implementou também tecnologias que permitem uma rápida integração dos robôs e equipamentos na produção de fábrica, criando indústrias flexíveis.

Partia do pressuposto de que a maior parte das linhas de produção existentes nas fábricas estão subotimizadas. "Isto significa que quando existe uma reconversão do que é necessário produzir, do tipo de produto e das quantidades, como aconteceu agora em muitas fábricas com a pandemia, essas linhas de produção demoram muito tempo a adaptar-se e não o fazem considerando com uma visão de conjunto da fábrica. Com este sistema, nós conseguimos simular visualmente toda a linha de produção e gerir as necessidades de automação de forma mais flexível", explica Germano Veiga, professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto que participou no projeto.

Horizonte robótico

Este projeto teve dois pilotos na Simoldes Plásticos e na Peugeot Citröen. "No caso da Simoldes Plásticos, havia um problema de subautomação, porque a empresa tinha uma grande diversidade de produtos e não era rentável investir na robotização tradicional. Foram então exploradas formas de instalar robôs rentáveis. Por exemplo, foi a criada uma linha multiproduto em substituição de quatro linhas individuais (uni-produto). A esta linha, de acordo com as necessidades de produção, podem ser adicionados até dois robôs que fazem o empacotamento das peças. Com esta implementação, a Simoldes conseguiu reduzir o número de operadores diretos e indiretos em 75% e 20%, respetivamente. Esta alteração permitiu também reduzir o equipamento necessário em 25%", afirmou Vítor Resende da Simoldes Plásticos.

O consórcio integrou o INESC TEC, a Simoldes, a Critical Manufacturing, a Sarkkis Robotics, o Grupo da Peugeot-Citroen PSA Automobiles, a Fraunhofer IPA, a Universidade de Lund e a a Universidade de Aalborg. O projeto foi financiado em 4 milhões de euros pelo programa de investigação e desenvolvimento da União Europeia, Horizonte 2020, e inseria-se no âmbito das Fábricas do Futuro, que pretende desenvolver sistemas de produção escaláveis e procura integrar robôs e equipamentos do chão de fábrica com gestão de alto nível.
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