Precavermo-nos contra o risco de um apocalipse associado à IA
O facto de as mentes mais brilhantes da indústria da IA considerarem que existe uma probabilidade não nula de os seus próprios produtos causarem a extinção da humanidade num futuro previsível deve servir de alerta para os decisores políticos e as empresas.
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Os alertas de um apocalipse provocado pela inteligência artificial (IA) estão ao rubro. A 8 de setembro, Jacob Coxon, investigador da Anthropic, deixou o mundo estupefacto ao demitir-se publicamente, revelando que “as pessoas que criam a IA acreditam sinceramente que ela poderá matar-nos a todos até ao final desta década”. As suas palavras foram rapidamente corroboradas por Evan Hubinger, responsável pela ciência do alinhamento na Anthropic, que estimou em mais de 10% a probabilidade de a inteligência artificial exterminar o ser humano. Alguns dias depois, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, o CEO da OpenAI, Sam Altman, e outras figuras de proa da inteligência artificial apelaram ao abrandamento do ritmo de desenvolvimento da IA.
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