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Pacto para as Competências já chegou a 10 milhões de pessoas na Europa desde 2020

Só em 2025, 3,9 milhões de pessoas beneficiaram de ações de melhoria de competências, numa rede que já mobiliza cerca de quatro mil organizações e mais de mil milhões de euros.

17 de Abril de 2026 às 20:38
Brasil2
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Mais de 10 milhões de pessoas beneficiaram, desde 2020, de iniciativas de melhoria de competências no âmbito do Pacto para as Competências, uma das apostas da Comissão Europeia para aproximar a formação das necessidades do mercado de trabalho. Só em 2025, foram 3,9 milhões, segundo o inquérito anual agora divulgado por Bruxelas, que aponta para um esforço crescente de empresas, entidades formadoras e autoridades públicas para responder às necessidades da dupla transição ecológica e digital.

Lançado em novembro de 2020, o programa funciona como uma plataforma de cooperação entre a indústria, os parceiros sociais, prestadores de ensino e formação, autoridades regionais e locais e serviços de emprego. Ao todo, a iniciativa mobilizou uma rede de cerca de quatro mil organizações, que, em conjunto, investiram mais de mil milhões de euros no reforço das competências em toda a União Europeia (UE).

Segundo o comunicado da Comissão, “85% das empresas e dos trabalhadores inquiridos apreciam os benefícios e impactos”, e destaca-se o acesso a informação sobre competências e as oportunidades de criação de redes. O mesmo documento mostra que os participantes continuaram a reforçar a oferta de formação de qualidade e a melhorar o acesso à aprendizagem, com especial prioridade para as competências digitais, ecológicas e setoriais, precisamente onde a pressão do mercado de trabalho é mais visível.

Mais de 277.600 organizações aderiram a redes de competências e foram desenvolvidos ou atualizados cerca de 46.500 programas de formação, que incluem cursos curtos e percursos mais longos. O objetivo é reduzir o desfasamento entre a oferta e a procura de competências e contribuir para a meta europeia de que 60% dos adultos participem todos os anos em ações de formação até 2030.

O inquérito destaca ainda o papel das parcerias regionais e mostra que 93% destas iniciativas demonstraram uma melhoria no alinhamento entre a oferta e a procura de competências a nível regional, enquanto 86% facilitaram a transição para uma economia mais verde e digital.

“A requalificação dos trabalhadores não só ajuda as pessoas a obter empregos de qualidade, como também dá aos empregadores acesso a talentos qualificados”, aponta Roxana Mînzatu, vice-presidente executiva da Comissão responsável pelos Direitos Sociais, Competências, Emprego de Qualidade e Preparação. “Num momento de grave escassez de mão de obra, esta situação é mais urgente do que nunca”, sublinha.

As organizações envolvidas neste programa assumiram o compromisso de melhorar as competências e requalificar 25 milhões de pessoas até 2030, mas a Comissão quer agora duplicar esse objetivo, integrando-o na chamada União de Competências, a estratégia comunitária para reforçar a competitividade europeia através da formação e da qualificação da mão de obra.

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