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Angola e Portugal: tem tudo para dar certo, mas...

José Hermano Saraiva dizia, no início dos anos 80, a propósito de graves arrufos entre Portugal e Angola, que teriam de passar muitos anos até que a relação entre os dois países serenasse. À semelhança do que acontecera com o Brasil.

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José Hermano Saraiva dizia, no início dos anos 80, a propósito de graves arrufos entre Portugal e Angola, que teriam de passar muitos anos até que a relação entre os dois países serenasse. À semelhança do que acontecera com o Brasil.

Trinta anos depois, a relação melhorou, mas está longe da normalidade. Por culpa de ambos: de uma ex-potência colonial que, por vezes, é incapaz de perceber os anseios de quem não quer ser neo-colónia; de um ex-colonizado que, por tudo e por nada, exibe a carta de alforria. Inclusive económica...

Disparates à parte, os dois países só têm a ganhar se abandonarem os complexos e optarem pelo pragmatismo. O pragmatismo que por vezes falta às elites dos dois lados (jornalistas incluídos...), mas que abunda na arraia miúda dos dois países: só quem não experimentou o contacto com as populações locais, fora dos restaurantes caros de Luanda, não percebe isso!

Os angolanos têm dinheiro e procuram credibilidade (muito prejudicada pelas acusações de corrupção a regime). Nós temos "know-how" e empresas credíveis, de que eles precisam para darem uma imagem nova ao mundo. Se estes dois factores se aliarem, Angola pode passar, em dez ou quinze anos, para o grupo de países com mais futuro em África. Mais: o dinheiro angolano e o "know-how" português dariam para controlar boa parte dos negócios em África. Só depende de nós (angolanos e portugueses). Disparates, mais disparates, dispensam-se!
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