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Vencedores: Cinco projetos com visão para o futuro

Os projetos vencedores da 10ª edição do Prémio Saúde Sustentável nasceram na sua quase totalidade com um horizonte que vai além da pandemia, mesmo quando esta foi o gatilho que lhes deu origem. Na sua génese esteve uma visão de futuro.

Filipe S. Fernandes 10 de Novembro de 2021 às 15:30
Mariline Alves
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Cuidados de Saúde Centrados no Cidadão
"Melhoria do Circuito do Utente no Hospital de dia Oncológico" pelo Hospital de Braga


"O serviço de Oncologia tem tido um grande aumento do número de doentes e de tratamentos e o circuito dentro do hospital começava a ser muito complicado para os doentes oncológicos", afirmou Ema Alves, enfermeira oncologista do Hospital de Braga. Em Março de 2021 surgiu a oportunidade de trabalhar com a Lean Health Portugal "para estudar uma forma de agilizar o circuito do doente dentro do Hospital porque estes doentes são sujeitos a muitos tempos de espera, a muitos passos e com o aumento da atividade de dia do hospital havia a necessidade de rever todos os procedimentos para agilizar e humanizar mais o cuidado a estes doentes", acrescentou Ema Alves.


Inovação e Transformação Digital
"A utilização de IoT na monitorização de doentes em hospitalização domiciliária", pelo Hospital Garcia de Orta.


"Consiste numa ferramenta de telemonitorização aplicada a doença aguda e surgiu numa fase em que o nosso número de doentes foi aumentado e achamos que necessitávamos de ajuda na prestação de cuidados e no apoio à decisão clínica", disse Filipe Negreiro Dias, enfermeiro especialista do Hospital Garcia da Horta. Este projeto começou a funcionar em abril de 2020, e foi desenvolvida pelo Hospital Garcia da Horta com a colaboração da Lean Health Portugal, Vodafone IoT Portugal e ThinkDigital. Este kit de telemonitorização colocado em casa do doente que permite a sua monitorização e interação e tem nove dispositivos: esfigmomanómetro, oxímetro, termómetro, glicómetro, balança, sensor de queda, botão de pânico com GPS, um tablete, um hub de ancoragem e uma mochila.


Sustentabilidade Económica e Financeira
"Sistema de Rastreabilidade Têxtil" pelo Centro Hospitalar Universitário São João do Porto


O "Sistema de Rastreabilidade Têxtil" é um projeto para melhorar o processo de gestão de roupas hospitalares, tanto da roupa de cama e do doente como dos fardamentos dos profissionais, através da colocação de tags com a tecnologia RFID-UHF nas peças têxteis, para a localização das peças no circuito de rouparia, serviços clínicos e lavandaria. Em 6 de fevereiro de 2021 iniciou-se a distribuição automatizada de fardamentos para os profissionais de saúde, e, em junho de 2021, a roupa de cama e do doente ficou rastreável. "O anterior processo era pouco consistente, de difícil controlo do ponto de vista da execução e gerava índices de satisfação dos clientes, serviços hospitalares e profissionais de saúde, inferiores a 50%", revela André Bettencourt Sardinha do Centro Hospitalar Universitário de S. João.


Integração de Cuidados
"Reabilitação Respiratória Pediátrica em Contexto de Pandemia" pela Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel.


O projeto de Telecinesiterapia Respiratória & Visitação Domiciliária surgiu em julho de 2020 em consequência do encerramento do serviço de cinesiterapia respiratória do Hospital do Divino Espírito Santo por causa da pandemia. As crianças acompanhadas por este serviço privadas da reabilitação respiratória começaram a apresentar várias agudizações da sua doença respiratória e muitas delas foram internadas. Em articulação e complementaridade entre centro de saúde e o hospital permitiu que estas crianças fossem admitidas pela nossa equipa de enfermagem de reabilitação da USISM. "Os programas de reabilitação respiratória são utilizados através da visitação domiciliária e a telecinesiterapia respiratória não é mais do que a realização dos exercícios por vídeo consulta", disse Maria Elisabete Lima, coordenadora da Equipa de Enfermagem de Reabilitação da USISM.


Promoção da saúde e prevenção da doença
"2’Minutos para mudar de vida" pelo Ipatimup, Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto


"O 2’minutos como está muito focado na questão da mudança comportamental, uma das primeiras coisas que decidimos fazer foi o uso da ficção porque estamos a falar de comportamentos e de mensagens que as pessoas já ouviram falar: deixe de fumar, como com mais cuidado. O uso da ficção para tentar chamar a atenção e captar a atenção das pessoas", referiu Luís Carvalho, investigador do IPATIMUP. A primeira série de ficção portuguesa sobre educação para a Saúde começou a ser pensada em 2016. Em Maio de 2018, produziram os 20 episódios com 94 personagens feitos por 31 atores. Em Abril e Maio de 2019 os episódios exibidos na RTP foram vistos em média por 374 mil espectadores, e mais de 3 milhões de portugueses a ver algum conteúdo da série. Em Março de 2021 chegou ao online e já teve 14 mil downloads efetuados por professores e 95 mil visualizações no Youtube.


Projetos finalistas


Foram 15 os projetos selecionados para a fase final dos Prémios Saúde Sustentável, tendo dez sido galardoados com o prémio absoluto ou com uma menção honrosa. Os restantes cinco finalistas são:

 

| Cuidados de Saúde Centrados no Cidadão

"Health Medical Response and Information Exchange (HMR-IE)" do Hospital Dr. Francisco Zagalo – Ovar.

| Sustentabilidade Económica e Financeira

"Batas Reutilizáveis Inovadoras" da WellGiven.

| Integração de Cuidados

"Huddle Meetings – a multidisciplinaridade na diminuição do tempo de internamento do Serviço de Medicina Interna" do Hospital Garcia de Orta.

| Promoção da Saúde e Prevenção da Doença

"Spot Saúde Powered by CUF" pela CUF + SpotGames.

| Inovação e transformação digital

 "Portal de Agendamento Online para vacinação contra a covid-19" dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

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