Artur Penedos 01 de Maio de 2012 às 23:30

"A catástrofe de uma governação falhada"

Passos Coelho e Portas, depois de favorecerem grandes amigos (todos bem colocados nas melhores empresas, EDP; CGA; PT, entre outras, ou nomeados para funções públicas) alcançam novo êxito. Empobrecer o país e os cidadãos.

Passos Coelho e Portas, depois de favorecerem grandes amigos (todos bem colocados nas melhores empresas, EDP; CGA; PT, entre outras, ou nomeados para funções públicas) alcançam novo êxito. Empobrecer o país e os cidadãos.

Aumentam estupidamente o número de pobres, reduzem a proteção social nas reformas, na doença e no desemprego (já são campeões, pelas piores razões, em todas as áreas), deprimem e, simultaneamente anestesiam o povo, fustigando-o até à exaustão com um discurso de crise e de dificuldades – que Gaspar diz serem bem aceites e suportadas pelos portugueses.

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Reduziram o número de membros do governo, mas não emagreceram a despesa do Estado – são às dezenas os nomeados para grupos de trabalho que nada produzem – e, com tudo isto, emerge o desastre de uma governação falhada, essencialmente por falta de iniciativas que respondam às necessidades e anseios dos cidadãos.

Se, na satisfação das aspirações do povo, o governo revela um total e completo fracasso no favorecimento das "clientelas", que tanta crítica lhes merecia quando era oposição, a acção é coroada de grande êxito.

Mas, a realidade está aí, mesmo à nossa frente e, creio bem, é muito dura para quem acreditava que mudar de governo era a melhor resposta. Infelizmente, o que se constata é que as escolhas não foram as mais acertadas.

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Não há crescimento económico e todos os dias se anunciam novos recordes de desemprego e o regresso aos mercados é cada vez mais uma miragem. Os juros da dívida a 10 anos continuam insustentáveis (11,85%) e a receita do Estado é cada vez menor!

Há um ano, a culpa era de Sócrates e do governo socialista.

Hoje, os culpados pela vinda da troika (PSD, PCP, BE e PP, que chumbaram o PEC IV) dizem que a culpa é da situação internacional.

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Mas, o mais insólito é que, há um ano, o défice do 1.º trimestre rondava os 900 milhões de euros e, um ano depois, a dupla Coelho/Portas apresenta um défice de 1637 milhões de euros (!), isto é, mais de cerca de 750 milhões! E nem as transferências para cobrir o défice da RTP conseguem justificar tamanho desaire.

Para continuar a aldrabar o povo impunemente, assumem os conselhos do comentador político e, também conselheiro de Estado, Rebelo de Sousa.

Este, como é sabido, mandou calar o primeiro-ministro – que pela manhã diz uma coisa e à tarde o seu contrário – para proteger a imagem. Relvas, que também se quererá proteger, deixou de estar disponível para carregar todas as culpas e, calou-se.

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Deu lugar à sua colega da Justiça, que não se fez rogada e, para justificar a incapacidade do governo e a sua própria falta de jeito, apressou-se a anunciar que o país está na bancarrota tentando, desse modo, condicionar o Tribunal Constitucional.

Felizmente para o país, e para os portugueses, como a sua credibilidade está de rastos, os mercados financeiros nem deram pela sua presença e, creio, os juízes farão o mesmo.

Mas uma coisa é certa, Coelho terá ouvido o professor e não se fez rogado na "arte" de enganar o povo lançou novos protagonistas.

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Ex-Deputado do PS

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