Somos uma empresa de engenharia de software especializada no setor financeiro, com raízes e engenharia na Madeira e relações de muito longo prazo com os clientes. Há bancos que trabalham connosco há mais de 30 anos. A convicção de que conhecer o negócio é tão importante como dominar a tecnologia nunca mudou”, afirma Daniel Araújo, CEO da Asseco PST, empresa que, em 2025, recebeu uma menção honrosa na categoria Multinacional dos Prémios Exportação & Internacionalização, organizados pelo Novo Banco e pelo Negócios, em parceria com a Iberinform.
A Asseco PST nasceu na Madeira, em 1988, com o nome Promosoft, numa altura em que a informatização começava a transformar o setor financeiro. Passou depois a Exictos e, em 2018, assumiu a designação Asseco PST. Quase quatro décadas depois, a empresa mantém uma característica essencial das suas origens: a combinação entre engenharia de software e conhecimento profundo do negócio financeiro.
Em 2015, quando o grupo polaco Asseco entrou no capital, foi um momento decisivo, assinala Daniel Araújo, que foi também “uma operação transformadora, e não apenas do ponto de vista acionista, mas também da capacidade financeira e da credibilidade”. A integração num grupo cotado internacionalmente, com cerca de quatro mil milhões de euros de receitas e mais de 30 mil colaboradores, permitiu reforçar o investimento em produto e realizar aquisições que seriam mais difíceis de concretizar de forma autónoma. Daniel Araújo sublinha ainda que “um banco que escolhe um fornecedor de core banking está a decidir para 10 ou 15 anos, e os reguladores exigem-lhe que avalie a solidez desse fornecedor. Ter por trás um grupo europeu desta dimensão faz diferença nessas decisões”.
Aquisições e internacionalização
A empresa tinha cerca de 400 trabalhadores; hoje, são mais de 600, com mais de 60 bancos clientes em oito países. Ao mesmo tempo, deixou de estar concentrada exclusivamente no core banking para alargar a atividade aos pagamentos, canais digitais, mercado de capitais, contabilidade e reporte financeiro e, mais recentemente, aos seguros. O que foi feito de forma incremental, mas também por aquisições.
A Finantech, adquirida em 2021, acrescentou o mercado de capitais; a CPI, em 2022, trouxe a contabilidade e o reporte financeiro; e a aquisição da RandTech abriu este ano a porta a uma presença mais forte nos seguros.