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IMF – FED mais flexível quanto à inflação; Eur/Usd recupera

Primeiro-ministro japonês renúncia cargo por motivos de saúde; FED mais flexível quanto à inflação; Eur/Usd sobe recupera $1,19; Furacão “Laura” impulsiona crude para máximos de 5 meses, mas ganhos são temporários; Ouro segue a consolidar abaixo dos $2000/onça.

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Primeiro-ministro japonês renúncia cargo por motivos de saúde

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, renunciou na passada sexta-feira ao cargo para se submeter a um tratamento a uma doença crónica, encerrando o mandato mais longo na história do país. "Não posso ser primeiro-ministro se não puder tomar as melhores decisões para a população. Decidi renunciar ao meu cargo", disse Abe. A renúncia irá desencadear uma corrida pela liderança no Partido Liberal Democrático (LDP) - provavelmente em duas ou três semanas - e o vencedor deve ser formalmente eleito no parlamento. O novo líder do partido manterá o cargo pelo resto do mandato de Abe (até 2021). O mandato de Abe trouxe estabilidade ao Japão após seis administrações em constante alteração. Abe ajudou o Japão a sair de um ciclo de deflação e trabalhou para melhorar os laços com seu maior parceiro comercial, a China, que eram os mais hostis em várias décadas quando assumiu o cargo. No entanto, é importante notar que para vários analistas, a estratégia de estímulos de Abe, denominada de "Abenomics" já estava a fraquejar antes da demissão. Esta estratégia é composta por três pilares: flexibilização monetária de larga escala, gastos fiscais e reformas estruturais para suportar a terceira maior economia mundial após anos de crescimento abaixo da média de preços em queda. O último ponto (reformas) é o que terá sido menos conseguido, com as reformas para modernizar uma economia prejudicada por baixa produtividade, uma população envelhecida e um mercado laboral rígido a mostrarem-se pouco eficazes.

Tecnicamente, o Eur/Jpy deu seguimento aos ganhos, subindo até aos 100% de retração de fibonacci (126,8 ienes). Não obstante, o par ainda não obteve sucesso a este teste, tendo já chegado a realizar uma correção. Os 125 ienes deverão apresentar um suporte robusto para o par, sendo esperada uma lateralização entre os níveis mencionados, antes de uma eventual quebra ao limite superior no curto-prazo.


FED mais flexível quanto à inflação; Eur/Usd recupera

Um dos principais destaques da última semana passou pelo muito aguardado discurso do Presidente da FED, Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole (este ano virtual devido à pandemia). Dois temas dominaram a mensagem de Powell: inflação e mercado laboral. Quanto aos preços do consumidor, o Banco Central norte-americano irá adotar uma postura mais flexível, procurando uma inflação média de 2% ao longo do tempo, tolerando assim subidas ou descidas temporárias, visto que uma inflação continuamente baixa é um "motivo de preocupação" que pode representar riscos sérios para a economia, indicou Powell. Sobre o mercado laboral, sinalizou que um nível máximo de emprego é demasiado abrangente e que, por este motivo, as decisões de política monetária terão em consideração as análises à "quebra" do nível de emprego face ao seu nível máximo, quando anteriormente eram tidos em conta "desvios" do nível de emprego face ao nível máximo. Já em território europeu, a economia alemã contraiu a um ritmo recorde de 9,7% em cadeia no segundo trimestre de 2020, com os gastos dos investidores, investimentos empresariais e as exportações a serem seriamente penalizadas pela pandemia de Covid-19. Ainda assim, esta leitura foi menos expressiva do que a queda de 10,1% prevista. O Eur/Usd ainda recuou para níveis abaixo de $1,18 após o discurso de Powell, não obstante, voltou a ganhar ímpeto e fechou a semana em torno de $1,19.

Tecnicamente, o Eur/Usd corrigiu em baixa após não ter conseguido realizar um teste aos $1,20, chegando mesmo a recuar para níveis abaixo dos $1,17. Contudo, o par acabou por conseguir ressaltar e segue já a testar o nível dos $1,19. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, começam diminuir o sinal de venda, o que fornece algum suporte ao par. Para o muito curto-prazo espera-se que o Eur/Usd siga a lateralizar no intervalo atual, entre os $1,17 e $1,1950/$1,20.


Furacão "Laura" impulsionou crude para máximos de 5 meses, mas ganhos são temporários

Após as quedas da semana passada, o crude regista uma variação semanal positiva, tendo mesmo renovado máximos de março na quarta-feira. As tempestades tropicais na costa do Golfo, nomeadamente o furacão "Laura", nos EUA, paralisaram cerca de 60% da produção de petróleo, sendo o principal fator a impulsionar os preços da matéria-prima. No entanto, o evento climatérico perdeu alguma força, e acabou por apresentar menos risco para as plataformas de exploração e refinarias de crude, acabando por resultar numa ligeira correção dos preços. Ainda assim, o saldo semanal é positivo.

Uma vez mais, a nível técnico, continuam a não existir novidades a reportar sobre o crude. A matéria-prima tem tentando afastar-se dos $40 nas últimas semanas, mas ainda não conseguiu obter sucesso. O MACD inverteu o sinal de compra o que poderá sinalizar uma correção em baixa no curtíssimo-prazo. Não obstante, as perdas poderão ser temporárias, visto que os $36 tem oferecido amplo suporte ao ouro negro, podendo vir a verificar-se uma lateralização entre este nível e os $40 no curto-prazo.


Ouro segue a consolidar abaixo dos $2000/onça

Após duas semanas consecutivas de quedas, o ouro voltou a registar uma variação semanal positiva, apresentando ganhos de cerca de 1%. O metal precioso reagiu em alta ao discurso de Powell, presidente da FED, no qual foram anunciadas alterações na estratégia da política monetária do Banco Central (ver texto acima). No entanto, o aumento do apetite pelo risco resultante dos compromissos dos EUA e da China sobre a "Fase 1" do acordo comercial entre as duas potências, assim como um novo tratamento de plasma sanguíneo para o Covid-19 aprovado nos EUA limitaram ganhos mais expressivos do ouro.

Tecnicamente, após ter testado sem sucesso a resistência dos $2000/onça a semana passada, o metal precioso começa a apresentar um movimento de lateralização entre o referido nível e os $1900. Os principais indicadores técnicos não apresentam sinal claros em qualquer direção, sendo esperada uma lateralização no intervalo atual no curtíssimo-prazo.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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