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Um país de ar (muito) rarefeito

Há muitas vantagens em ser um país pequeno. A homogeneidade (étnica, geográfica, linguística?) facilita a tomada de decisões: é mais fácil actuar num país como Portugal ao invés, por exemplo, de Espanha. Mas ser pequeno também tem desvantagens. Uma delas

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Há muitas vantagens em ser um país pequeno. A homogeneidade (étnica, geográfica, linguística?) facilita a tomada de decisões: é mais fácil actuar num país como Portugal ao invés, por exemplo, de Espanha. Mas ser pequeno também tem desvantagens. Uma delas é que toda a gente conhece toda a gente. Nomeadamente na classe empresarial, onde se vive a sensação de "vira o disco e toca o mesmo".

Como se está a ver no caso BCP. Quando foi preciso encontrar uma solução? foi-se ao vizinho do lado (ai a ética?). Agora que é preciso um presidente para a CGD quem está na berra? Os nomes do costume. Ou seja, a renovação no "corporate Portugal" é quase igual a zero. Mas há outro aspecto ainda mais grave: a demasiada proximidade entre pessoas que tutelam os reguladores e as entidades que regulam. Fernando Ulrich tem todas as razões para estar aborrecido com o Banco de Portugal: enviou um dossier com as operações "off-shore" do BCP em Setembro de 2006? e não aconteceu nada. Mas na quarta-feira furtou-se a pedir demissões no Banco de Portugal e CMVM e pediu um acto de contrição para o futuro.

Sejamos francos: como poderia Ulrich pedir a demissão de um governador que veio do seu banco? E como pedir demissões na CMVM? O actual ministro das Finanças não estava lá quando o BCP (alegadamente) utilizou as "off-shore" para influenciar as cotações do banco? E se fossem só estes exemplos?

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