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12 tendências para um tecido urbano resiliente

O futuro pertence às cidades que, até 2030, vão acolher 60% da população mundial. A pensar nos desafios, do ambiente à economia até à qualidade de vida, a Deloitte elaborou um guia de 12 tendências para a transformação urbana.

Diana do Mar dianamar@negocios.pt 04 de Outubro de 2021 às 12:15
Estudo realizado pela Deloitte identifica 12 tendências para futuro urbano resiliente e sustentável.
Estudo realizado pela Deloitte identifica 12 tendências para futuro urbano resiliente e sustentável. João Cortesão
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Uma aplicação que funciona como um radar do crime, com representações dos níveis de segurança em determinada hora e local tem contribuído para reduzir a taxa de criminalidade no Rio de Janeiro. Em Louisville, um inalador com GPS envia alertas aos utilizadores sobre os dias insalubres e outros dados ajudando a antecipar ataques de asma. Em Calgary, um sistema de recolha de dados em tempo real, que monitoriza a bacia hidrográfica, melhorou a capacidade de previsão de inundações. Estes são três exemplos práticos de como “as cidades podem impulsionar a mudança para uma sociedade mais verde, digital e inclusiva”, extraídos de um estudo elaborado pela Deloitte que identifica 12 tendências que vão marcar o futuro das cidades até 2030.

O roteiro para as cidades “se tornarem sustentáveis, resilientes e prósperas” num cenário pós-pandemia divide-se em seis áreas. O planeamento verde dos espaços públicos e o desenvolvimento de ecossistemas de saúde que, com recurso às tecnologias, cubram também o apoio ao bem-estar através da intervenção e prevenção precoces, são as duas tendências no domínio da habitabilidade e saúde.

O futuro faz-se também em direção a “cidades de 15 minutos”, com os bairros a serem projetados para que a maioria dos serviços esteja a 15 minutos de distância a pé ou de bicicleta e rumo a uma mobilidade mais sustentável, com a Deloitte a assinalar que “as cidades estão a trabalhar para oferecer mobilidade digital, limpa, inteligente, autónoma e intermodal”.

Já no plano económico, as tendências seguem no sentido da criação de ecossistemas de inovação digital, mas também da prestação de serviços e planeamento inclusivos, enquanto no âmbito da energia e do ambiente a consultora aponta que as cidades estão a adotar modelos circulares e princípios de partilha, reutilização e restauro, bem como a apostar em edifícios e infraestruturas inteligentes e sustentáveis.

Promover a participação em massa, da academia às empresas até às associações, e pôr a inteligência artificial ao serviço das operações das cidades são as propostas em voga na área da governação e educação. Sem perder de vista as liberdades individuais, a inteligência artificial também pode servir à vigilância e policiamento preditivo, de acordo com a Deloitte, que, em matéria de bem-estar e segurança, assinala também a aposta em políticas robustas de cibersegurança para fazer face aos riscos crescentes e lidar com as questões de privacidade.

“As conclusões podem ajudar os governos a desenvolver as suas estratégias de transformação urbana, mas também a equilibrar as pressões de curto prazo com as necessidades de longo prazo”, sublinha Miguel Eiras Antunes, líder global de Smart Cities da Deloitte.

Elaborado com base em estratégias adotadas em cidades de todo o mundo, o relatório teve como “espinha dorsal” entrevistas a 15 especialistas, incluindo autarcas, líderes de organizações internacionais, investigadores e urbanistas, contando, em Portugal, com participação dos municípios de Cascais e Porto.

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