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Reconhece que “há uma mudança de paradigma ditada pelas tempestades” que aconselham a que se reveja a escolha entre linhas aéreas e enterradas. Mas alerta que há limitações financeiras e de recursos humanos e um custo, associado ao que se deixa de fazer em expansão da rede, para enterrar linhas, que exigem um investimento superior ao das que são aéreas. Não esquecendo o efeito que tais investimentos podem ter nas tarifas. Quando passou um mês desde que uma sucessão de tempestades assolou Portugal, o CEO da EDP Inovação e presidente da Associação Portuguesa de Energia é o convidado desta semana das “Conversas com CEO”. Numa entrevista de mais de meia hora, que pode ser ouvida na íntegra em podcast, António Coutinho considera que a automação e a inteligência artificial vão ser determinantes para garantir os elevados investimentos que se têm de fazer na rede elétrica e explorar todo o potencial de uma produção descentralizada que vai desde a energia das centrais de produção até à que está armazenada nos nossos carros.