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30 de Junho de 2000 às 21:32

Fernando Castro e Solla: «De olhos postos em Wall Street»

Não é novidade que Wall Street constitui uma referência importante para todos os outros mercados, e para todos os seus intervenientes, à volta do mundo. Sempre assim foi e, provavelmente, sempre assim será.

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Não é novidade que Wall Street constitui uma referência importante para todos os outros mercados, e para todos os seus intervenientes, à volta do mundo. Sempre assim foi e, provavelmente, sempre assim será. Mas há algo, nos dias que correm, que faz aumentar ainda mais a importância do desempenho daquele mercado na formação de expectativas em todo o mundo financeiro.

O mercado Norte Americano foi desde sempre a referência mundial no mundo financeiro. De facto, um pouco por todo o mundo, olhos ansiosos aguardam pela abertura de Nova York para, com base nas indicações que aquele mercado dê, actuarem e decidirem o rumo a dar aos seus investimentos. Ninguém é excepção… traders, gestores de fundos, investidores institucionais e particulares suspendem a respiração por volta das 2 horas e 30 minutos de todas as tardes na ânsia de perceber para onde vão os mercados americanos e, logo, qual vai ser a tendência dos seus mercados nessa tarde.

A importância dada aquele momento, é hoje de tal forma elevada, que desde logo de manhã todos os olhos e mentes se dedicam a, através dos futuros sobre o Nasdaq e o S&P, antecipar e prever o que se vai passar ás duas e meia de cada tarde.

A correlação entre o comportamento daqueles futuros e, depois, daqueles índices, com todos os restantes índices mundiais tem crescido bastante nos últimos anos e em especial nos últimos meses.

A questão é: porquê?

É certo que Nova York é tido como o mercado mais eficiente, porque maior e mais bem organizado no mundo inteiro; é certo que é também o mais antigo e, logo, é aquele sobre o qual há mais informação disponível; é certo também que lá actuam diariamente os maiores investidores do globo mas… será que apenas isso justifica tamanha ansiedade e dependência por parte do resto do mundo?

A verdade é que há dois factores novos que ajudam a justificar este fenómeno: por um lado, os EUA estão, desde o seu inicio, na liderança da chamada “revolução tecnológica”. Assim, e nomeadamente no NASDAQ, estão cotadas as maiores empresas envolvidas na explosão da “nova economia” e, como em todas as revoluções de todas as naturezas, nos momentos de convulsão e de incerteza, todos os olhos e esperanças se depositam no líder. Ora, como em todo o mundo o grande tema de investimento é o fenómeno da “revolução tecnológica”, todas as atenções centram-se em quem está a cabeça do movimento, ou seja, em Nova York. Por outro lado, cada vez mais, o mercado norte americano é efectivamente um mercado global. Global porque lá são investidos fundos vindos de todos os cantos do planeta e global também porque as empresas lá cotadas têm elas próprias uma actividade cada vez mais universal, e já não apenas internacional. A conjunção de todos estes factores, tornam Wall Street num mercado quase Global, ao qual, por consequência, ninguém pode ou deve ficar indiferente.

Assim, em face da tradição, da dimensão, da eficiência e da informação disponível, era já natural que se atribuísse uma enorme importância ao mercado norte americano. Mas a constatação do papel de liderança que aquele mercado assume quer na revolução tecnológica em curso quer no processo de globalização, torna natural a correlação que todas as praças mundiais têm vindo a assumir em relação a Dow Jones e Nasdaq.

* Fernando Castro e Solla é um dos formadores dos Cursos de Negócios sendo responsável por um curso sobre investimentos em Bolsa. Consulte o seu programa em Curso Prático de Bolsa   

Fsolla@banco-privado.pt

www.banco-privado.pt

 

Não é novidade que Wall Street constitui uma referência importante para todos os outros mercados, e para todos os seus intervenientes, à volta do mundo. Sempre assim foi e, provavelmente, sempre assim será. Mas há algo, nos dias que correm, que faz aumentar ainda mais a importância do desempenho daquele mercado na formação de expectativas em todo o mundo financeiro.

O mercado Norte Americano foi desde sempre a referência mundial no mundo financeiro. De facto, um pouco por todo o mundo, olhos ansiosos aguardam pela abertura de Nova York para, com base nas indicações que aquele mercado dê, actuarem e decidirem o rumo a dar aos seus investimentos. Ninguém é excepção… traders, gestores de fundos, investidores institucionais e particulares suspendem a respiração por volta das 2 horas e 30 minutos de todas as tardes na ânsia de perceber para onde vão os mercados americanos e, logo, qual vai ser a tendência dos seus mercados nessa tarde.

A importância dada aquele momento, é hoje de tal forma elevada, que desde logo de manhã todos os olhos e mentes se dedicam a, através dos futuros sobre o Nasdaq e o S&P, antecipar e prever o que se vai passar ás duas e meia de cada tarde.

A correlação entre o comportamento daqueles futuros e, depois, daqueles índices, com todos os restantes índices mundiais tem crescido bastante nos últimos anos e em especial nos últimos meses.

A questão é: porquê?

É certo que Nova York é tido como o mercado mais eficiente, porque maior e mais bem organizado no mundo inteiro; é certo que é também o mais antigo e, logo, é aquele sobre o qual há mais informação disponível; é certo também que lá actuam diariamente os maiores investidores do globo mas… será que apenas isso justifica tamanha ansiedade e dependência por parte do resto do mundo?

A verdade é que há dois factores novos que ajudam a justificar este fenómeno: por um lado, os EUA estão, desde o seu inicio, na liderança da chamada “revolução tecnológica”. Assim, e nomeadamente no NASDAQ, estão cotadas as maiores empresas envolvidas na explosão da “nova economia” e, como em todas as revoluções de todas as naturezas, nos momentos de convulsão e de incerteza, todos os olhos e esperanças se depositam no líder. Ora, como em todo o mundo o grande tema de investimento é o fenómeno da “revolução tecnológica”, todas as atenções centram-se em quem está a cabeça do movimento, ou seja, em Nova York. Por outro lado, cada vez mais, o mercado norte americano é efectivamente um mercado global. Global porque lá são investidos fundos vindos de todos os cantos do planeta e global também porque as empresas lá cotadas têm elas próprias uma actividade cada vez mais universal, e já não apenas internacional. A conjunção de todos estes factores, tornam Wall Street num mercado quase Global, ao qual, por consequência, ninguém pode ou deve ficar indiferente.

Assim, em face da tradição, da dimensão, da eficiência e da informação disponível, era já natural que se atribuísse uma enorme importância ao mercado norte americano. Mas a constatação do papel de liderança que aquele mercado assume quer na revolução tecnológica em curso quer no processo de globalização, torna natural a correlação que todas as praças mundiais têm vindo a assumir em relação a Dow Jones e Nasdaq.

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