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PNI reforça foco na execução e abre novas categorias

A quarta edição do Prémio Nacional de Inovação introduz novas categorias, altera o modelo de avaliação e reforça o foco na execução dos projetos. As mudanças foram apresentadas por Alisson Ávila no lançamento da edição de 2026.

15:30
Alisson Ávila no lançamento do Prémio Nacional de Inovação 2026
Alisson Ávila no lançamento do Prémio Nacional de Inovação 2026 José Gageiro
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Alisson Ávila explicou que o novo modelo de avaliação do Prémio Nacional de Inovação passa a ter em conta a tipologia de inovação de cada projeto, alinhando a análise com os critérios do Manual de Oslo.

A quarta edição do Prémio Nacional de Inovação traz mudanças significativas no modelo de avaliação, nas categorias e na própria lógica de participação das empresas. Ao apresentar as novidades da edição de 2026, Alisson Ávila, head of ecosystem & impact strategy da Nova SBE, explicou que o objetivo passa por reforçar a aprendizagem do próprio prémio e acompanhar a evolução do ecossistema de inovação. “O nome do prémio já encapsula a necessidade de pensarmos sempre no que vem a seguir, no que podemos melhorar, ajustar e aprender a partir das iterações”, afirmou.

A inovação vai muito além da lógica simplista de que inovação é igual a startups. Alisson Ávila Head of Ecosystem & Impact Strategy da Nova SBE

Segundo o responsável, as alterações agora introduzidas refletem também uma visão mais ampla do que significa inovar. “A inovação vai muito além da lógica simplista de que inovação é igual a startups”, sublinhou, defendendo que o conceito deve incluir inovação corporativa, colaboração em rede e diferentes níveis de maturidade organizacional.

Antes de apresentar as novidades, Alisson Ávila recordou os números da edição anterior do prémio. Em 2025, participaram 114 organizações, um crescimento relevante face ao ano anterior, que se traduziu também num aumento do número de candidaturas.

Este ano, uma das alterações passa pela forma como as organizações podem apresentar projetos. “Qualquer organização pode inscrever quantas iniciativas desejar”, explicou, desde que cada projeto seja submetido apenas uma vez e numa única categoria. “Não vamos pensar num projeto e distribuí-lo por diferentes candidaturas para ver como corre.” Cada caso pertence a uma categoria específica, uma medida que pretende reforçar a clareza das candidaturas e melhorar o processo de avaliação.

Novas categorias e maior especialização Uma das mudanças mais visíveis desta edição está na reorganização das categorias do prémio. Na área dos setores de atividade, o PNI passa a contar com 10 subcategorias, refletindo a diversidade de áreas onde a inovação está a acontecer.

Entre as novidades está a criação de uma categoria específica para construção e imobiliário, que no ano anterior estava integrada com o turismo. “Os pontos de partida, as pressões e os resultados esperados são bastante distintos”, explicou.

Outra alteração passa pelo alargamento da categoria de retalho, serviços e e-commerce, que passa a integrar também os serviços de saúde. Já a área de sustentabilidade e impacto social passa a incluir explicitamente temas como circularidade e educação. “É difícil falar de sustentabilidade sem falar de pessoas”, sublinhou.

Na área das tecnologias, o prémio passa a incluir cinco subcategorias, refletindo tendências que marcam o atual contexto tecnológico e geopolítico. Entre os temas destacados estão cibersegurança, soberania e defesa, bem como robótica e aeroespaScial, áreas que, segundo Alisson Ávila, deverão concentrar investimentos relevantes nos próximos anos. “É um tema incontornável e faz parte da missão do prémio reconhecer os esforços que Portugal está a fazer nestas áreas.”

A estas juntam-se ainda as categorias de automação e transformação do posto de trabalho, desenvolvimento aplicacional e plataformas, e inteligência artificial e machine learning.

Finalistas conhecidos antes da gala

Outra novidade da edição de 2026 prende-se com o calendário de divulgação dos finalistas. Nos anos anteriores, os nomes eram revelados apenas na cerimónia final. Este ano, a organização decidiu antecipar essa divulgação. “Todos os finalistas vão ser tornados públicos na primeira semana de junho”, anunciou. O objetivo, diz Alisson Ávila, é aumentar a visibilidade dos projetos e permitir que as próprias organizações possam comunicar e valorizar o reconhecimento obtido.

O processo de avaliação das candidaturas também passa a integrar novas dimensões de análise. Entre elas está a tipologia de inovação utilizada pelas empresas, baseada no Manual de Oslo, referência internacional da OCDE para medir o impacto da inovação nas organizações.

O modelo distingue quatro áreas principais: oferta, operações, organização e marketing. “As candidaturas vão poder identificar de que forma a inovação se manifesta dentro da organização”, explicou. Outra novidade é a possibilidade de candidaturas conjuntas, permitindo que projetos desenvolvidos em parceria ao longo da cadeia de valor sejam apresentados por várias organizações.

O regresso do Innovation Champion

Entre as novidades está também uma evolução do Innovation Champion, distinção introduzida na edição anterior. Este ano, as próprias candidaturas poderão identificar o responsável pela implementação do projeto inovador. “O formulário vai ter um espaço dedicado para identificar quem foi o líder daquela iniciativa”, explicou Alisson Ávila.

Os nomes selecionados serão depois submetidos a uma votação pública, permitindo ao ecossistema escolher o vencedor entre os finalistas. “O Innovation Champion representa muitas vezes quem faz a ponte entre a estratégia e a ação”, sublinhou.

O calendário da edição de 2026 arrancou com a abertura das candidaturas no passado dia 4 de março e prolonga-se até 27 de abril, data-limite para a submissão dos projetos. Durante o mês de maio decorrerá a análise das candidaturas pela Nova SBE e pelo júri do prémio. Os finalistas serão divulgados na primeira semana de junho e a cerimónia final está marcada para 9 de julho, no campus da Nova SBE, em Carcavelos.

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