A Nova SBE quer garantir que a inovação reconhecida no Prémio Nacional de Inovação não termina na gala. A principal novidade anunciada por Pedro Brito, associate dean da Nova SBE e CEO da Nova SBE Executive Education, passa pela transformação de casos empresas premiadas na edição anterior em casos de estudo académicos, que serão desenvolvidos no âmbito dos mestrados executivos e integrados no ensino da instituição. O objetivo é converter exemplos concretos de inovação empresarial em conhecimento estruturado, com aplicação prática e capacidade de inspirar outras organizações.
Foi precisamente o papel da academia nesse processo que o responsável destacou na sua intervenção. Para Pedro Brito, o verdadeiro impacto de iniciativas como o Prémio Nacional de Inovação não está apenas na distinção dos projetos, mas na capacidade de transformar essas experiências em aprendizagem com utilidade duradoura. “A inovação só transforma verdadeiramente o país quando deixa de ser um prémio e passa a ser aprendizagem estruturada”, afirmou.
O salto passa muito quando deixamos de trabalhar em silos, quando o prémio não termina na gala, quando o reconhecimento não termina na fotografia e quando a inovação não termina no pitch. Pedro Brito, Associate Dean da Nova SBE e CEO da Nova SBE Executive Education
Nesse sentido, a Nova SBE decidiu aprofundar a sua intervenção enquanto knowledge partner da iniciativa. A direção académica da escola selecionou sete empresas distinguidas na edição anterior para integrarem os business cases académicos da instituição. Os casos serão desenvolvidos com o apoio de executivos que frequentam programas de mestrado executivo e deverão estar concluídos até ao final do ano.
A ambição é que esses conteúdos passem a integrar a biblioteca da Nova SBE, sejam utilizados em sala de aula e fiquem também disponíveis na plataforma do Prémio Nacional de Inovação. Mais do que prolongar a visibilidade dos vencedores, a escola pretende transformar projetos empresariais em ferramentas de aprendizagem e referência para o mercado.
Pedro Brito descreveu esta lógica como um ciclo virtuoso, em que as empresas inovam, são reconhecidas, estudadas e debatidas, tornando-se referência para inspirar outras a inovar. Na sua perspetiva, trata-se de um contributo relevante num país onde continuam a discutir-se fragilidades como a falta de escala, de produtividade e de conhecimento aplicado.
Foi nesse contexto que deixou também uma ideia mais ampla sobre o papel do prémio na economia portuguesa. “O salto passa muito quando deixamos de trabalhar em silos, quando o prémio não termina na gala, quando o reconhecimento não termina na fotografia e quando a inovação não termina no pitch”, sublinhou.