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A grande luz da Officine Panerai

A ligação da Officine Panerai à luz e ao mar fez com que os seus relógios se tornassem objectos preciosos para quem explora os segredos das profundidades.

Fernando Sobral fsobral@negocios.pt 22 de Outubro de 2016 às 14:05
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A história da Officine Panerai confunde-se com a própria história da Itália moderna e da cidade de Florença. Afinal, esta foi sempre uma das cidades onde a aposta na cultura, na arte e na ciência se cruzou com os labirínticos universos da política. Onde o poder sobre o espaço e o tempo estiveram sempre presentes. A cidade de Maquiavel e dos Médicis foi, durante séculos, um dos maiores centros do poder político e económico daquilo que é, hoje, a Itália. Em meados do século XIX, seria também a capital do recém-nascido Reino de Itália. Foi aí que, em 1850, Giovanni Panerai abriu uma pequena oficina de relógios, a primeira que os fabricava na cidade e que, graças às ligações pessoais do proprietário com os fabricantes da Suíça, permitiu desenvolver uma arte própria de montagem, manutenção e cuidado dos relógios.

A relojoaria acabaria por abrir as portas em 1860, na Ponte Alle Grazie. Os seus sucessores, Leon Francesco e Guido Panerai, haveriam de expandir o negócio, levando a que a oficina e relojoaria se tornasse o fornecedor oficial da Marinha Real Italiana. Foi um passo para a especialização. A mudança para a Piazza San Giovanni (onde ainda hoje se encontra) marcaria o simbolismo do crescimento e nela apareceria a marca "Orologeria Svizzera", marcando a profunda relação com a produção suíça.

As relações com o Ministério da Defesa italiano crescem no início do século XX, e a marca inicia as suas experiências com materiais luminescentes. O objectivo era ver melhor no escuro. Essa possibilidade era garantida através de uma mistura de sulfeto de zinco e brometo de rádio, a que se chamaria depois Radiomir. Na I Guerra Mundial, os instrumentos de precisão da Panerai fizeram parte do arsenal militar italiano e, nas décadas seguintes, essa ligação reforça-se. Giuseppe Panerai cria os famosos relógios Radiomir e Luminor que, após 1938, começam a equipar os diferentes sectores da marinha de guerra italiana.

O Luminor (onde a substância luminescente é feita a partir do trítio, acaba por substituir os Radiomir a partir de 1949). Agora, a marca colocou no mercado o Luminor Due 3 Days com correia azul. Este novo modelo está equipado com uma caixa em ouro vermelho de apenas 10,5 mm de espessura, a mais fina jamais criada pela Officine Panerai para os modelos Luminor. Com a redução da espessura da caixa em quase 40% e do peso, os designers da Panerai idealizaram um relógio que manteve a identidade distintiva da marca e que permite uma experiência diferente no pulso.

O vidro de safira revela o mostrador clássico minimalista da Panerai com números e índices horários e o pequeno mostrador dos segundos às 9h. De cor cinza antracite, o mostrador apresenta as horas de forma extremamente clara e melhorada pelo acabamento "satiné soleil". O fundo do Luminor Due 3 Days é transparente, permitindo visualizar o calibre de corda manual, aqui apresentado pela primeira vez na sofisticada versão P.1000/10 esqueletizada. A grande ponte escovada, que protege metade da superfície do calibre, foi trabalhada por forma a revelar parte do mecanismo, incluindo dois barriletes que fornecem uma reserva de marcha de três dias. O volante (que oscila a 28 800 vibrações por hora) é fixado por uma ponte com suporte duplo para assegurar uma maior segurança e estabilidade.

O movimento também contém o dispositivo que detém o volante e repõe a zero o ponteiro dos segundos ao definir a hora, para uma sincronização perfeita do relógio com um sinal de referência. O Luminor Due 3 Days (PAM00677) é entregue em pele de crocodilo azul claro. É resistente à água até 3 bares (uns 30 metros).


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